Projeto Ouro Brasil é destaque em seminário internacional sobre rastreabilidade do ouro

Serviço Geológico do Brasil apresenta panorama aurífero brasileiro e desenvolvimento de novas abordagens na pesquisa mineral

Tapajós, Rio Madeira e Quadrilátero Ferrífero – as áreas-piloto do estudo

Com o objetivo de discutir temas pertinentes ao poderio aurífero brasileiro, foi realizado, na última terça-feira (28), o segundo dia de programação do “Seminário Internacional sobre Rastreabilidade de Ouro – Programa Ouro Alvo”. A participação do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) foi marcada pela apresentação do Projeto Ouro Brasil, iniciado em 2021, que fornecerá o panorama aurífero no Brasil e o desenvolverá novas abordagens na pesquisa mineral.

A geóloga do SGB-CPRM, Stella Bijos Guimarães, que coordena as atividades do projeto, destacou que o programa é dividido em quatro etapas: a primeira consiste na elaboração de um produto contendo banco de dados de ocorrências auríferas e uma relação das províncias e distritos auríferos brasileiros. A segunda traz um estudo da morfologia dos grãos de ouro coletados em concentrados de bateia. Nesse estudo, a equipe escreverá um artigo científico com a metodologia de rotina automatizada.

A terceira fase é marcada pela caracterização química do ouro para determinação de fonte e nível de erosão dos depósitos. Nessa parte, há a geração de informes de Recursos Minerais ou de artigos científicos. A quarta etapa, por fim, contará com avaliação do potencial mineral por meio de mapas de favorabilidade das províncias selecionadas como áreas-piloto.

“Mais de 3600 estações de concentrado de bateia com identificação de grãos de ouro, sendo 2742 com consistência locacional e mineralométrica, o equivalente a 30 mil partículas de ouro, foram alvos do projeto. Cerca de 75% do material está pronto para uso”, afirma a especialista.

A equipe é composta, também, pelos pesquisadores do SGB-CPRM Cassiano Castro, Douglas Silveira, Evandro Klein, Guilherme Ferreira, Joseneusa Brilhante, Marcelo Souza e Marcos Vinícius Ferreira.

Ainda de acordo com Stella Guimarães, os próximos passos para dar continuidade ao projeto são consolidar a metodologia analítica nas áreas-piloto – Tapajós, Rio Madeira e Quadrilátero Ferrífero -, para poder expandir as áreas de pesquisa, construção do banco de dados robusto e disponibilização das informações.

A geóloga pontuou, ainda, que o ouro é um importante recurso mineral estratégico para o país. A especialista citou os desafios enfrentados na exploração do ouro, como a alta demanda no mercado nas últimas décadas. As atividades de garimpo ilegais e falta de conhecimento geológico em áreas de impedimento legal são entraves para o desenvolvimento de políticas decisórias. Para ela, é importante que o Brasil faça novas descobertas de depósitos de ouro.

O evento, promovido pelo Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal, em parceria com a Organização Internacional de Polícia Criminal – Interpol, e coordenado pelo chefe do Programa Ouro Alvo da Polícia Federal, perito Criminal Federal, Fábio Salvador, se estende até a próxima sexta-feira (01/07).

Eduarda Vasconcelos
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Ministério de Minas e Energia

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