2º Alerta de Cheias do Amazonas confirma cota de inundação severa para Manaus.

O Serviço Geológico do Brasil emitiu nesta sexta-feira (29), a segunda edição do Alerta de Cheias do Amazonas de 2022. O evento que anuncia a magnitude das cheias para Manaus, Itacoatiara e Manacapuru, apresentou a previsão de que Manaus e Manacapuru estão próximas de atingir as respectivas cotas de inundação severa. Em Itacoatiara, essa cota também já foi atingida.

Cotagrama de Manaus – Postada em: SGB CPRM, em 29 de abril de 2022

De acordo com a pesquisadora Luna Gripp, responsável pelo Sistema de Alerta Hidrológico do Amazonas, a capital amazonense que hoje registra 28,69m, tem 98% de chances de atingir a cota de inundação severa e registrar até 29,80 metros, num intervalo provável de 29,30 a 30,30m. As chances de ultrapassar o recorde de 30,02 metros do ano anterior são de 30%.

Para os municípios de Manacapuru e Itacoatiara a previsão acompanha a capital. Em Manacapuru, o rio Solimões tem uma valor médio previsto de 20,35 metros, podendo variar entre 19,80 a 20,90 m, acima da cota de inundação severa. A cota de inundação no município – 19,20 metros – foi atingida em 10 de abril. No município de Itacoatiara, banhado pelo rio Amazonas, o intervalo previsto aponta uma média de 15,05 metros, podendo variar entre 14,70 e 15,40 m. A probabilidade da cheia máxima atingida no ano passado é de 30%.

A influência das chuvas     

A grandiosidade da bacia amazônica faz com que o fenômeno das cheias seja diretamente relacionado à quantidade de chuvas que ocorre em toda a sua área, ultrapassando os limites das fronteiras do país.

O meteorologista Renato Senna explicou que os oceanos Pacífico e Atlântico exercem forte influência no comportamento das chuvas da região Amazônica. “Um exemplo são os eventos que alteram as condições de temperatura na superfície dos oceanos e determinam padrões de circulação da atmosfera, aumentando ou reduzindo o transporte de umidade em direção à Amazônia, e afetam o desenvolvimento das nuvens e, consequentemente, a produção de chuvas”, afirmou. O especialista lembrou ainda que o fenômeno La Niña – evento climático natural de resfriamento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico – atinge o País este ano, assim como em 2021, contribuindo, além de outros fatores, com a alteração do comportamento das cheias no Amazonas.

A previsão para o próximo trimestre, de acordo com a analista Deydila Bonfim do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) ainda é de chuvas acima da média. “Como produto temos o prognóstico acima da normal, ou seja, acima dos padrões climatológicos para as bacias do Branco, Negro e também do curso principal do Solimões e seus afluentes”, explica.

Estiveram presentes, também, na transmissão, o Superintendente Regional de Manaus, Marcelo Motta, o coronel da Defesa Civil Estadual do Amazonas, Clóvis Araújo Júnior; e, em vídeo, o coronel da Defesa Civil de Manaus, Fernando Paiva Pires.

Eduarda Vasconcelos
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Ministério de Minas e Energia

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