Indígenas defendem liberdade para produzir durante manifestação em Brasília

Um grupo de cerca de 300 indígenas de diferentes etnias realizou nesta quinta-feira (12) uma manifestação pacífica na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Foto: Isac Nóbrega/PR

Durante o ato, eles defenderam a liberdade para desenvolver atividades produtivas nas aldeias e solicitaram apoio a projetos sustentáveis que resultem em geração de renda. Confira as fotos aqui.

Foto: Isac Nóbrega/PR

Paresi, Kayapó, Xavante, Manoki, Nambikwara, Umutina, Terena, Pankararu, Enawenê Nawê e Fulni-ô foram algumas das etnias presentes. O grupo foi recebido em frente ao do Palácio do Planalto pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, acompanhado do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, da liderança indígena Arnaldo Paresi e de autoridades do governo federal. Na ocasião, os indígenas realizaram ainda uma apresentação de dança típica.

Foto: Mário Vilela/Funai

“A Nova Funai entende que, por meio do etnodesenvolvimento, é possível levar dignidade às populações indígenas, permitindo que as comunidades sejam protagonistas de sua própria história. Hoje, eles vieram solicitar apoio para suas atividades produtivas, sobretudo nas questões relacionadas a linhas de crédito, financiamento e licenciamento”, destacou o presidente da Funai.

Indígenas vem em apoio a Funai – Encontro com Bolsonaro – Foto: Mário Vilela/Funai

Para Arnaldo Paresi, as atividades produtivas trazem autonomia e dignidade aos indígenas, além incentivar sua permanência nas aldeias. “Na nossa comunidade, a agricultura fixou os indígenas na terra e reduziu a mortalidade que tínhamos devido à desnutrição por falta de alimento. Além disso, a geração de renda permitiu melhorar nossa qualidade de vida em diversos aspectos, como saúde, educação e moradia”, comentou.

Indígenas vem em apoio a Funai – Encontro com Bolsonaro – Foto: Mário Vilela/Funai

“Nós utilizamos apenas uma pequena parte do território para desenvolver nossa agricultura de forma organizada e sustentável. A atividade nos permite produzir alimento para consumo e também para comercialização, o que movimenta nossa economia e fortalece ainda mais nossa cultura”, ressaltou Arnaldo. O cultivo de grãos pelos Paresi, no Mato Grosso, ocupa apenas 1,8% da Terra Indígena e gera um faturamento de cerca R$ 20 milhões ao ano.

Nos últimos dois anos, a Funai já investiu aproximadamente R$ 30 milhões em projetos voltados à geração de renda nas aldeias, de forma responsável, visando à autossuficiência e à independência econômica das etnias. Os recursos foram destinados a diversas ações, como a aquisição de materiais de pesca, sementes, mudas, insumos, ferramentas, maquinário agrícola, apoio para o escoamento da produção e realização de cursos de capacitação para os indígenas.

Entre os projetos de sucesso que contam com o apoio da Funai estão a produção de café especial pela etnia Suruí-Paiter (RO), a pesca esportiva no Parque do Xingu (MT), a produção de castanha pela etnia Cinta Larga (RO), o manejo do pirarucu por indígenas Paumari (AM), a produção de camarão pelos Potiguara (PB), o cultivo de erva-mate por comunidade Guarani e Kaingang (PR) e de arroz pelas etnias Xavante e Bakairi (MT).

Assessoria de Comunicação / Funai

PUBLICADO POR:     FUNAI 

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