Estudo aponta alta degradação da bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia

Agricultura com agrotóxicos e pecuária são as principais responsáveis

José Medeiros / SUDECO – Postada por: Radioagência Nacional

A bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia, uma das maiores do Brasil, vem sofrendo, nas últimas décadas uma degradação ambiental em grande escala, que coloca em risco a biodiversidade da região. A descoberta foi feita por um grupo de 58 pesquisadores de diferentes áreas.

O estudo, publicado em uma revista científica francesa, chama a atenção do mundo para a situação ambiental da bacia.

O corpo d’água está passando por um momento difícil por conta da ação de grandes áreas para a pecuária, e agricultura, que além de retirar água dos rios para os pivôs de irrigação, ainda faz uso de agrotóxicos.

Os pesquisadores relatam também que está acontecendo uma mudança grande na biodiversidade da área, pela degradação das cabeceiras dos rios e matas ciliares.

Outra atividade comercial que está preocupando os cientistas é a criação de peixes exóticos nos rios da bacia Tocantins-Araguaia, que não fazem parte do ecossistema da região. Ao fugir desses tanques, esses animais causam um desequilíbrio na natureza.

O professor da Universidade de Brasília e participante do grupo, Ludgero Vieira elencou os quatro principais impactos da região. São eles: O desmatamento; A retirada de água do rio: Uso excessivo de defensivos agrícolas e a ocupação humana de forma desordenada.

O professor ainda fez um alerta sobre a importância do diálogo do governo com cientistas e o reflorestamento da área, que segundo ele ajudaria a bacia em diversos pontos.

A bacia ocupa dois dos principais biomas brasileiros: o amazônico e o cerrado. Os dois já enfrentam um período de grandes incêndios e desmatamentos. O cerrado já perdeu 50% da sua área nativa.

A existência do Tocantins-Araguaia ajudaria muito no desenvolvimento da região.

Publicado em 10/09/2021 – 17:11 Por *Igor Cardim – estagiário da Rádio Nacional – Brasília *Com supervisão de Raquel Mariano – Edição: Raquel Mariano / Beatriz Arcoverde – RADIOAGÊNCIA NACIONAL 

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