Descendo o Amazonas

Apresentamos as quatro partes da obra “Descendo o Amazonas” de autoria  de  Hiram Reis e Silva (*), Bagé, RS, – um Canoeiro eternamente em busca da Terceira Margem.

Trechos da Apresentação do Tomo I

É uma grata satisfação voltar à calha principal do Rio Máximo depois de percorrer o tumultuário Solimões e um dos mais belos e misteriosos afluentes do Amazonas ‒ o Rio Negro. O volume d’água do Negro empresta ao Mar Dulce uma potência adicional e a correnteza ganha um considerável acréscimo de energia. Novas águas, novas gentes, antigas histórias, antigas lendas e velhas e recorrentes questões nos encantaram, emocionaram e afligiram neste deslocamento de Manaus a Santarém.

A pujança da Foz do Madeira, relatos da ignota Batalha Naval de Itacoatiara, o encanto da Ilha da Fantasia (Parintins) e de seus folguedos populares, o Nhamundá e o Trombetas, mananciais em cujas mar- 3 gens os espanhóis liderados por Orellana teriam encontrado as lendárias Icamiabas (Amazonas), as riquezas minerais de Juruti e Porto Trombetas, o Rio Cuminá palco de três jornadas épicas praticamente desconhecidas pela maioria dos brasileiros (que reportaremos no livro Amazonas II), a angustura de Óbidos, os belos petróglifos da Serra da Escama e das pinturas rupestres da Morada dos Deuses, a fantástica cerâmica santarena ‒ cuja riqueza de detalhes procuramos interpretar à luz de fundamentos antropológicos (no livro “Navegando o Tapajós”), o majestoso e lendário Tapajós de Fordlândia, Belterra, o Rio Cupari e o seu “Berço da Humanidade” nos encantaram, surpreenderam, impregnaram de belas imagens nossas retinas e moldaram perenes lembranças em nossos Corações e Mentes.

No murmúrio das ondas, ressoam os sons de inúmeras vozes do Rio e, no seu reflexo, surgem imagens pretéritas e presentes que se mesclam num jorro resplandecente de luz. Algumas ondas escuras, tristes e carregadas de sofrimento volvem-se sobre si mesmas em espumante e fulgente júbilo e a repentina metamorfose exibe uma contagiante alegria de outros tantos clamores. No seu vai e vem contínuo, as águas abrem, aos iniciados, o registro ancestral. O navegador mergulha seu remo, então, no “Inconsciente Coletivo”, colhendo preciosos ensinamentos trazidos pelas infindas vozes do Rio. Imerso na memória pretérita da humanidade, o navegante se transforma no verdadeiro “Argonauta”, ousando, vencendo temores e ultrapassando os limites terrenos.

05 – Descendo o Amazonas – Tomo I – 506 pg    

06 – Descendo o Amazonas – Tomo II – 490 pg    

07 – Descendo o Amazonas – Tomo III – 512 pg 

 

08 – Descendo o Amazonas – Tomo IV – 436 pg  

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

  • Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)
  • Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);
  • Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
  • Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
  • Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)
  • Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
  • Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
  • Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);
  • Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)
  • Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);
  • Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)
  • Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
  • Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).
  • E-mail: hiramrsilva@gmail.com.   

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