Cheia histórica: Rio Negro mantém estabilidade aos 30 metros em Manaus

Desde o mês de abril, os rios registram cota de inundação severa ao longo de toda a bacia amazônica. Com a estabilização dos rios, a previsão de cota máxima de 30 metros do Serviço Geológico do Brasil para a cheia de 2021 em Manaus deve ser confirmada.

Foto aérea com drone de áreas inundadas no centro de Manaus. O levantamento foi realizado pelo SGB-CPRM em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente – Postada em: CPRM

Desde sábado (05/06), o rio Negro está estabilizado na cota de 30 metros no Porto de Manaus (AM), na maior cheia em 119 anos. A tendência de estabilização nesta semana já havia sido antecipada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). Para os próximos dias, a previsão é que se inicie o processo de vazante, sem indicação de repiquete, que é quando o rio volta a subir depois de estar estabilizado.

O rio Solimões, em Manacapuru (AM), está em processo de estabilização e registra nesta sexta-feira, dia 11/06, 20,83m.

Em Itacoatiara (AM), o rio Amazonas atingiu o pico da cheia 2021 aos 15,20m no dia 1º de junho, e iniciou o processo de regressão de níveis. Hoje, o rio registra a cota de 15,13m. O ritmo da vazante é de cerca de 1 cm por dia.

Segundo dados da Defesa Civil do Estado do Amazonas, dos 62 municípios do Amazonas, 58 estão alagados, e 414.371 pessoas estão afetadas.

Cheia na maior Bacia Hidrográfica do Mundo- O que determina a magnitude das cheias na Bacia Amazônica é a chuva que ocorre em todas as bacias que drenam pra essa região, como a bacia do Negro, do Solimões e todos os seus afluentes (Purus, Juruá, Japurá, Jutaí e etc), incluindo suas áreas externas ao Brasil, na Colômbia, Peru e Equador. A Bacia Hidrográfica do Amazonas é a maior bacia hidrográfica do mundo.

Rede Hidrometeorológica Nacional – Os Sistemas de Alerta Hidrológico implantados e operados pela CPRM tem o apoio da Agência Nacional de Água (ANA), por meio de aporte de recurso para operação das estações que compõem os Sistemas, as quais fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional. Das estações da RHN, mais de 200 estações de monitoramento são operadas pela unidade de Manaus em rios amazônicos.

Janis Morais
Betina Gehm
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Ministério de Minas e Energia
imprensa@cprm.gov.br

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