RO – Pesquisas na Rebio Jaru

Jaru reúne dados sobre plantas lenhosas e faz a segunda pesquisa sobre mamíferos de médio e grande porte diurnos e aves cinegéticas (alvo de caça) que vivem no interior da reserva biológica, em Rondônia.

A Reserva Biológica (Rebio) do Jaru, em Rondônia, acaba de divulgar os resultados da expedição de campo para a primeira coleta de dados de plantas lenhosas e a segunda de mamíferos de médio e grande porte diurnos e aves cinegéticas (alvo de caça) nas três unidades amostrais do Programa de Monitoramento In Situ da Biodiversidade, implantadas no interior da unidade, em uma área de referência no rio Tarumã.

Na primeira coleta de dados, além do protocolo básico, foi realizado também o módulo avançado, com a identificação das espécies das plantas lenhosas amostradas. Assim, no período, foi feito levantamento de 935 plantas e realizada a coleta de material botânico (folhas e frutos) de 346 delas para posterior identificação e confirmação das espécies.

Já na segunda coleta de dados sobre mamíferos e aves foram feitos 96 avistamentos, totalizando 183 espécimes avistados, como cutia, cachorro do mato de orelhas curtas, veado vermelho, veado roxo, cateto, tamanduá-mirim, macaco de cheiro, sagui, macaco aranha, barrigudo, zogue zogue, cuxiú, jacamim, mutum, jacu e várias espécies de inhambu.

Expedição

A expedição foi realizada entre 10 e 24 de agosto e contou com a participação da equipe a Rebio, quatro consultores especializados em identificação de espécies da flora amazônica vinculados ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Jardim Botânico de Nova Iorque, além de sete prestadores de serviço, na sua maioria moradores do entorno da unidade de conservação.

As unidades amostrais para o grupo de mamíferos de médio e grande porte e grupo de aves cinergéticas são compostas por trilhas de 5 km de extensão por 1 metro de largura. Já as unidades amostrais de plantas lenhosas são compostas por quatro subunidades retangulares de 20×50 metros, dispostas num arranjo comumente denominado de cruz de malta, com seus vértices alinhados seguindo os pontos cardeais.

Por sua vez, cada uma dessas subunidades é dividida em dez parcelas de 10×10 m, seguindo-se metodologia adaptada do Inventário Florestal Nacional do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

No módulo básico do monitoramento de plantas lenhosas, a métrica escolhida é a biomassa vegetal. Para isso, coletaram-se os dados de diâmetro DAP (diâmetro na altura do peito = 1,30 m) e altura estimada de todas as plantas lenhosas (árvores, palmeiras e cipós) que apresentem um DAP maior ou igual a 10 cm (circunferência de 31 cm). Todos os indivíduos selecionados receberam placas de alumínio, numeradas previamente, fixadas a uma altura de 10 cm acima do local da medida do DAP.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

 

 

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