“Os Estados do Tapajós e do Carajás vão favorecer a Amazônia como um todo”

5 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

Ao avaliar o plebiscito pelo “sim” ou pelo “não” da divisão do Estado do Pará, que ocorrerá no dia 11 de outubro, Manuel José Sena Dutra, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, acredita que há uma grande indiferença quanto ao plebiscito. Na verdade, para ele as pessoas estão mais preocupadas com seu dia a dia, com a violência que ameaça a população de Belém e do interior do Estado, as migrações, etc. “Por isso, imagino que haverá uma grande abstenção no dia na consulta popular. Quanto aos resultados, são uma incógnita, tanto para os favoráveis como para os contrários. As pesquisas publicadas até agora são visivelmente viciadas e inautênticas para os dois lados.” E  questiona: permanecendo a atual situação, de um Pará “unido”, haverá mais igualdade? Haverá mais honestidade no trato do dinheiro público? Há riscos, sim, para os novos Estados. Porém, onde, em que Estado do país não há desmandos?

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Pesquisadores estudam emissões de CO2 dos rios da Amazônia

4 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

Apesar das concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera estarem aumentando constantemente, principalmente em função da queima de combustíveis fósseis, a ciência ainda tem incertezas sobre as fontes e sumidouros deste gás no planeta. Na imensidão de seis milhões de quilômetros quadrados da Amazônia, por exemplo, estudos indicam que as florestas são as responsáveis. Porém, nos rios da região, as concentrações também são muito elevadas.

Diversas instituições de pesquisas do mundo tentam compreender este contexto, analisando a origem do gás e quanto dele vaga para a atmosfera. Os pesquisadores Alex Krusche, Maria Victoria Ballester e Reynaldo Victória, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), trabalham no monitoramento de 17 pontos de coleta, distribuídos nos mais variados tipos e tamanhos de rios, e angariam informações para tentar responder estas perguntas.


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Com redução sem precedentes, buraco na camada de ozônio do Ártico é equivalente ao da Antártida

3 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

Cientistas afirmaram que, pela primeira vez, registraram um buraco gigante na camada de ozônio na atmosfera superior acima da região do Ártico, parecido com o buraco encontrado regularmente sobre a Antártida, no sul.

Segundo os cientistas, o buraco foi detectado durante vários meses no começo do ano e seu tamanho era cinco vezes o tamanho da Alemanha. Os cientistas afirmaram ainda que, a cerca de 20 quilômetros acima da superfície terrestre, 80% do ozônio tinha desparecido.

 

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Zoneamento socioeconômico e ecológico de Mato Grosso é analisado em Brasília

3 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

Representantes de organizações defensoras do meio ambiente, de povos indígenas, da agricultura familiar e de movimentos sociais estiveram a Brasília para uma reunião com a Comissão Nacional de Zoneamento, do Ministério do Meio Ambiente. Participam ainda representantes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A reunião visa a analisar o projeto de zoneamento socioeconômico e ecológico de Mato Grosso.

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Oficina discute instrumentos econômicos da Lei de Serviços Ambientais do Amazonas

2 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), realiza na próxima segunda (3) e terça-feira (4), a oficina “Instrumentos Econômicos e Financeiros da Política de Serviços Ambientais do Amazonas”, cumprindo mais uma etapa da elaboração da proposta de Lei do Estado.

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Ibama flagra explorações de madeira no Assentamento Rio Cururuí, no Pará

1 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

O Ibama interrompeu na semana passada duas explorações ilegais de madeira dentro do Projeto de Assentamento Rio Cururuí, em Pacajá, no sudeste do Pará. Ao chegar ao local, com apoio de helicóptero e caminhonetes, os agentes já encontraram 266 hectares de florestas destruídos.

Na ação, que faz parte da operação Labareda, dois homens envolvidos nas derrubadas foram multados em R$ 1,3 milhão cada um. Embargadas, as áreas ilegalmente desflorestadas não poderão mais ser usadas em atividades que impeçam a regeneração natural da mata nativa.

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Nova ‘folha artificial’ usa luz solar para produzir combustível

1 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

Pesquisadores americanos criaram uma “folha artificial” que transforma a luz solar em um combustível químico que pode ser armazenado e utilizado posteriormente, segundo estudo publicado na sexta-feira (30) na “Science”.

Quando colocado em um recipiente de água, essa célula solar de silício gera bolhas de oxigênio de um lado e bolhas de hidrogênio do outro, que podem ser separadas e recolhidas.

Desenvolvimento da folha artificial

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Ministra do Meio Ambiente defende licença do Ibama para Belo Monte

1 de outubro de 2011  - Eduardo Dantas

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu nesta sexta-feira (30) a licença ambiental concedida pelo Ibama para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, e disse que a liminar da Justiça ordenando uma paralisação parcial das obras nesta semana pode ser revertida.

Em junho, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), autorizou o início das obras do empreendimento baseado em estudo de impacto ambiental.

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ONU quer mais investimento em ecoturismo para preservar florestas e ajudar comunidades locais

30 de setembro de 2011  - Eduardo Dantas

Organização Mundial do Turismo, OMT, diz que um setor sustentável pode ajudar a gerar empregos e renda além de proteger ecossistemas regionais; grupo de agências alerta para riscos dos exageros de turismo em massa.

O ecoturismo organizado tem potencial para gerar renda em comunidades e proteger ecossistemas salvando florestas ameaçadas.

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Gaseificação transforma lixo em energia

29 de setembro de 2011  - Eduardo Dantas

Para suprir o problema da destinação dos resíduos sólidos urbanos, que, além de ser um forte poluente da natureza, se tornou um dos obstáculos ao crescimento das grandes indústrias e empresas, uma nova tecnologia de gaseificação transforma esses rejeitos em uma mistura de gases combustíveis, ou seja, energia na forma de gás síntese.

A tecnologia de gaseificação é conhecida desde 1839, quando o químico alemão Karl Gustav Bischof construiu o primeiro gaseificador. Porém, a principal dificuldade sempre foi em produzir um gás de alto poder calórico e de composição química  constante independente do material de entrada, que aceitasse variação de umidade na composição do material de entrada, baixa emissão de poluentes atmosféricos e que ainda fosse capaz de eliminar o alcatrão (óleos de composição complexa) no seu gás resultante.

Transformação do lixo em energia

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Senado aprova criação de ‘Bolsa Verde’ para ações de preservação do meio ambiente

29 de setembro de 2011  - Eduardo Dantas

Foi aprovada por unanimidade pelo Plenário do Senado nesta quarta-feira (28) a chamada “Bolsa Verde”. A proposta, prevista no Projeto de Lei de Conversão 24/2011, decorrente da Medida Provisória 535/2011, institui o Programa de Apoio à Conservação Ambiental, que concede um benefício trimestral a famílias em situação de extrema pobreza que adotarem ações de conservação ambiental. A MP 535/11 cria também o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, com ajuda de custo e assistência técnica a pequenos produtores rurais. As medidas fazem parte do plano Brasil Sem Miséria, lançado pelo governo federal no início de junho. A PLV agora segue para sanção.

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Inclusão social, regularização de terras e grandes obras são temas da agenda amazônia para a Rio+20

28 de setembro de 2011  - Eduardo Dantas

Organizações não governamentais, movimentos sociais, ambientalistas, representantes de empresas e povos tradicionais da Amazônia apresentaram ontem (27), na capital paraense, as demandas da região para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), a Rio+20, evento que o Brasil vai sediar em junho de 2012.

O grupo listou 24 propostas para inserir a Amazônia na economia verde, tema chave da conferência. As propostas, definidas no Seminário Regional sobre Economia Verde na Amazônia: Amazônia Rumo à Rio+20, partiram de eixos temáticos como a inclusão social, a regularização fundiária e o debate sobre grandes obras de infraestrutura na região.

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Técnicos mapeiam áreas sob risco de alagamentos com Usina de Belo Monte

28 de setembro de 2011  - Eduardo Dantas

A possibilidade de áreas alagadas com a subida das águas do rio Xingu gera preocupação e é alvo de levantamento realizado pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA). A expressão cota 100 delimita o nível a que as águas do Xingu podem chegar quando a barragem de Belo Monte for erguida. Moradores do município de Altamira, no oeste do Pará, são ouvidos e recebem orientação sobre o risco de inundações na região.

Ainda que não entendam muito bem o significado técnico, os moradores sabem que quem estiver abaixo disso corre risco de estar entre os deslocados pela usina. Para acompanhar de perto a maneira como a comunidade é tratada pelos construtores, o MPF e a Universidade Federal do Pará (UFPA), realizam desde o ano passado um trabalho independente para levantar e conferir as informações do empreendimento sobre as áreas alagáveis na cidade.

Previsão de alagamento em usinas na Amazônia

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Ouro poderá ser mais sustentável. Novas certificações prometem diminuir o impacto da produção aurífera

27 de setembro de 2011  - Eduardo Dantas

Tradicionalmente as minas de ouro geram um grande impacto ambiental, mas essa prática tende a mudar com novos padrões de certificações. Com os selos de Fairtrade e Fairmined, são estabelecidos critérios sociais, ambientais e econômicos para impedir o uso de mão de obra infantil, o emprego de mercúrio e cianeto, além de evitar a destruição causada pela estrutura da mina.

Os selos prometem ajudar 100 milhões de pessoas diretamente envolvidas com a mineração, geralmente trabalhadores que usam o processo artesanal em pequena escala por um preço menor. A Green Leaf Gold é uma das empresas que está ajudando a treinar mineradores para conscientizá-los sobre a responsabilidade do desenvolvimento sustentável na área. Ela promete jóias produzidas sem mercúrio e cianeto, pagando quase o dobro dos salários comuns que seriam de aproximadamente U$ 300 para pequenas minas da América do Sul.

Essa iniciativa cobre apenas pequenas escalas e artesãos, um total de 15% da produção global de ouro. Por enquanto, esse ouro mais sustentável está sendo produzido somente na Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, segundo a Fairtrade. Estima-se que em dois anos serão incluídas minas da Ásia e África.

Dilma Rousseff lança “Bolsa Verde” em Manaus

27 de setembro de 2011  - Eduardo Dantas

“O lançamento oficial do programa Bolsa Verde, em Manaus, é muito mais que simbólico. Na verdade, o ato da presidente Dilma Rousseff é um reconhecimento pelo trabalho que vem sendo desenvolvido há quatro anos pelo Governo do Amazonas”. A afirmação é do senador Eduardo Braga que, em junho de 2007, na época governador do Estado, criou o Bolsa Floresta, modelo que serviu de base para elaboração do programa do Governo Federal que será lançado amanhã (28) pela presidente da República, em solenidade no Teatro Amazonas.

A justificativa do programa Bolsa Verde, traz a mesma essência do Bolsa Floresta do Amazonas: o apoio financeiro às famílias em situação de extrema pobreza que promovem a conservação ambiental nas áreas onde vivem e trabalham. De acordo com dados do Governo Federal, das 16,2 milhões de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza no Brasil, 47% estão na área rural.

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