A Terceira Margem – Parte CCCLX

Epopeia Acreana  1ª Parte – XII

Nascente do Rio Acre

Rio Acre  

O Rio Acre nasce na fronteira entre o Brasil e o Peru, nas coordenadas 10°56’05,44” S / 70°31’46,89” O, a uma altitude de 356,5 m, segundo a 1ª Comissão Brasileira Demarcadora de Limites.

XI ‒ Ata de inauguração de três marcos, sendo um na nascente do Rio Acre e os outros dois no Meridiano da nascente do Rio Chambuyaco, em 24.11.1922 […]

O terceiro Termo contém o seguinte: que o marco [Marco N° 3] é de referência à nascente principal do Rio Acre e foi inaugurado no ponto cujas coordenadas são – 10°56’05,33” S e 70°31’48,28” O de Greenwich, em terreno alto e firme ([1]), em substituição ao que deveria ser levantado na própria nascente, no ponto de Latitude 10°56’05,44” S e Longitude 70°31’46,89” O de Greenwich, visto ser este último ponto sujeito a inundações. A referida nascente fica à distância de 42,2 m e ao rumo verdadeiro de 85°27’18” Sueste do marco. Os três marcos acima citados são todos iguais, formados de peças de ferro galvanizado ligados por parafusos e porcas, apresentando a forma de um tronco de pirâmide que tem 2,6 m de altura e como base um triângulo equilátero de 0,9 m de lado. […]

O 3° marco suporta semelhantemente uma placa igual, tendo a inscrição “Brasil” voltada para o território brasileiro, e a inscrição “Peru”, para o território peruano […].

A base do marco está fixada por seus vértices em 3 estacas de madeira de lei, que tem 1,00 m de altura, com 0,10 m acima e 0.90 m abaixo do solo. Essas estacas estão contidas em um pilar de concreto, de secção triangular, com a altura total de 0,20 m, sendo 0,10 m acima do solo, no qual se acha engastada a referida face. […] (MRE, n° 99)

Nascente do Rio Acre na Web 

Embora a nascente do Rio Acre fique exatamente no Marco 3, fronteira entre o Brasil e o Peru as informações colhidas na Web afirmam erroneamente que a mesma está localizada no Peru.

biblioteca.ibge.gov.br 
O Rio Acre tem sua nascente no Peru. […]

portaldopurus.com.br
O Rio Acre é um Rio que tem sua nascente no Peru […]

pt.wikipedia.org
O Rio Acre é um curso de água que tem sua nascente no Peru […].

Bacia Trinacional do Rio Acre  

Desde a nascente corre na direção Oeste-Leste, balizando a fronteira brasileiro-peruana até a Boca do Rio Yaverija, tríplice fronteira formada pelos municípios de “Assis Brasil”, no Brasil, e “lñapari”, no Peru, depois de percorrer 172 km.

O Tratado de Limites, Comércio e Navegação na Bacia do Amazonas [brasileiro-peruano], acordado em 08.09.1909, afirma: “Por el Río Acre, aguas abajo, hasta la Boca del Riachuelo Yaverija ([2]), donde empieza la frontera con Bolivia, cerca al poblado de Iñapari”.

O Rio Acre, a partir da Boca do Rio Yaverija passa a demarcar a fronteira brasileiro-boliviana até os municípios de “Brasileia”, no Brasil, e “Cobija”, na Bolívia, onde penetra definitivamente em território brasileiro, depois de percorrer 180 km. O Acre é, portanto, um Rio fronteiriço, por 352 km, desde a sua nascente até “Brasileia”. O Rio Acre brasileiro tem uma extensão de 634 km desde a cidade de “Brasileia”, AC, fronteira boliviana, até sua Foz na margem direita do Rio Purus, na “Boca do Acre”, AM.

Os 342 km entre “Brasileia”, AC, e “Rio Branco”, AC, só são navegáveis, para embarcações maiores, no período das chuvas. A profundidade nos 292 km que separam a cidade de “Rio Branco”, AC, e “Boca do Acre”, AM, varia de 2,10 m, nas cheias, a 0,80 m, na vazante. O Acre totalmente brasileiro tem um comprimento de 634 km.

O período das cheias vai, normalmente, de janeiro a maio, e o mais crítico das vazantes é o mês de dezembro. Em “Rio Branco” as pontes que dificultam ou mesmo impedem a passagem de embarcações maiores. A montante de “Rio Branco” é atravessado por duas pontes internacionais; a primeira ligando “Assis Brasil” (Brasil), a “Iñapari” (Peru), e a outra unindo “Brasileia” (Brasil), a “Cobija” (Bolívia).

A extensão total do Rio Acre é de cerca de 986 km de extensão desde sua nascente até a Foz no Purus. É o mais importante afluente do Purus e famoso por ter sido o palco capital da Revolução Acreana. A Bacia do Acre é razoavelmente povoada e às suas margens encontramos as cidades de “lñapari”, peruana, “Cobija”, boliviana, e as brasileiras “Assis Brasil”, “Brasileia”, “Epitaciolândia”, “Xapuri”, “Rio Branco”, “Porto Acre” e “Boca do Acre”.

A navegação em “gaiolas” ([3]) é feita até a cidade de “Cobija” durante a cheia (dezembro a maio) e até “Rio Branco” na vazante. A Bacia do Acre é também unilateral pois seus afluentes importantes são todos da margem esquerda, o Xapuri, o Riozinho e o Antimarí.

Relatos Pretéritos 

Antônio Rodrigues Pereira Labre (1872)
IV

É provável que haja minas de prata e ouro, porém em território boliviano para as serras e montes, em que tem origem as cabeceiras do Purus, e seus afluentes da direita a contar das do Acre inclusive para cima, segundo algumas informações pouco claras, colhidas dos índios pelos mais antigos do lugar. O país não é pedregoso, sendo muito escasso de pedras em suas margens e adjacências, exceto para o interior das terras altas, e Rios afluentes da direita, onde existe infinidade de pedras diferentes inclusive as de amolar, e as de fogo.

Nas margens do Rio Acre, no tempo da vazante, mostra-se nas ribanceiras grande quantidade de salitre. Há larga extensão de terra vegetal nas terras baixas do Purus, criadas pelas inundações periódicas. Encontra-se em toda parte barros ou argilas diferentes, com propriedades para o fabrico de tijolo de alvenaria, telhas, e toda sorte de louça grossa. (LABRE)

Antonio Pedro de Carvalho Borges (1876) 

As explorações feitas, nos últimos anos anteriores a 1867, foram as seguintes: […] Pelo engenheiro M. Chandless a do Rio Aquiri, afluente do Purus. (BORGES)

João Craveiro Costa (1940) 

Ao enfrentar o problema da cultura coletiva do Território e dos seus movimentos em adaptar-se às suas recíprocas necessidades, impõe-se a primeira pergunta: Que espécie de civilização contribuiu para colonizar o Acre? Não resta mais a menor dúvida que a grande massa povoadora do Acre foi a do nordestino brasileiro. Em 1877, chegava à foz do Rio Acre uma lancha: a “Anajás”. Nela vinha o primeiro e maior explorador do Acre: Manuel Urbano da Encarnação. Entre outros acompanhavam-no seu filho Braz Urbano, João Gabriel de Carvalho, Chagas Souza, Damasceno Girão, Antonio do Sacramento, José de Matos. No rastro de Urbano seguiram-se outros exploradores e na trilha destes, vários anos depois, todo o exército do nordeste. Então vamos procurar saber quais as condições de vida do sertanejo na época da emigração. Ele era nada mais nada menos que um denodado animal da era patriarcal de plantação.

Remanescente da economia agrícola da cana de açúcar. Boiadeiro e vaqueiro pelo regime paralelo da criação. Entre a boiada e a bagaceira o ser escanifrado ([4]) das lonjuras nordestinas passeava. Era ainda um produto cósmico; dependia do Sol e da chuva; vivia com o termômetro da sua angústia preso à tensão atmosférica e dependia sempre daquela espantosa febre celestial que estorricava caminhos, plantas, bichos e homens. […] A Bolívia agora pleiteava o estabelecimento de repartições fiscais no Acre, para não abandonar por mais tempo regiões sobre as quais estavam definidos os seus direitos, apesar da suspensão dos trabalhos de demarcação.

E o Sr. Dionísio de Cerqueira que tanto complicou a questão, fosse embora opinião sua que o “protocolo de 1895 fora assinado na hipótese de ser exata a posição daquela nascente” [a do Javari]; que suspendera a demarcação para se entender diretamente com o governo boliviano; que sustentava que “os trabalhos de uma demarcação não produzem os seus efeitos enquanto não são aprovados pelos governos interessados”; que afirmava que a linha geodésica Madeira-Javari não tinha aquela condição essencial; o Sr. Dionísio de Cerqueira, a 23.10.1898, consentia que a Bolívia estabelecesse no Rio Acre uma alfândega. E nestes termos se dirigia ao governador do Amazonas:

Podeis concordar no estabelecimento do posto aduaneiro do Acre ou Aquiri, em território incontestavelmente boliviano, isto é, acima da linha tirada do Madeira ao Javari, na verdadeira Latitude determinada pelo Capitão-Tenente Cunha Gomes.

E a nota terminava com este remate de excessiva confiança:

O Ministro do Exterior assim procede confiado na de­claração feita pelo Dr. Paravicini, no seu “memoran­dum”, segundo a qual dito posto aduaneiro será instalado em território incontestavelmente boliviano.

Era um absurdo. A nota de 25.04.1898 declarava suspensa a demarcação pela necessidade de uma retificação nos trabalhos feitos. A linha Cunha Gomes, por não ter sido aprovada, não criava nem dirimia direitos. Não existia. (COSTA)

Charles Frederick Hartt (1941)  

É muito provável que camadas cretáceas marinhas se sotoponham aos ([5]) depósitos terciários por todo o vale do Amazonas, mas o único lugar onde elas se mostram, tanto quanto posso assegurar, é no Aquiri, afluente do Rio Purus, onde foram examinadas por Chandler, como foi referido pelo Prof. Agassiz. Não me consta que estejam expostas em outro qualquer lugar para Leste ou qualquer dos lados do vale. (HARTT)

Goycochéa Luís Felipe de Castilhos (1943)  

A descoberta dessas terras, aliás, tivera lugar em 1852, por um brasileiro – Manoel Urbano da Encarnação – cuja viagem foi seguida, em 1857, por João Rodrigues Cametá, e em 1861 por João da Cunha Corrêa. Guiados somente pelo instinto de aventura ou pela necessidade imediata de ganho, não cogitaram os pioneiros sobre a soberania da região, se brasileira, se boliviana ou peruana. Os bandeirantes e os “adelantados” ([6]) também nunca tiveram em conta a letra dos ajustes políticos referentes às terras que perlongavam e se apossavam.

O fato é que com rapidez incrível, mercê da riqueza da região em florestas de seringueiras, foi povoada uma área que não será demais calcular em 200 mil km2, porque se estendendo do Rio Madeira à serra de Contamana, da foz do Pauini, no Purus, às nascentes do Tahuamanu, afluente do Orthon. O governo Brasileiro, oficialmente, não conhecia até onde tinham chegado suas avançadas rumo Sudoeste.

O governo boliviano nem oficialmente nem oficiosamente tivera conhecimento da penetração brasileira na região que em suas cartas é assinalada como Departamento de “Madre de Dios”. A melhor prova disso reside na declaração feita pelo ministro boliviano, D. Francisco Vellarde, em 28.07.1886, por ocasião de conferência que pronunciou na Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, em presença de Pedro II, de que o Rio Aquiri ou Acre ainda não havia sido descoberto, mas que o seria em breve…

Quanto ao Brasil basta consultar a carta do Amazonas contida no Atlas do Império do Brasil, de Cândido Mendes de Almeida ([7]), impresso em 1868, na qual carta não figuram o Rio Acre e os mais do sistema. Tem-se nessas condições, que a região começada a povoar pelos nordestinos brasileiros em 1877 estivera até então total e absolutamente desconhecida e só seria habitada por silvícolas. (GOYCOCHÉA)

Paul Le Cointe (1945)  
Enchentes Anuais

[…] Proveniente principalmente da fusão estival das neves acumuladas durante o inverno nas altas cimas da Cordilheira dos Andes e também das chuvas torrenciais que, durante mais da metade do ano, caem sobre a imensa área da Bacia Amazônica, desce uma massa d’água enorme que se derrama periodicamente nos afluentes do grande Rio, e, não achando no leito deste coletor, quase sem declive, um escoamento bastante rápido, as ondas que sem cessar avançam, empurrando-se, crescem, intumescem e transbor­dam, antes de chegar ao oceano, ameaçando cobrir todas as terras marginais.

É quando, aproveitando os numerosos canais permanentes, e mesmo abrindo caminho através de todas as depressões das ribas, o Rio invade os lagos marginais cujas águas, menos rapidamente engrossadas pelas chuvas locais, ainda têm um nível inferior ao seu, e aí, podendo estender-se numa ampla superfície, elas se acham consideravelmente retardadas no seu movimento ascensional. Devido a este fenômeno, a inundação não tem nada de brutal, progride lentamente, e, salvo raras exceções, torna-se benéfica em razão dos depósitos fertilizantes que deixa sobre o solo.

Começando o nível das águas a subir desde outubro no curso superior dos grandes afluentes da margem direita, que descem da Cordilheira, como o Rio Beni [Alto Rio Madeira], e também no Rio Acre [Alto Rio Purus] e no Alto Rio Juruá, é somente em fins de dezembro que, em frente de Óbidos, se notam os primeiros sinais da enchente. Atingido o “maximum” no princípio de junho, poucos dias depois as águas começam a baixar, mais ou menos rapidamente, até meado de novembro. Nesta época manifesta-se uma pequena maré, chamada “repiquete”, logo seguida de nova vazante, inferior à primeira, até fins de dezembro quando principia a nova enchente. (COINTE)

Cláudio de Araújo Lima (1952) 

XX – UMA PARADA NA SELVA 

Nos últimos dias de 1902, um sopro de esperança correu pelo acampamento boliviano. As escassas águas do Riacho a que estava reduzido o Rio Acre começaram a turvar-se. Abençoado prenúncio da cheia. É a corrente que principia a agitar o leito argiloso e cheio de pedregulhos, prometendo engrossar nos dias que se vão seguir. Com ela, também será a esperança de ver daí a pouco apontar alguma embarcação, que anuncie novos socorros, além dos que já trouxer a seu bordo. A vida em “Puerto-Acre” ressurgirá, restituindo o ânimo para enfrentar toda a adversidade que o destino lhe haja traçado. […].

À medida que se avoluma lá em baixo o caudal de águas barrentas, os trabalhos de fortificação ganham uma nova intensidade. Cavam-se trincheiras. Derrubam-se árvores. Distendem-se cercas de arame farpado. Assentam-se medidas estratégicas. Sobretudo, acompanha-se, sob a maior ansiedade, o ardor com que o maquinista da lancha da Delegação procura restabelecer o funcionamento do canhão tomado aos “Poetas”, dois anos atrás. Várias tentativas já se levaram a cabo, para fundir à custa de metais imprestáveis a peça que exige substituição. Em vão. Desta vez, porém, com a decisão de aproveitar uma âncora que a lancha possui a mais, tudo indica que o êxito será infalível. […] E de fé, que, aliás, recrudesceu na alma daqueles defensores do território que tem de ser entregue aos rubicundos ([8]) senhores do “Syndicate”, a essas horas em viagem para “Puerto-Acre”. (LIMA)

Aroldo de Azevedo (1964)  

Restos de vértebras coletados por Chandless na Bacia do Rio Aquiri, afluente ao Alto Purus, tidos por Agassiz como pertencentes aos mosassauros, répteis marinhos cretáceos, e a existência de pedaço de dente desses répteis numa coleção que pertenceu a Agassiz, etiquetado como procedente do Rio Tapajós, são elementos que parece indicarem terem as transgressões marinhas cretáceas da Amazônia se estendido para Leste. (AZEVEDO)

Rogério Cavalcante (2014)  

[…] William Chandless não foi o primeiro explorador do Acre! Não foi o primeiro a navegar pelo Rio Purus, pelo Rio Chandles, pelo Rio Acre, nem pelo Rio Juruá! Ele não fundou nenhum povoado, não instalou nenhum Seringal e ele não colonizou nenhuma região do Acre. Antes dele, o amazonense Manuel Urbano da Encarnação já havia percorrido o Rio Purus e o Rio Acre, já havia descoberto o atual Rio Chandless. Além disso, Manuel Urbano descobriu a primeira seringueira da região do Purus e fundou a cidade de Canutama, no Amazonas. Inclusive foi Manuel Urbano da Encarnação que designou o seu próprio filho Braz para acompanhar William Chandless e lhe mostrar onde fica o atual Rio Chandless. Também antes de William Chandless navegar pela Amazônia, o diretor de índios João da Cunha Correia já havia desbravado a região do Juruá. Também antes dele, o pernambucano Serafim da Silva Salgado já havia revelado o Rio Acre e explorado o Rio Iaco. E, finalmente, também antes de William Chandless navegar pela Amazônia, o sertanejo cearense João Gabriel de Carvalho e Mello, o Fundador do Acre, já havia colonizado a região do Baixo Purus, sendo considerado o primeiro colonizador do Purus e do Acre.

Além disso, João Gabriel foi o responsável pela fundação de cidades como Beruri, Lábrea e Boca do Acre, onde fundou vários seringais, inclusive o primeiro Seringal do Purus e os primeiros seringais próximos à Foz do Rio Acre. Portanto, com toda certeza, qualquer um dos brasileiros supracitados [Manuel Urbano, João da Cunha Correia, Serafim da Silva Salgado, João Gabriel de Carvalho e Mello], pelos seus feitos, merecem muito mais do que William Chandless essas homenagens todas.

Mas é aquela tal história, muito comum aqui em nosso país, onde se diz que “santo de casa não faz milagres!” É incrível, como nós brasileiros não damos valor a nós mesmos! O mérito de William Chandless foi o fato de ele ser geógrafo, ter sido enviado por uma instituição científica reconhecida internacionalmente e provir de um país que vivia o auge de seu poderio econômico na época, que era o centro das pesquisas científicas e da economia mundial e, aproveitando-se de tudo isso, ele enviou para a Inglaterra vários relatórios de suas viagens, que falavam de uma região até então desconhecida dos europeus.

É bom lembrar que durante o período em que William Chandless esteve nas regiões do Purus e Juruá, outros inúmeros pesquisadores e cientistas ingleses também estiveram em outras partes da Amazônia, com a suspeita de que por trás de tudo isso estava mesmo era o interesse do governo inglês de espionar a Amazônia brasileira, pois a Inglaterra estava em conflito com o Brasil desde o início do século XIX [Questão do Pirara] e as suas tropas já haviam invadido o atual Estado de Roraima.

Não podemos esquecer nunca a invasão de Roraima e o roubo da seringueira pelos ingleses, fato este que acabou com o opulento ciclo econômico da borracha na Amazônia! (CAVALCANTE)

Por Hiram Reis e Silva (*), Bagé, 06.12.2021 – um Canoeiro eternamente em busca da Terceira Margem.

Bibliografia  

AZEVEDO, Aroldo de. Brasil: a Terra e o Homem. As Bases Físicas – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Companhia Editora Nacional, 1964.

BORGES, Antônio Pedro de Carvalho. O Império do Brasil na Exposição Universal de 1876 em Filadélfia – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Tipografia Nacional, 1878.

COINTE, Paul Le. O Estado do Pará: a Terra, a Água e o ar; a Fauna e a Flora; Minerais – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Companhia Editora Nacional, 1945.

COSTA, João Craveiro. A Conquista do Deserto Ocidental: Subsídios para a História do Território do Acre – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Companhia Editora Nacional, 1940.

GOYCOCHÉA, Luís Felipe de Castilhos. Fronteiras e Fronteiros – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Companhia Editora Nacional, 1943.

HARTT, Charles Frederick. Geologia e Geografia Física do Brasil – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Companhia Editora Nacional, 1941.

LABRE, Antônio Rodrigues Pereira. Rio Purus – Notícia – Brasil – São Luís, MA – M. F. V. Pires, 1872.

LIMA, Cláudio de Araújo. Plácido de Castro, um Caudilho Contra o Imperialismo – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Companhia Editora Nacional, 1952.

MRE, n° 99. N° 99 ‒ XI ‒ Ata De Inauguração de Três Marcos ‒ Brasil – Rio de Janeiro, RJ ‒ Relatório do Ministério das Relações Exteriores, Exposição e Anexo A, 1923.   

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;   

  • Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)
  • Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) (2000 a 2012);
  • Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
  • Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
  • Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)
  • Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
  • Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
  • Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);
  • Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)
  • Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);
  • Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)
  • Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
  • Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).
  • E-mail: hiramrsilva@gmail.com.

[1]   356,52 m de altitude.

[2]   Protocolo Ratificatorio de Fronteras entre Perú y Bolivia (15.01.1932): Desde la Boca del Río Yaverija, en el Acre, una línea geodésica hasta la parte Occidental de la barraca Illampu, en el Río Manuripe. Desde allí otra línea hasta la boca del río Heath, en el Madre de Dios.

[3]   Gaiola: embarcação fluvial muito utilizada, na Bacia Amazônica, como transporte de pessoas, mercadorias, correio, comércio, etc.

[4]   Escanifrado: descarnado.

[5]   “Se sotoponham aos”: fiquem por baixo dos.

[6]   Adelantado: alto dignitário espanhol que “levava a cabo” ou “adelante” uma empresa pública por determinação do Rei.

[7]   Cândido Mendes de Almeida (14.10.1818 – 01.03.1881): advogado, jornalista e político brasileiro. Deputado Geral em 5 legislaturas e Senador do Império do Brasil de 1871 a 1881,

[8]   Rubicundos: avermelhados.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
%d blogueiros gostam disto: