Governo Federal faz balanço de fiscalizações contra crimes ambientais e defende sustentabilidade do agro

Ministro do Meio Ambiente participou de painéis da COP26 com os ministros Anderson Torres e Tereza Cristina

Foto: Zack/MMA

No primeiro dia de agenda da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, nesta segunda-feira (1º), o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, fez um balanço do combate aos incêndios florestais e destacou a importância do Programa Nacional de Crescimento Verde.  

Na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF), onde funciona um dos pavilhões brasileiros da COP26 — o outro está em Glasgow, na Escócia —, Leite recebeu os ministros da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Fiscalização

Durante o encontro com Torres, o ministro do Meio Ambiente apresentou os resultados da Operação Guardiões do Bioma, iniciada em agosto, em onze estados. Mais de 16,5 mil incêndios florestais foram alvos da fiscalização na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. Os agentes também aplicaram mais de 1,5 mil multas e realizaram 3,2 mil ações preventivas.

Durante o balanço dos números, as duas pastas firmaram um acordo de cooperação que dá continuidade às parcerias no combate aos crimes ambientais. Leite destacou a importância do trabalho integrado entre as instituições. “O Ibama vai estar ali, atuando contra o crime ambiental, mas a Força Nacional irá inibir a recorrência dos crimes ambientais numa área”, afirmou.

A Operação Guardiões do Bioma recebeu R$ 60 milhões em investimentos do Governo Federal, segundo Torres, e apreendeu mais de cinco mil m³ de madeira, 120 máquinas, como tratores e esteiras, e resgatou mais de mil animais. “O objetivo é responsabilizar quem causa os incêndios de maneira dolosa e independente dos fins. Isso facilita trabalho da Polícia Judiciária, identificando os autores”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública.

Mais recursos

Leite aproveitou o momento para informar sobre o acréscimo de R$ 270 milhões que a pasta recebeu no orçamento para reforçar as ações do Ibama. O dinheiro vai para a compra de equipamentos, veículos e sistemas de navegação. Com isso, o investimento nas ações ambientais subiu em 2021 de R$ 228 milhões para R$ 478 milhões.

O ministro falou ainda sobre a contratação de 739 novos agentes de fiscalização para o Ibama e o reforço de 700 homens para a Força Nacional Ambiental do Ministério da Justiça. Para o combate direto aos incêndios florestais, Leite informou que a pasta dispõe de 3,2 mil servidores do Ibama e do ICMBio e seis mil homens da Operação Guardiões do Bioma.

O agro é a solução

A ministra Tereza Cristina disse, durante a COP26, que o agro pode garantir segurança alimentar mundial e ser sustentável ao mesmo tempo. Segundo ela, até 2030, a previsão é de que a emissão de mais de 1 bilhão de toneladas de carbono (CO²) seja mitigada.

“O potencial transformador da agropecuária de baixa emissão de carbono é enorme. Queremos compartilhar essa experiência com países de realidades semelhantes”, disse. “Apenas com a disseminação das melhores práticas a todos os produtores poderemos colher os impactos positivos que a produção de alimentos, fibras e bioenergia pode ter”, completou em seu discurso na sede da CNI.

De Glasgow, o diretor de Regularização Ambiental do Serviço Florestal Brasileiro, João Adrien, afirmou que 34,4 milhões de hectares de reserva legal em propriedades rurais devem ser recuperadas nos próximos 20 anos.

Pavilhão Brasil

Vale lembrar que todas as apresentações do Pavilhão Brasil estão sendo transmitidas ao vivo no canal do Ministério do Meio Ambiente no YouTube,   clique aqui para acessar.

Confira aqui programação completa das apresentações que ocorrerão no Pavilhão Brasil.

PUBLICADO POR:    MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MMA   

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