UFRR assina protocolo de intenção para reconstrução do Forte São Joaquim

O reitor Jefferson Fernandes do Nascimento, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), assinou no domingo (2/9) um documento de intenção para reconstrução de possível maquete do Forte São Joaquim, nas proximidades das ruínas do forte, localizado na confluência dos rios Tacutu e Uraricoera.

A iniciativa partiu da Comunidade Portuguesa em Roraima, e contou com a participação do Exército Brasileiro (1ª Brigada de Infantaria e Selva) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Roraima (Iphan/RR). Em frente as ruínas, foi realizada uma solenidade oficial, que além do reitor, esteve presente o vice-cônsul de Portugal (sediado em Belém, Pará), Francisco Brandão, representando o embaixador de Portugal no Brasil, Jorge Cabral; o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (Brigada Lobo D’Almada), general-de-brigada, Gustavo Henrique Dutra de Menezes; o reitor da UFRR, a superintendente do IPHAN/Roraima, Katianne Bermeo Mutran; e o presidente da Associação Portuguesa “Forte São Joaquim”, Paulo Inácio e demais autoridades.


O Reitor da UFRR, professor Jefferson, disse de sua satisfação, enquanto educador, em ver que a história de Roraima continuará a ser registrada por meio de suas edificações e, por ele mesmo ser roraimense, é mais um motivo de satisfação em ver a reconstrução do Forte São Joaquim.

O vice-cônsul de Portugal, Francisco Brandão, relatou o trabalho que vem sendo realizado pela comunidade portuguesa em Roraima, a importância da reconstrução do Forte, o empenho das autoridades parceiras neste empreendimento e, no final, pediu um minuto de silêncio em reconhecimento à bravura dos militares portugueses que morreram em combate, naquele Forte, quando da expulsão dos invasores estrangeiros no Vale do Rio Branco.

FORTE SÃO JOAQUIM – O Forte tem sua origem na Resolução de 23/10/1752 do Conselho Ultramarino, após consulta à D. José I (1714-1777), soberano português, o qual, por meio de Provisão Régia, datada de 14/11/1752, determinou ao governador do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado (1751 – 1759) que construísse uma Fortaleza às margens do Rio Branco. E, “que esteja sempre guarnecida com uma Companhia do Regimento de Macapá, a qual se mude anualmente”.

O Forte começou a ser construído em 1775 e finalizado em 1778, tendo como primeiro comandante o próprio engenheiro construtor, o alemão a serviço de Portugal, capitão Felippe Sturm, que escolheu o local da instalação do Forte, às margens do Rio Tacutu, próximo à sua confluência com o Rio Uraricoera, formadores do Rio Branco.

O terceiro comandante do Forte foi o capitão cearense Inácio Lopes de Magalhães – fundador da Fazenda Boa Vista, que deu origem ao município. E, o último administrador do Forte foi o senhor Pedro Rodrigues (1889-1891).

FONTE: UFRR – http://ufrr.br/component/content/article?id=4732

Foto: CoordCom/UFRR

Texto editado com informações do site Folha de Boa Vista

(https://folhabv.com.br/…/Comunidade-portuguesa-propoe…/43476)

 

 

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