A Terceira Margem – Parte CCCXIII

Expedição Centenária Roosevelt-Rondon  3ª Parte – XXI

O Canoeiro Hiram Reis e Silva

Ten Marques (KM 100) – KM 252 – V  

25.03.1914 

– Relata Rondon – 25.03.1914 – Completavam-se 27 dias de navegação e no entanto não havíamos avançado mais do que 157.410 m correspondentes a um percurso diário inferior a 6 km. Tal velocidade seria realmente irrisória, se não fosse, antes disso, atestado eloquentíssimo da enormidade dos trabalhos que nos estavam custando os constantes empeços ([1]) criados pelas cachoeiras.

Contudo, a não ser a contrariedade resultante da demora, o mais nos ia correndo favoravelmente.

O estado sanitário era bom e a quantidade de víveres ainda existente bastava para nos garantir a terminação da viagem sem escassez de alimentação. Se não fossem as condições especialíssimas desta Expedição, tais obstáculos constituiriam para nós boas ocasiões de estendermos mais demoradamente as nossas explorações para o interior das terras, que deveras nos vinham interessando pela exuberância da sua formidável vegetação.

A seringueira tomava-se cada vez mais profusa e de melhor qualidade. As madeiras de lei apresentavam-se numerosas e variadíssimas. Percorrendo as margens da nova cachoeira íamos assinalando exemplares de aroeira, piúva, angico, peroba, cedro, laranjeira silvestre, cajueiro e muitas outras espécies igualmente preciosas as quais formam floresta tão alta e espessa que o Rio toma uma feição carregada e sombria. Vimos também alguns vestígios dos índios, mas não recentes. (RONDON)

– Relata Roosevelt – 

25.03.1914 – Pela manhã, as canoas foram arrasta­das para baixo. Feita a picada e colocados os paus roliços, no meio das corredeiras, Lyra e Kermit, que dirigiam o serviço e contribuíam no esforço de empur­rar e puxar, lançaram-nas em um Canal de águas mansas, poupando, assim, muito trabalho pesado. À proporção que diminuíam nossas provisões, mais nos esforçávamos para poupar a força dos homens. Mais um dia e arredondaríamos um mês desde nossa entrada no Rio da Dúvida – como havíamos partido em fevereiro, havia coincidência entre o mês lunar e o do calendário. Tínhamos consumido para mais de metade dos nossos víveres e só era de pouco mais de 160 km nosso avanço, em consequência do número e natureza das corredeiras. Supúnhamos que ainda três ou quatro vezes essa distância nos separava dos pontos do Rio onde poderíamos esperar auxílio, fosse dos seringueiros, fosse de Pyrineus, se este realmente estivesse subindo o mesmo Rio que descíamos.

Se os encachoeirados continuassem a ser tão feios como estavam sendo, antes de três semanas estaríamos em apuros para obter alimento, além dos perigos sempre possíveis de acidentes nas corredeiras; e se nosso avanço não fosse mais rápido do que estava sendo – tudo fazíamos para que o fosse – teríamos, em tal caso, várias centenas de quilômetros de um Rio desconhecido à nossa frente. […] Dois de nossos homens estavam prostrados pela febre. Outro, Júlio, um latagão ([2]), era por completo inútil, mau e preguiçoso de nascença, coração de malvado feroz num corpo de touro. Os outros eram homens bons, e alguns deles, em verdade, ótimos. Aquele novo acampamento era muito ameno, à beira de uma enseada, na qual o Rio se alargava abaixo das corredeiras ([3]). Na praia arenosa nos banhávamos e lavávamos as roupas. Em todo o redor, do lado fronteiro à enseada, margeando a avenida aquática que o Rio formava, se erguia a mata imponente. […] (ROOSEVELT)

– Relata Cherrie –  

25.03.1914 – Os homens trabalharam arduamente durante toda a manhã, sob a direção de Kermit e do Ten Lyra e, por volta das 13h00, tinham transportado todos os barcos. Às 15h15, tínhamos todos os barcos carregados e continuamos a descida mais uma vez. Tivemos apenas 15 minutos de boa descida, quando avistamos, à frente, mais uma longa série de Rápidos muito difíceis. Felizmente, os barcos puderam ser transportados por Canais laterais a maior parte do percurso, só sendo necessário um transporte de cerca de 100 pés ([4]). A carga, claro, teve de ser carregada por todo comprimento dos Rápidos, cerca de 1.000 m. […] Existe uma pequena cadeia de montanhas avante, o que, provavelmente, significa que teremos pela frente um número maior de Rápidos do que os que deixamos para trás! Minha mão está um pouco rígida e dolorida hoje, mas eu acho que vai melhorar em breve. (CHERRIE)

26.03.1914  

– Relata Roosevelt –  

26.03.1914 – Ao meio da tarde, estávamos de novo embarcados nas canoas, mas remáramos Rio abaixo apenas alguns minutos, percorrendo um quilômetro apenas, quando o roncar de corredeiras ([5]) à nossa frente nos forçou de novo a encostar no barranco. […] Os encachoeirados eram mais extensos e inclinados que os precedentes, mas, junto à margem oposta, a. Achamos e comemos ananases silvestres. O feijão do mato estava florescendo. Ao jantar, tivemos um tucano e dois papagaios, que achamos excelentes. (ROOSEVELT)

26.03.1914 

– Relata Rondon – 

26.03.1914 – No dia seguinte, dividi os nossos homens em 2 turmas; uma, dirigida pelo Ten Lyra, encarregou-se de varar as canoas pelos Canais e outra transportou as cargas para o 19° acampamento estabelecido na Barra de um pequeno córrego que entra pela margem direita do Roosevelt. Estes trabalhos ocuparam-nos o dia inteiro. À cachoeira demos, a princípio, o nome de Tocari, por causa de uma árvore dessas, que nos forneceu grande quantidade de castanhas. Mais tarde, porém, passamos a denominá-la “Das Inscrições”, visto ter sido descoberto pelo Sr. Cherrie um lajeado com figuras geométricas, naturalmente gravadas pelos indígenas da região.

Infelizmente o naturalista americano não pode fotografar os interessantes documentos etnográficos e nem mesmo copiou os seus desenhos. No entanto, disse-nos que eles consistiam em uma série de três conjuntos de círculos concêntricos, cada um constituído por quatro linhas, estando neles assinalada a posição do centro comum. Abaixo dessa primeira série de figuras, existiam outras três, cada qual formada de cinco M, encaixados uns nos outros de modo a conservarem-se paralelas as suas pernas. O quadro era encimado por um traço, que corria da direita para a esquerda da laje, a princípio retilíneo, em seguida curvando- se para cima, e afinal tomando a descer, para acabar prolongando do outro lado a direção inicial. Na parte culminante desse traço, estavam gravados três circulozinhos, cada um com o centro bem visível. Outros desenhos, existentes na face da laje voltada para a correnteza do Rio, não os pode o Sr. Cherrie ver distintamente. (RONDON)

– Relata Cherrie –  

26.03.1914 – O dia inteiro foi gasto no transporte da carga e das canoas. Como sempre, tudo está pronto, esta noite, para partirmos amanhã cedo! Na parte central dos Rápidos, em frente a uma queda de cerca de três metros, estão algumas grandes pedras de quartzito e granito em que estão gravadas algumas figuras ([6]). Sinais de uma raça provavelmente muito diferente dos índios que agora habitam a região. Evidentemente estas gravações eram mais numerosas do que agora, considerando que algumas são agora quase imperceptíveis ([7]). Agora os mais relevantes são um conjunto de três círculos concêntricos, lado a lado.

Os círculos exteriores têm cerca de meio metro de diâmetro, com três círculos internos e um ponto no centro. Em seguida, numa face quase vertical e um pouco abaixo dos círculos, encontramos três figuras mais ou menos semelhantes às da Imagem 03. O Coronel Rondon diz que não viu inscrições ([8]) nas pedras de quaisquer um dos outros Rios que ele explorou no Mato Grosso. O Ten Lyra e três barqueiros desceram as canoas pela margem oposta do Rio; estamos na margem direita, e encontraram um monte “Tocaris” ([9]) trazendo cerca de um alqueire[10] [sete galões] de castanhas. Esse foi um achado muito importante Talvez venhamos a precisar muito delas, se acabarem as provisões.

As castanhas foram divididas igualmente entre os homens. Elas eram muito mais saborosas do que as nozes secas e rígidas que temos nas nossas casas. Os homens também encontraram duas colmeias de abelhas selvagens e todos nós fomos contemplados com uma porção pequena, mas muito agradável de mel. O método de criação da prole dessas abelhas selvagens é muito diferente daquela das abelhas italianas, também a formação dos casulos para a ninhada e o mel é muito diferente. Em seguida, para completar as coisas boas que aconteceram neste dia, o Souza [um dos Camaradas] pescou duas enormes piranhas que proporcionaram uma boa porção para todos. Um dos homens procurando lenha descobriu uma enorme centopeia. Só consegui um novo pássaro, mas muito raro. Certamente começou a estação seca ([11]). Já faz quatro ou cinco dias que não chove, e o Rio está baixando.

Encontrei uma grande quantidade de minúsculos carrapatos no meu corpo, braços e pernas. Eles produzem feridas pequenas e terrivelmente irritantes. Estamos cercados por todos os lados, por cadeias de elevações muito acidentadas. (CHERRIE)

27.03.1914 

– Relata Rondon –  

27.03.1914 – Desse acampamento partimos na manhã de 27, descendo mais 5.425 metros, cercados ainda pelas montanhas que nos vinham acompanhando desde a cachoeira de quartzito. Por duas vezes nos vimos obrigados a descarregar as embarcações, para podermos atravessar as correntezas e numa delas quase perdemos as canoas de uma das balsas, que virou. (RONDON)

– Relata Roosevelt –  

27.03.1914 – De manhã, jornadeamos cerca de 03 km e chegamos a alguns morros íngremes ([12]), bonitos de serem vistos, vestidos da espessa mata tropical, porém tristes presságios de novas corredeiras. E, de fato, logo adiante tivemos de fazer alto e de nos preparar para uma grande baldeação. As canoas foram descidas sem cargas e mesmo assim arriscáramos, por um triz, a perder duas, as geminadas, nas quais eu, de ordinário, viajava. Num cotovelo agudo ([13]) das corredeiras, entre dois grandes remoinhos, elas foram arrastadas por entre as pedras, sob o emaranhado das galhadas que pendiam da margem. Ficaram inundadas e a correnteza veloz imobilizou-as, deixando uma quase trepada sobre a outra.

Todos nós tivemos que ajudar a desembaraçá-las. Suas ligações foram cortadas a machado e Kermit com seis homens, em pelo, se dirigiram a uma ilhota de pedras situada logo acima das canoas, e dali atiraram uma corda que nós amarramos à canoa mais próxima deles. Eu e o resto da turma, metidos n’água até as axilas, mal podendo equilibrar-nos, em meio da corrente forte, a escorregar e a cair sobre as pedras, erguíamos e empurrávamos a canoa, enquanto Kermit com seus homens puxavam a corda que iam firmando em uma árvore meio submersa. As canoas foram varadas na ilhota rochosa, onde lhes despejaram a água, seguindo depois Rio abaixo com dois remadores. Eram quase 16h00 quando ficamos prontos para seguir de novo, pois fôramos atrasados por uma pancada de chuva que não deixava enxergar a outra margem do Rio.

Dez minutos de viagem nos levaram ao começo de nova série de corredeiras, e os que seguiram adiante, em reconhecimento, regressaram avisando que tínhamos à nossa frente serviço para um dia inteiro; assim, acampamos sob a chuva, o que não tinha grande importância, pois já estávamos encharcados até os ossos. Era impossível, com a lenha molhada, conseguir uma fogueira boa para secar toda a roupa, pois a chuva continuava a cair. De nossa canoa, vimos uma anta mas, naquele momento, estávamos rodando em círculo num remoinho e eu, por mim, não a vira com tempo para atirar. (ROOSEVELT)

– Relata Cherrie – 

27.03.1914 – Nossa progressão, hoje, como de cos­tume, foi muito curta, cerca de 5,5 km. Nós mal aca­bávamos de sair de uma série de Rápidos e, imedia­tamente, entrávamos em outra. Por 2 vezes realiza­mos transportes curtos para as cargas, mas fomos capazes de conduzir as canoas vazias Rio abaixo.

No entanto, no primeiro transporte, escapamos, por pouco, de uma grande perda. Antônio Correia, Luiz Corrêa e Macário, ao descerem a balsa grande, cometeram um erro de julgamento na tentativa de tentar passá-la através de um Canal muito estreito em uma curva fechada e muito próxima da margem rochosa. Ao tentar fazer a curva, o barco de dentro da balsa chocou-se contra as pedras e também contra algumas galhadas e troncos. Num piscar de olhos, a correnteza soltou com seu ímpeto o barco de fora, lançando-o sob a proa do barco de dentro, que estava de lado, e ambos se encheram d’água e afundaram. Graças à força da corrente, eles foram mantidos firmemente presos contra as rochas e outros obstácu­los próximos à margem e não foram arrastados veloz­mente abaixo onde seriam esmagados pelas pedras. Ouvi os gritos dos homens e saí correndo de onde estava para descobrir o que estava acontecendo. Ao constatar o naufrágio, conclamei, imediatamente, a todos e, graças a um esforço combinado de todos os expedicionários, inclusive o do próprio Cel Roosevelt, trabalhando na água com água pelas axilas, fomos capazes de retirar as canoas, uma de cada vez, e esvaziá-las.

Estávamos muitos ansiosos, foram momentos muito intensos durante uma operação em que cada um estava dando tudo de si. Com as provisões acabando e a perda das duas canoas, teria sido uma grande catástrofe. Tivemos sorte esta noite de encontrar entre 20 ou 30 ouriços de Tocari sob uma castanheira próxima ao Acampamento. Elas reforçarão enorme­mente nossas provisões. Choveu fortemente das 15h00 às 17h00. Praticamente tudo o que tínhamos estava encharcado e o nosso Acampamento apresen­tava um cenário lúgubre. […] A quantidade de moscas pretas, piuns e borrachudos vêm diminuindo progres­sivamente, mas as abelhinhas de vários tipos que as substituíram são quase tão irritantes quanto eles. Ao descer por um dos Rápidos, os remadores de nosso barco avistou uma anta. Mas nem eu, nem o Coronel Roosevelt a vimos. […] (CHERRIE))

28.03.1914  

– Relata Rondon – 

28.03.1914 – Instalamos o nosso 20° acampamento debaixo de enorme aguaceiro, e daí seguimos na manhã seguinte (28), fazendo o insignificante percurso de 1.550 m. Dispensando-me de maior referência a 3 corredeiras, que nos deram os trabalhos de costume, direi que, pouco antes, havíamos encontrado pela margem esquerda, um Riacho a que dei o nome do naturalista americano Cherrie, e que o lugar da parada foi ao lado de uma grande cachoeira. Considerada em conjunto, ela sujeitava o leito do Rio a um desnivelamento total de 33 m; mas, em detalhe, reconhecia-se ser constituída por seis degraus sucessivos, cujas alturas iam rapidamente aumentando do quarto para o sexto, onde as águas acabam dando um salto de 10 m.

De ambos os lados dos 3 últimos degraus, erguiam-se grandes penhascos como testemunhas de ter sido ali o ponto em que a montanha se deixou romper pelo ímpeto da correnteza, quando esta ainda procurava passagem através da sua massa compacta e ininterrupta. Depois da última queda, o Rio continua em leito profundo e estreito, encaixado entre montanhas, correndo velozmente, e só no fim de dois estirões, retoma o seu aspecto habitual. Quanto à natureza da rocha predominante pareceu-me no momento que se tratava de uma formação calcária; por esse motivo, dei ao lugar a designação de “Cachoeira da Pedra de Cal”.

Mais tarde, porém, o geólogo Dr. Eusébio de Oliveira constatou, pelas amostras que lhe forneci, haver engano naquela classificação e que o mineral ali existente é o chamado Hornfels ([14]) no qual o cálcio só se manifesta por leves traços. Deixo consignada a retificação na esperança de que sirva para evitar possíveis equívocos, sugeridos por aquela designação. O embaraço criado por esta cachoeira ao prosseguimento de nossa marcha era muitíssimo sério; não o venceríamos senão ao cabo de enormes esforços, empregados durante alguns dias. Precisávamos abrir um caminho por cima do morro da margem esquerda, demandando o primeiro ponto navegável na parte inferior do Rio e por ele deveríamos fazer o transporte de todos os volumes e cargas da Expedição.

Quanto às canoas íamos tentar passá-las pelos canais menos perigosos, guiando-as e sustentando-as por meio de cabos; nos trechos em que essa manobra fosse absolutamente impraticável, nós as arrastaría­mos no seco, até podermos recolocá-las, adiante, em condições análogas às precedentes. Admitíamos a possibilidade das 5 embarcações menores não resisti­rem aos embates a que teriam de ser submetidas; e caso as perdêssemos, seria forçoso entregarmo-nos à construção das que as deveriam substituir. (RONDON)

– Relata Cherrie –  

28.03.1914 – Estamos a apenas cerca de 1,5 km do último Acampamento! Os Rápidos continuam e, agora, encontramo-nos acima de uma série de Rápidos e Cachoeiras [6 delas], formadas pelo Rio que corre através de um profundo desfiladeiro entre as montanhas!

É possível que tenhamos de abandonar as canoas. Somos obrigados a reduzir as bagagens a praticamente o que puder ser carregado nas mochilas. Não sabemos o que nos aguarda amanhã. A coleta de espécimes adicionais de aves será, de agora em diante, quase impossível, apesar de todos os meus esforços. Hoje consegui vários tangarás de bicos muito vermelhos. Estou desistindo de minhas coleções. […]

O Coronel Rondon deu o nome “Rio Cherrie” a um pequeno afluente da margem esquerda cuja Foz fica próxima ao início do desfiladeiro. As cargas foram transportadas sobre o Rio Cherrie, através de uma ponte improvisada com a derrubada de uma grande árvore próxima d’água, na margem direita. Tirei uma foto de Macário, que havia derrubado a árvore, no meio da ponte de circunstância. Avistei dois ou três urubus voando alto sobre floresta. Como eles não são aves de ambiente florestal, acho que podemos estar nos aproximando de uma região mais aberta, possivelmente um Chapadão. Atualmente estamos cortando nosso caminho através de uma Cadeia de montanhas. (CHERRIE)

Por Hiram Reis e Silva (*), Bagé, 30.09.2021 – um Canoeiro eternamente em busca da Terceira Margem.

Construção da Canoa
Inscrições Rupestres (CPRM)
Inscrições Rupestres – Diário de Cherrie

Bibliografia  

CHERRIE, George Kruck. Dark trails: Adventures of a Naturalist ‒ USA ‒ New York ‒ G. P. Putnam’s Sons, 1930.

RONDON, Cândido Mariano da Silva. Conferências Realizadas nos dias 5, 7 e 9 de Outubro de 1915 pelo Sr. Coronel Cândido Mariano da Silva Rondon no Teatro Phenix do Rio de Janeiro Sobre os Trabalhos da Expedição Roosevelt‒Rondon e da Comissão Telegráfica ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro, RJ – Tipografia do Jornal do Comércio, de Rodrigues & C., 1916.

ROOSEVELT, Theodore. Nas Selvas do Brasil ‒ Brasil ‒ São Paulo, SP ‒ Livraria Itatiaia Editora Ltda ‒ Editora da Universidade de São Paulo, 1976.

Filmete 

https://www.youtube.com/watch?v=tYkH5YO38IQ&list=UU49F5L3_hKG3sQKok5SYEeA&index=40    

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;  

  • Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)
  • Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) (2000 a 2012);
  • Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
  • Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
  • Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)
  • Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
  • Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
  • Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);
  • Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)
  • Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);
  • Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)
  • Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
  • Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).
  • E-mail: hiramrsilva@gmail.com.

[1]    Empeços: empecilhos, estorvos.

[2]    Latagão: homem alto e vigoroso.

[3]    Corredeiras: Quartzito – 11°19’25,79” S / 60°29’36,94” O.

[4]    100 pés: 30,48 m.

[5]    Corredeiras: Taunay – 11°18’55,70” S / 60°29’30,92” O a 11°18’42,47” S / 60°29’21,19” O.

[6]    Figuras: petróglifos.

[7]    Imperceptíveis: devido à ação das águas e sedimentos abrasivos.

[8]    Inscrições: ou gravações.

[9]    Tocari: “Castanha do Pará” ou melhor “castanha da Amazônia”.

[10]  Alqueire: antiga medida de capacidade, equivalente normalmente a 13,8 litros. Dependendo da região, pode variar de 10 a 15 litros.

[11]  Estação seca: verão amazônico.

[12]  Morros íngremes: 11°17’11,75” S /60°29’21,43” O.

[13]  Cotovelo agudo: 11°17’05,59” S / 60°29’29,48” O.

[14]  Hornfels, corneana ou cornubianito: rocha de metamorfismo de contato.

Um comentário em “A Terceira Margem – Parte CCCXIII”

  1. A ponte sobre o Rio Madeira, entre Humaitá (AM) e Porto Velho (RO), recebeu a denominação de Ponte Rondon-Roosevelt, conforme lei 14.207/21 publicada no DOU em 29 de setembro de 2021.

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