No Dia Internacional dos Povos Indígenas, Funai reforça compromisso com medidas de proteção

Comemorado em 9 de agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas convida à reflexão sobre a importância sociocultural das comunidades tradicionais. Nesta data, a Fundação Nacional do Índio (Funai) reforça o seu compromisso com a proteção aos povos originários, principalmente no âmbito do combate à covid-19, e também no que diz respeito à sua autonomia.

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“A Funai reafirma o seu compromisso com a autonomia e progresso socioeconômico das comunidades tradicionais, e, sobretudo neste momento de pandemia, com ações preventivas que ajudem os indígenas brasileiros a protegerem suas famílias”, afirma o presidente da fundação, Marcelo Xavier, que completou 1 ano no cargo no fim de julho.

Prevenção

A Funai tem promovido uma série de ações de enfrentamento à covid-19. Para garantir a segurança alimentar das famílias indígenas em situação de vulnerabilidade social, já adquiriu cerca de 433 mil cestas de alimentos e entregou mais de 383 mil, sendo que a expectativa é chegar a 500 mil cestas distribuídas nos próximos dias. Além disso, quase 62 mil kit’s de higiene e limpeza foram entregues a diversas comunidades.

Ao todo, a instituição investiu R$ 26 milhões em medidas preventivas. O montante também contempla operações de proteção a índios isolados realizadas pelas Bases de Proteção Etnoambiental. Ainda no mês de março, a fundação proibiu o ingresso de não indígenas nas aldeias e iniciou ações de orientação sobre a necessidade do isolamento. Atualmente, a Funai presta apoio a 271 barreiras sanitárias em funcionamento no país.

Desde o início da pandemia, foram realizadas ainda 151 operações de fiscalização para coibir a extração ilegal de madeira, garimpo ilegal e pesca predatória nas Terras Indígenas, com investimento de cerca de R$ 1 milhão. A fundação também integra a Operação Verde Brasil 2, deflagrada pelo governo federal para combater crimes ambientais na Amazônia Legal.

Etnodesenvolvimento

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Foto: Divulgação/Funai

A gestão de Marcelo Xavier à frente da Funai tem sido marcada pelo diálogo com os povos indígenas e o incentivo a projetos de etnodesenvolvimento. O presidente recebeu mais de uma centena de lideranças indígenas na sede da instituição, em Brasília, como os líderes Elenildo Kayabi, Arnaldo Zunizakae (etnia Paresi), cacique Kotok (etnia Kamayurá), e os caciques Simão Butsé, Davi Tsudzawere, Robson Tsub’urã (etnia Xavante).

Já os projetos de etnodesenvolvimento somaram R$ 20 milhões investidos nos últimos 12 meses. Entre as experiências mais exitosas, estão a produção de café especial pelo povo Suruí-Paiter, em Rondônia; o suporte ao plantio experimental de soja preta do povo Paresi, em Mato Grosso; e a regularização ambiental para a produção de camarão do povo Potiguara, na Paraíba.

Assessoria de Comunicação / Funai

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