Brasil: Fotógrafa Claudia Andujar alertó que situación indígena empeorará

22 de Fevereiro de 2018  - Jaime de Agostinho

La fotógrafa Claudia Andujar posa frente a una de sus fotografías en su casa, en São Paulo / Júlia Dolce.

“Hay que seguir defendiendo a los indígenas o no habrá ningún chance de que la situación en que viven mejore”, sostuvo la fotógrafa y activista Claudia Andujar, comprometida desde hace décadas con los derechos de los pueblos indígenas en Brasil.

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Em dia mundial, UNESCO defende políticas para valorizar línguas indígenas

21 de Fevereiro de 2018  - Jaime de Agostinho

Patrimônio linguístico indígena é lembrado pela UNESCO em Dia Internacional da Língua Materna. Foto: UNESCO/ONU

No Dia Internacional da Língua Materna, observado pelas Nações Unidas neste 21 de fevereiro, a UNESCO recomenda o uso de idiomas indígenas desde os primeiros anos da educação formal, bem como sua utilização nos espaços públicos e na internet. No Brasil, 190 línguas correm risco de sumirem. Idiomas como o Amanayé, Huitoto, Máku e Umutina estão entre os 12 já extintos no país.

Em mensagem para o Dia Internacional da Língua Materna, observado pelas Nações Unidas neste 21 de fevereiro, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, defendeu políticas que valorizem a riqueza linguística, incluindo por meio da preservação e promoção de línguas indígenas. A agência da ONU recomendou o uso desses idiomas desde os primeiros anos da educação formal, bem como sua utilização nos espaços públicos e na internet.

“Uma língua é muito mais do que um meio de comunicação, é a própria condição da nossa humanidade. Nossos valores, nossas crenças e a nossa identidade estão incorporadas nela. É por meio da língua que nós transmitimos nossas experiências, nossas tradições e o nosso conhecimento. A diversidade das línguas reflete a riqueza incontestável da nossa imaginação e dos nossos modos de vida”, afirmou a chefe do organismo internacional.

Audrey descreveu a variedade linguística como um “componente essencial do patrimônio imaterial da humanidade”, mas alertou: essa herança está em perigo. “A cada duas semanas, desaparece uma das línguas que existem no mundo e, com ela, se vai parte da nossa história humana”, lamentou a dirigente.

No Brasil, 190 línguas correm risco de sumirem. Idiomas como o Amanayé, Huitoto, Máku e Umutina estão entre os 12 já extintos no país.

A diretora da UNESCO lembrou que a instituição defende uma educação multilíngue para proteger línguas maternas nem sempre reconhecidas ou devidamente incorporadas a políticas de Estado e programas educacionais. A agência da ONU “apoia as políticas linguísticas, em especial em países multilíngues, as quais promovem línguas maternas e indígenas”, explicou Audrey.

“A Organização recomenda o uso dessas línguas desde os primeiros anos da educação escolar, porque as crianças aprendem melhor em sua língua materna. A UNESCO também encoraja o seu uso em espaços públicos e especialmente na internet, onde o multilinguismo deve ser a regra”, completou.

A chefe da agência da ONU concluiu seu pronunciamento com uma citação de Nelson Mandela: “Se você fala com um homem em uma língua que ele compreende, a mensagem vai para sua cabeça. Se você fala com ele em sua própria língua, a mensagem vai para seu coração”.

FONTE: ONU

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Foto: Claudia Andujar. “No passado, quando a gente lutou pela demarcação da terra Yanomami, foi muito difícil, mas foi através de muita pressão que [Fernando] Collor, na época presidente, demarcou a terra. Obviamente, quando fui expulsa, durante algum tempo, eu não pude voltar, mas continuei mantendo minhas relações e meu desejo de continuar a trabalhar. Depois voltei e continuei até hoje. Eu realmente dediquei a minha vida aos Yanomami”.

Claudia Andujar denuncia ameaças de garimpeiros à Terra Indígena dos Yanomamis e ressalta importância da pressão popular.

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Raposa Serra do Sol – Demarcação desastrosa em Roraima dificulta absorção dos venezuelanos, diz Heleno

12 de Fevereiro de 2018  - Jaime de Agostinho

O general Augusto Heleno, ex-comandante militar da Amazônia e um dos mais admirados oficiais do Exército Brasileiro, lembrou neste domingo (11) que se não tivesse ocorrido a “demarcação ideológica” da reserva indígena Raposa Serra do Sol, que destruiu a cultura do arroz, o Brasil poderia absorver nesse setor boa parte da mão de obra dos 50 mil venezuelanos que invadiram Roraima à procura de trabalho e melhores condições de vida.

“O presidente Temer vai a Boa Vista  conhecer o problema dos 50 mil imigrantes venezuelanos”, escreveu o general em artigo para o Diário do Poder. “Por ser o Comandante Militar da Amazônia, denunciei, em 2008, a lamentável política indigenista. Alertei sobre a falta de critério na demarcação ideológica de Raposa Serra do Sol. Economistas avisaram que a expulsão dos arrozeiros era medida social e economicamente desastrosa. Ignoraram. Favelizaram Boa Vista e empobreceram Roraima”, acusa.

Ao decidir pela demarcação em terras contínua da reserva Raposa Serra do Sol, em 2009, sob influência de conceitos meramente ideológicos, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a expulsão dos arrozeiros.

Atualmente, a gigantesca região de 17 mil quilômetros quadrados, mais de 11 vezes o tamanho da cidade de São Paulo e três vezes maior que o Distrito Federal. A reserva faz fronteira com a Venezuela e Guiana. Antes a maior produtora de arroz do Brasil, virou terra abandonada, com cerca de 20 mil índios aculturados e sem atividade econômica, passando fome e com milhares deles entregues ao alcoolismo.

“Hoje, a situação gerada pela ditadura de Maduro poderia ser contornada pela ampliação da cultura arrozeira e pelo consequente emprego de boa parte da mão de obra estrangeira que chegou a Roraima”, afirma o general Augusto Heleno em seu artigo. “Não há mais essa alternativa”, lamenta. “Infelizmente, vem aí mais improvisação e desordem urbana. Em outubro, temos que  mudar o País”, conclama.

FONTE: Diário do Poder http://www.diariodopoder.com.br/

http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=96351147362

 

NOTA

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