Comunidades do Amazonas começam a ficar isoladas por causa da seca do rio Negro

20 de Abril de 2018  - Jaime de Agostinho

Agora que começou a chover, mas o nível do rio ainda é baixo (Foto: Juliana Radler/ISA)

A cada ano a natureza apresenta surpresas quando o assunto é relacionado à cheia e à seca nos rios do Amazonas. A cota d’água do Alto Rio Negro foi tão insignificante que a seca naquela região preocupa muito mais a Defesa Civil do Amazonas que a enchente na calha do Madeira, termômetro para os níveis máximos em todo o Estado. A situação é tão crítica que está prejudicando a trafegabilidade, deixando comunidades praticamente isoladas. Agora que começou a chover, mas o nível do rio ainda é baixo.

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Justiça determina que o Mirante do Rio Negro seja demolido em 180 dias

3 de Abril de 2018  - Jaime de Agostinho

Imagem: iStock #PraCegoVer: Rio Negro

O Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF1) determinou a demolição do Mirante do Rio Negro, localizado na área portuária de Manaus (AM), por causar obstrução da visibilidade e desvalorização do conjunto paisagístico e artístico do local. A Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH) e a Estação Hidroviária do Amazonas, responsáveis pela obra, têm 180 dias para cumprir a decisão, que atendeu apelações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), União Federal e Ministério Público Federal. A determinação do TRF1 foi em 21 de março. 

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Cheia do rio Negro sem impactos em Manaus, aponta previsão de pesquisador do Inpa

23 de Março de 2018  - Jaime de Agostinho

“É sempre importante acompanhar e monitorar daqui pra frente o comportamento do nível da água”, diz Schongart.  A média histórica do Rio Negro é de 27,87 metros com base nos dados que se tem desde 1903.

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AM: Calha do Alto Rio Negro está em estado de alerta por causa da estiagem

19 de Março de 2018  - Jaime de Agostinho

Nesta sexta-feira (16), a Defesa Civil do Amazonas emitiu estado de alerta para a calha do Alto Rio Negro. Mas ao contrário do que acontece no sul do Amazonas, o alerta é para a estiagem.

Manaus, AM, Brasil: Encontro das águas dos rios Negro e Solimões, em Manaus. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Ministério quer tornar rio Negro sítio Ramsar

5 de Fevereiro de 2018  - Jaime de Agostinho

Parna do Jaú: área úmida da região – Iasmina Freire/ Arquivo ICMBio

Caso aprovado, será a maior área úmida do mundo reconhecida pela Convenção de Ramsar. São 11,2 milhões de hectares na Amazônia. Leia mais »

Terra indígena não é empecilho para o desenvolvimento, diz MPF em visita ao Rio Negro

4 de Fevereiro de 2018  - Jaime de Agostinho

Com apoio do Exército Brasileiro, acompanhado pela FOIRN, o Ministério Público Federal visitou Cucuí, São Joaquim e Iauaretê entre 24 a 25 de janeiro.

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Iniciativa pioneira implementa regras para pesca esportiva sustentável na Amazônia

10 de agosto de 2017  - Jaime de Agostinho

Para eliminar os conflitos e promover o ordenamento pesqueiro, uma parceria inédita foi firmada na região envolvendo comunidades indígenas, ISA, Foirn, Funai, Ibama e a Prefeitura de Santa Isabel. O esforço coletivo visa colocar em prática um modelo pioneiro de pesca esportiva sustentável e de base comunitária, capaz de transformar a realidade de danos socioambientais e gerar renda para o município.

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Governo adia plano de construir usinas hidrelétricas no Rio Negro

24 de junho de 2017  - Jaime de Agostinho

O plano de erguer usinas hidrelétricas no Alto Rio Negro, em uma das regiões mais remotas e preservadas da Amazônia, foi adiado pelo governo. No início deste mês, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento do setor elétrico, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que cancele autorizações para novos estudos sobre a viabilidade de erguer barragens ao longo do Rio Negro, afluente do Rio Amazonas. 

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Cheia dos rios causa prejuízo ao cultivo de hortaliças e frutas no Amazonas

9 de junho de 2017  - Jaime de Agostinho

Com mais da metade dos municípios em situação de emergência por causa da cheia dos rios, o Amazonas também contabiliza prejuízos na agricultura. De acordo com estimativa do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do estado (Idam), as perdas no setor já somam R$ 128 milhões. As culturas mais afetadas são as das hortaliças, como couve, repolho e cheiro-verde, além da produção de tomate, banana, mamão e maracujá. De acordo com o chefe do Departamento de Assistência Rural do Idam, Alfredo Pinheiro, as plantações mais atingidas pela cheia estão localizadas em áreas de várzea, sujeitas a alagamentos todo os anos.

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Primeiro Centro de Medicina Indígena da Amazônia é inaugurado em Manaus

9 de junho de 2017  - Jaime de Agostinho

O primeiro Centro de Medicina Indígena da Amazônia, chamado de Barserikowi’i, começou a funcionar hoje (6), em Manaus. No espaço, especialistas indígenas de diversas etnias do Alto Rio Negro que dominam o conhecimento do Bahsese, que significa benzimento, vão oferecer um tratamento diferenciado de enfermidades para indígenas e não indígenas. O projeto foi idealizado por João Paulo Barreto, da etnia tukano, que é doutorando em Antropologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). 

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AM – Moradores de áreas alagadas aguardam ansiosos pelo fim da cheia do rio Negro

9 de junho de 2017  - Jaime de Agostinho

Nos últimos três dias, o rio Negro tem dado sinais de que se aproxima do início da vazante. Nesta quinta-feira (9), o nível da água desceu mais dois centímetros, somando quatro desde terça-feira e atingindo a cota de 28,96 metros, abaixo, portanto, da cota de emergência, que é de 29 metros.

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Rio Negro atinge cota de emergência com 29 metros no fim de semana

6 de junho de 2017  - Jaime de Agostinho

Rio Negro atingiu a chamada cota de emergência ao ultrapassar os 29 metros de altura em relação ao mar. Apesar disso e contrariando secretário, prefeitura ainda não editou decreto. 

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Nível do rio Negro em Manaus deve ficar entre 28,96 a 29,46 metros, diz CPRM

3 de junho de 2017  - Jaime de Agostinho

O nível do rio Negro em Manaus deve ficar entre 28,96 a 29,46 metros, com média de 29,31 metros. O volume é 2,02 metros acima do mesmo nível registrado na cheia do ano passado. Os dados fazem parte do 3° Alerta de Cheia divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). 

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Cheia do Rio Negro em Manaus este ano deve superar a de 2016

1 de junho de 2017  - Jaime de Agostinho

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) emitiu o último alerta de cheia de 2017 que indica que o nível do Rio Negro, em Manaus, deve ficar entre 28,29 e 29,46 metros. A previsão é 2 metros superior em relação à cheia registrada no ano passado. Na medição de hoje (31) foi verificada a cota de 28,96 metros, faltando pouco para alcançar a cota de emergência, que é de 29 metros. Apesar disso, a cheia deste ano não deve superar a de 2012, a maior da história, quando o nível chegou a 29,97 metros. A preocupação deste ano, segundo o superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, é que as águas do Rio Negro vão ficar elevadas por um período maior. 

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São Gabriel y sus demonios

26 de Maio de 2017  - Jaime de Agostinho

Compartimos el reportaje “São Gabriel y sus demonios” galardonado con el Premio García Márquez 2016 referido al suicidio de adolescentes indígenas en São Gabriel da Cachoeira,, Brasil. 

Hace poco más de dos meses que ella se fue, un día antes de su cumpleaños. Maria –vamos a llamarla así— cumpliría 20 años el 2 de marzo. Nadie diría que no era una indiecita como tantas que colorean las calles de São Gabriel da Cachoeira, municipio en el noroeste de Amazonas, a orillas del río Negro. Era bajita, los cabellos negros sobre los hombros, las ropas ajustadas, andaba en zapatillas. Pero María estaba ahí sólo de paso. En su entierro los parientes contaron que había venido de río abajo para pasar el periodo de vacaciones escolares, cuando centenas de indígenas de diversas etnias dejan sus aldeas y llenan la sede del municipio para resolver temas pendientes con la burocracia. Ahí en la ciudad, ella consiguió un enamorado, un militar, y pasaba los días con él, cuando no estaba entre amigos. Pero en los últimos días María andaba triste: la pareja había roto. Estaba rara, nerviosa. Sus parientes contaron que llegó a tener alucinaciones.

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