Produtores indígenas de Rondônia geram renda com a venda de castanha-do-Brasil

Aproximadamente 3 mil quilos de castanha-do-Brasil foram vendidos por 19 produtores indígenas das cidades de Ji-Paraná e Alta Floresta do Oeste, em Rondônia. A ação ocorreu em parceria com o governo do estado, por meio do Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PAA/RO).

Arquivo Coocasin

Para o Coordenador-Geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento da Fundação Nacional do Índio (Funai), Juan Scalia, é fundamental qualificar e incentivar a inserção dos povos indígenas nas políticas de compras públicas e de preços mínimos: “Garantir um valor justo da produção, assim como garantir a possibilidade de venda aos mercados institucionais, é fundamental para gerar renda a partir das cadeias produtivas sustentáveis e promover a conservação da biodiversidade”, comenta.

Dezessete produtores indígenas das etnias Cinta Larga, Gavião, Zoró e Apurinã, da Reserva Roosevelt de Ji-Paraná, beneficiados com o PAA, fazem parte da Cooperativa Extrativista de Castanhas Indígenas (Coocasin), criada há três anos com o intuito de fortalecer o trabalho dos povos indígenas da região. Só a Coocasin irá entregar, nos próximos dias, mais de 1.400 quilos de castanha-do-Brasil pelos indígenas. Atualmente, a cooperativa gera emprego e renda para 300 indígenas, além de custear a formação acadêmica de oito jovens indígenas.

“Essa é a primeira vez que os indígenas vão entregar castanhas ao PAA Rondônia e estamos bem ansiosos, porque será um marco histórico para nós. Isso demonstra a necessidade dos povos indígenas em diversificarem sua produção. Nosso produto agrega valor, tem um preço justo e estamos com a documentação em dia, sendo possível a participação nos demais programas de governo ofertados”, ressalta João Cinta Larga, presidente da Coocasin.

Com o desenvolvimento da produção, a cooperativa já comercializa a castanha-do-Brasil para os estados de São Paulo, Santa Catarina e Goiás, além dos municípios de Rondônia. “A nossa expectativa para os próximos anos é ampliar ainda mais esse mercado. Nós já estamos com uma conversa bem avançada com os compradores dos Estados Unidos e temos certeza que essa conquista logo vai acontecer. Para esta safra, nós estamos com uma expectativa de colheita de 290 toneladas e vamos avançar ainda mais”, destaca João Cinta Larga.

Os outros dois produtores indígenas da etnia Aruá, da Reserva Rio Branco, localizada em Alta Floresta, vão entregar 1.500 quilos de castanhas-do-Brasil via PAA Rondônia. A reserva abrange parte de Alta Floresta do Oeste, São Miguel do Guaporé e parte de São Francisco do Guaporé, e possui nove etnias. Os indígenas chegam a colher mais de 150 toneladas de castanhas por safra na reserva.

Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado em 2003, possui duas finalidades básicas: promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar. Para o alcance desses dois objetivos, o PPA compra alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação, e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pela rede socioassistencial, pelos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e pela rede pública e filantrópica de ensino.

O programa é uma das ações do governo federal para a Inclusão Produtiva Rural das famílias mais pobres, e vem sendo executado por estados e municípios em parceria com o Ministério da Cidadania e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Assessoria de Comunicação/Funai – com informações do Governo de Rondônia e do Ministério da Cidadania – FUNAI

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