A Terceira Margem – Parte CCCI

Expedição Centenária Roosevelt-Rondon 3ª Parte – IX 

Salto Navaité

Relatos Pretéritos: Ponte da Comissão ‒ Navaité 

02.03.1914 

– Relata Roosevelt –  

02.03.1914 – O dia foi quase sem chuva. Era delicioso deslizar, com espaçadas remadas, descendo o belo Rio tropical. Até o meio da tarde a correnteza não era rápida em excesso, e o caudaloso, profundo e plácido curso d’água serpeava ([1]) para todas as direções, embora o rumo geral fosse para Noroeste.

A região era plana e na maior parte estava submersa. Continuamente nos víamos a deslizar entre trechos de mata alagadiça, onde a água estagnava ou corria entre as árvores. Uma vez passamos por um outeiro ([2]). Vimos periquitos e surucuás de colorido brilhante ([3]).

Afinal a correnteza aumentou, acelerando-se cada vez mais, até parecer calha de moinho, e ouvimos o estrondear das corredeiras à frente. Encostamos na margem direita e amarramos as canoas e, enquanto a maioria do pessoal preparava o acampamento, dois ou três nos acompanharam para observarmos as corre­deiras. Tínhamos percorrido 20 km. Logo verificamos que as corredeiras constituíam obstáculo sério.

Havia muitos encachoeirados e uma ou duas quedas a pique, aproximadamente de 02 m de altura. Seria impossível descer por elas, que se estendiam por espaço de 1,5 km. O transporte por terra das coisas, no entanto, através do mato e pedregal, quase em linha reta, seria num trajeto um pouco mais curto. Não era fácil naquele lugar transportarem-se cargas pesadas e arrastarem-se pesadas canoas. No ponto em que a descida era mais forte, existiam grandes lajedos de arenito e conglomerados friáveis. Sobre estes havia em alguns pontos areia fina coberta de tufos de capim áspero. Outras porções, corroídas pelas intempéries, apresentavam formas fantásticas – uma Saliência parecia um velho chapéu de castor virado para cima. Naquele lugar, onde as lajes nuas indicavam o nível da barreira rochosa através da qual o Rio abrira seu curso, a torrente se despenhava por um Canal fundo a prumo e muito estreito. Em certo ponto, tinha menos de 2 m de largura e, até certa distância, não excedia a 5 ou 6, ao passo que um quarto de légua, somente acima das corredeiras, o plácido lençol d’água tinha pelo menos 100 m de largura. Parecia extraordinário, quase impossível que um Rio tão largo pudesse, em tão pequeno trecho, contrair-se até às dimensões do estrangulado Canal pelo qual despejava agora seu volume inteiro. Ali tinha sido uma das paragens em que os Nambiquara, a espaços, construíram suas Aldeias efêmeras, plantando roças pelo sistema primitivo e destruidor dos silvícolas. Havia várias roças abandonadas, onde a vegetação densa de samambaia ocultava a coivara de paus caídos e carbonizados. Nem havia muito que os índios se tinham mudado, pois em uma trilha achamos o que os ciganos chamariam um “pateran”, isto é, dois galhos arrumados em cruz, com oito folhas em cada um; isto tinha alguma significação especial, pertencendo àquela classe de sinais, cada um com algum sentido peculiar, muitas vezes complicado, de uso comum entre muitos povos selvagens.

Os índios haviam lançado uma ponte simples, composta de quatro troncos compridos, sem guarda-mão, através de uma das gargantas de rocha mais estreitas, em que o Rio espumejava em sua descida. Aquela subtribo de índios era chamada de Navaité ([4]), e com este nome chamamos às corredeiras. As observações de Lyra localizaram-nas [com boa aproximação] em 11°44’ S e 66°18’ O de Greenwich ([5]). (ROOSEVELT)

– Relata Rondon – 

02.03.1914 – No dia imediato, 2 de março, pudemos navegar apenas das 08h00 até às 15h30, fazendo um percurso de 20.013 metros. Aí, foi forçoso suspender a marcha e acampar, porque na frente o Rio dava um salto, que impossibilitava a passagem das canoas. Pouco antes, já esse acidente se havia feito anunciar, porque as águas haviam entrado a correr impetuosamente, e quando nós nos achamos no meio delas, vimo-nos em sérias dificuldades para impedir que se alagassem as embarcações do levantamento; por esse motivo, designamos o lugar pelo nome de ‘‘Corredeira do Apuro”. Logo que pisamos em terra avançamos pela margem até o ponto de onde nos era possível examinar o acidente que nos fizera parar. Vimos o Rio, numa extensão de 200 m, correndo com espantosa velocidade, por entre pedras de arenito ferruginoso, que aparecem aqui, ali e por toda a parte, talhadas profundamente, despedaçadas e atiradas umas sobre as outras, pela força rompente das águas que se precipitam em cachões.

Depois surge uma ilhota último baluarte da resistência que aquele solo desbaratado e escalavrado opôs à pertinácia indomável da corrente. Mas as 2 colunas em que esta se vê por um instante dividida, unem-se de novo, penetram num corredor afunilado, por elas mesmas aberto na rocha, e atiram-se para o plano inferior do leito, continuando a correr em borbotões revoltos por um Canal cortado na massa do arenito. Desta forma, o trecho do Rio em que nos era vedada a navegação, prolongava-se por mais de mil metros para baixo do lugar em que havíamos acampado. Tínhamos, pois, de varar por terra as nossas canoas. Para isso, precisávamos abrir caminho através da mata, ligando o ponto em que nos achávamos ao mais próximo do lado de baixo, onde pudéssemos recome­çar a navegação. Depois, os homens da Expedição, com auxílio de cordas, arrastariam por esse caminho as embarcações, até recolocá-las no Rio, e trans­portariam, aos ombros, toda a carga, passando-a também do extremo superior da cachoeira para o inferior. Tal serviço evidentemente, muitíssimo peno­so, não só pelo esforço que exige no arrastamento das canoas e no transporte das cargas, como também, e principalmente, pela necessidade de se derrubarem numerosas árvores das matas marginais do Rio. Felizmente, o lugar em que nos encontrávamos era um dos constantemente frequentados pelos Nambiquara-Navaité. Isso nos era revelado por um trilho bastante batido que atravessava o local de nosso acampamento e ia, margeando o Rio, transpô-lo por uma pinguela, nas proximidades do ponto em que a sua largura se reduzia a um metro e sessenta centímetros. Mas, para a situação em que nos achávamos os melhores sinais dessa frequência, eram os campos abertos pelos índios e alguns até recentemente queimados: o nosso trabalho de varação ficava, pois, bastante simplificado, visto não ser preciso fazer grande derrubada de árvores.

O dia 3 foi todo empregado na preparação do novo acampamento, que era o 5° desta expedição, e no transporte das bagagens do precedente para ele. A varação das canoas iniciou-se com a manhã do dia seguinte e à tarde ficou quase terminada. Enquanto o Tenente Lyra dirigia esse trabalho, eu, fazendo-me acompanhar dos dois cães que vinham com a Expedição, passei da margem direita para a esquerda, utilizando-me da ponte dos Navaité, tomei por um trilho desses índios, entrei para o interior das terras e da floresta, com o objetivo de realizar um pequeno reconhecimento. Vi três cabeceiras de um Ribeirão e várias capoeiras de antigas roças; mas não encontrei vestígio de aldeamento. Regressei dessa pequena excursão, ainda com tempo de proceder ao levantamento do trecho encachoeirado, o qual mediu 1.310 metros. À queda aí existente dei o nome de “Salto Navaité”.

O afloramento da rocha que ocasionou este Salto corresponde inteiramente ao que determinou a cascata do Paraíso, salvo no ponto relativo à direção, porque aqui ele se dirige do Sudoeste para o Nordeste ao passo que lá corre para o Norte, indo terminar na estação Barão de Melgaço. A rocha é um grés ferruginoso, com incrustações duras, que resistiram em muitos lugares ao choque de enorme correnteza produzida pelo desnivelamento brusco do leito do Rio.

Toda a parte descoberta se está decompondo por erosão lenta, porém, ascendente. Em muitos pontos, nota-se certa quantidade de cascalho, seixos rolados de quartzito e quartzo puro, que indicam antigos leitos do Rio. O salto tem a forma de uma curva elíptica, o que faz as águas convergirem como se fossem entrar num funil. A queda a que nos estamos referindo, é a maior; existem, porém, mais duas, uma situada antes e a outra depois dela. (RONDON)

– Relata Cherrie – 

02.03.1914 – Nosso rumo geral de hoje foi Noroeste, mas o número de meias-voltas, reviravoltas e voltas completas eram quase inacreditáveis. Atravessamos uma região plana muito baixa que, em data não muito distante, deve ter sido um grande Lago interior ou pântano. Justamente, quando estávamos começando a procurar um local para acampar, as águas começaram a correr mais rapidamente.

Atravessávamos pequenos Rápidos, e o fluxo, ao invés de se aquietar, corria cada vez mais rapidamente. Logo ouvimos o rugido ameaçador dos Rápidos ou de uma Cachoeira. Navegamos Rio abaixo até que conseguimos avistar o início de uma série de Rápidos. Em seguida, aportamos, amarramos as canoas e, enquanto os Camaradas montavam o Acampamento, abrimos uma trilha na mata ao longo do Rio para investigar as Rápidos.

Descobrimos que os Rápidos prolongavam-se por uma milha ([6]) ou mais e que existiam duas pequenas quedas de 1,2 m a 1,8 m. O mais extraordinário, porém, é que, a jusante dos Rápidos, o curso d’água corre por uma garganta estreita com margens rochosas e abruptas, em um Canal de menos de 1,5 m de largura.

Parece incrível que um Rio que, a uma milha (46) a montante com 100 m de largura e uma profundidade razoável, possa ser comprimido a tão radicais proporções. Sua profundidade através do desfiladeiro só poderia ser estimada. O dia foi agradável – sem chuva. (CHERRIE)

03 a 04.03.1914 

– Relata Roosevelt –  

03 a 04.03.1914 – Passamos os dias 03 e 04 de março e a manhã de 05 na baldeação, contornando as corredeiras. Na primeira noite, acampamos no mato junto ao ponto em que paramos. Na manhã seguinte, transportamos a bagagem para a extremidade inferior das corredeiras, onde pretendíamos lançar as canoas à água e armamos as barracas sobre o lajeado escampo de arenito. Chovia a cântaros. As abelhinhas sem ferrão eram tão numerosas que aborreciam. Muitas das abelhas de ferrão se misturavam às sem ferrão e nos ferroavam de doer. Éramos também picados por grandes mutucas do porte de zangões. Mais sério inconveniente eram os piuns e borrachudos durante o dia e os mosquitos-pólvora à noite.

Havia alguns carapanãs, mas a pior peste eram os borrachudos: esses tiravam sangue imediatamente e deixavam marcas que duravam semanas. Eu escrevia de luvas e véu na cabeça. Por fortuna, tínhamos conosco alguns vidros de “Mata-Mosquito” ‒ como dizia o rótulo ‒ adicionados a nossos medicamentos pelo Dr. Alexandre Lambert, que o havia experimentado nas matas do Norte e o achara excelente. Eu nunca fora antes obrigado a usar a tal pomada, e relutara em levá-la comigo, mas agora folgava em possuí-la e todos nós a achamos muitíssimo útil. Nunca mais iria eu a terras de mosquitos e mutucas sem aquilo.

Seu efeito dura por meia hora; em muitos casos, como quando se transpira muito, o efeito é nulo; mas há ocasiões em que minúsculos pólvoras e outros entram pelo véu da cabeça e pelas malhas do mosquiteiro, e então a pomada, renovada a miúdo, permite o sono ou o descanso, que de outro modo seria impossível.

Os cupins entraram em nossa barraca armada no areal, abriram furos no poncho e no mosquiteiro de Cherrie e tinham começado a danificar nossos sacos de viagem quando os descobrimos. Fazer o carreto das cargas foi simples, mas, arrastar as pesadas canoas deu trabalho. A maior das remendadas era a mais pesada. Lyra e Kermit dirigiram o serviço com todo o pessoal trabalhando, menos o cozinheiro e um homem que caíra com febre. Foi aberto a machado um picadão pela mata e cerca de 200 roletes de dois metros, fortes e delgados, foram colocados à distância de quase dois metros um do outro. Com o cadernal ([7]), as sete canoas foram puxadas da água até em cima da íngreme barranca e dali, pelo solo inclinado, até o plano. Então os homens se colocaram dois a dois ao longo do cabo de tração e um deles, com alavanca, impelia por trás a canoa que, aos solavancos, ia escorregando e rolando através da mata. Sobre a pedreira, havia algumas rochas estorvadoras, mas no conjunto o caminho era em descida e relativamente fácil. Considerando o modo como foi realizado o trabalho, a boa vontade, a resistência e força de touros dos Camaradas, e a inteligência e esforço incansáveis de seus chefes ‒ só nos admirava a ignorância dos que não sabem o quanto de energia e eficiência possuem os homens dos trópicos, ou neles podem ser prontamente desenvolvidas. Outro assunto para cogitação é a atitude de certos homens que viajam em condições fáceis e menoscabam as façanhas dos verdadeiros exploradores, dos autênticos desbravadores do grande Sertão. Os impostores e fanfarrões, entre os exploradores ou pseudo-exploradores e vagabundos dos Sertões, têm sido muito abundantes no que se refere à América do Sul [embora os mais eminentes dessa classe não sejam sul-americanos] e fazem jus à repulsão e escárnio.

O fato é que a obra do verdadeiro explorador e desbravador do Sertão é cheia de provações, canseiras e perigos. Muita gente ignorante fala à ligeira sobre tais baldeações como se fossem coisas de nonada ([8]). Esse trabalho, em terreno desconhecido e ínvio ([9]) é sempre árduo e arriscado para as canoas; e, no Sertão deserto ou pouco frequentado, é coisa que poderia colocar as mesmas em risco. Aquela baldeação especial nas corredeiras de Navaité estava longe de oferecer dificuldade excepcional; mesmo assim, custou não só dois dias e meio de incessante e penoso labor, como importou em avarias nas canoas. Particularmente, aquela em que eu viajava ficou tão lascada que nos causou séria inquietação quanto ao tempo que ainda poderia durar, ainda depois de remendada. No ponto em que as canoas foram novamente lançadas à água, o barranco era íngreme e uma das canoas remendadas se encheu d’água e foi ao fundo; e mais trabalho tivemos para tirá-la dali. Não podíamos ainda absolutamente dizer para onde íamos nem o que nos aguardava adiante.

Sentados em torno do fogo, depois do jantar, discutimos sem cessar e formulamos todas as hipóteses imagináveis sobre ambos esses pontos. O Rio podia volver em ângulo forte para o Oeste e entrar no Ji-Paraná na parte alta deste ou mais abaixo; ou seguir para o norte rumo ao Madeira; ou fletir para Leste e cair no Tapajós; podia ainda desaguar no Canumã, e por uma das Bocas deste penetrar direta­mente no Amazonas. Lyra inclinava-se para a primeira hipótese, e o Coronel para a segunda. Não sabíamos se teríamos 100 km a percorrer ou 800; nem se a torrente seguiria contínua ou seria interrompida por cataratas ou corredeiras, ou mesmo se chegaríamos a algum grande pantanal ou a algum Lago.

Não sabíamos se encontraríamos índios hostis, embora ninguém se afastasse 10 m do acampamento sem levar a carabina. Não tínhamos ideia do tempo que nos tomaria a viagem, pois entráramos numa zona de possibilidades desconhecidas. (ROOSEVELT)

– Relata Cherrie –  

03.03.1914 ‒ Para nossa sorte, não choveu durante todo o dia. Passamos toda a jornada mudando o Acampamento e transportando as bagagens, de montante da Cachoeira para um ponto mais abaixo de onde poderíamos reembarcar. É difícil dizer quanto tempo demorará o transporte das canoas. Só consegui acrescentar um novo pássaro à coleção, mas esfolei ([10]) um grande falcão ontem, e três ou quatro pequenos pássaros. A andorinha-de-peito-branco Atticora ([11]) é abundante aqui. Os piuns de muitos tipos são igualmente numerosos, como também diversas espécies de abelhas. Sofremos com os insetos hoje, mais do que em qualquer outro dia. Era difícil de tolerar, especialmente, a coceira e a sensação de queimação nas mãos e orelhas. Nosso último Acampamento foi montado ao lado de uma trilha indígena, bem batida, que parecia margear o Rio. Num dos pontos mais estreitos do curso d’água, ao longo dos desfiladeiros, os índios construíram uma passarela, colocando três postes lado a lado na beira do abismo. (CHERRIE)

04.03.1914 ‒ Não tive tempo, esta manhã, de salvar a minha roupa do ataque dos cupins. O poncho que eu havia estendido sob minha rede estava, literalmente, vivo, infestado por uma colônia de cupins, como também a minha mochila etc.

Levei toda a manhã para retirá-los de minhas coisas e na vã tentativa de exterminá-los das cercanias do Acampamento. Fazem, hoje, cinco meses que saímos de Nova York. O transporte dos barcos estava praticamente concluído muito mais cedo do que eu esperava. Foi uma manhã chuvosa e consegui fazer apenas uma pequena coleta. (CHERRIE)

REPERTÓRIO FOTOGRÁFICO – SALTO NAVAITÉ 

Por Hiram Reis e Silva (*), Bagé, 14.09.2021 – um Canoeiro eternamente em busca da Terceira Margem.

Bibliografia  

CHERRIE, George Kruck. Dark trails: Adventures of a Naturalist ‒ USA ‒ New York ‒ G. P. Putnam’s Sons, 1930.

RONDON, Cândido Mariano da Silva. Conferências Realizadas nos dias 5, 7 e 9 de Outubro de 1915 pelo Sr. Coronel Cândido Mariano da Silva Rondon no Teatro Phenix do Rio de Janeiro Sobre os Trabalhos da Expedição Roosevelt‒Rondon e da Comissão Telegráfica ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro, RJ – Tipografia do Jornal do Comércio, de Rodrigues & C., 1916.

ROOSEVELT, Theodore. Nas Selvas do Brasil ‒ Brasil ‒ São Paulo, SP ‒ Livraria Itatiaia Editora Ltda ‒ Editora da Universidade de São Paulo, 1976.

Filmete  

https://www.youtube.com/watch?v=tYkH5YO38IQ&list=UU49F5L3_hKG3sQKok5SYEeA&index=40 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;  

  • Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)
  • Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) (2000 a 2012);
  • Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
  • Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
  • Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)
  • Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
  • Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
  • Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);
  • Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)
  • Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);
  • Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)
  • Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
  • Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).
  • E-mail: hiramrsilva@gmail.com.

[1]    Serpeava: ziguezagueava.

[2]    Outeiro: monte.

[3]    Surucuás de colorido brilhante: Surucuá-de-barriga-vermelha ‒ Trogon curucui.

[4]    Navaité: é um conjunto de cachoeiras e corredeiras no Rio Roosevelt, sobre arenitos pertencentes à Formação Fazenda Casa Branca. Fica a 40 km da mina de calcário da CMR. Suas cachoeiras têm até 10 m de altura, tornando impraticável a navegação. O acesso é feito por vicinais na seca. São trafegáveis apenas nesse período. (Montezuma Cruz)

[5]    11°44’ S e 66°18’ O: 11°47’ S / 60°27’ O.

[6]    Milha:1,6 km.

[7]    Cadernal: peça que contém duas ou mais roldanas.

[8]    Nonada: sem importância.

[9]    Ínvio: fechado.

[10]  Esfolei: retirei o couro e eviscerei.

[11]  Atticora: Atticora tibialis.

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