Cientista do Goeldi no Sínodo para a Amazônia

A ecóloga Ima Vieira irá atuar como perita convidada na assembleia dos bispos da Igreja Católica convocada pelo Papa Francisco para ocorrer entre 6 e 27 de outubro, no Vaticano. Pesquisadora titular do Museu Goeldi, ela acumula densa trajetória científica em estudos ecológicos e usos da terra em uma das regiões mais diversas do planeta.

Diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) entre os anos de 2005 e 2009, a pesquisadora Ima Vieira integrará a equipe de 25 especialistas convidados a colaborar com o Sínodo para a Amazônia, evento da Igreja Católica que reúne altos dignitários eclesiásticos e será realizado de 6 a 27 de outubro, em Roma.

Ao longo de sua carreira, a ecóloga Ima Vieira liderou e participou de diversos estudos na Amazônia, assim como tem contribuição destacada em conselhos científicos e de gestão na área ambiental. Para ela, a ciência cria raízes na sociedade quando o conhecimento é apropriado. Recentemente, com outros cientistas parceiros da rede internacional de ecólogos da América Latina, 2ndFOR, chamou a atenção para a capacidade de regeneração das florestas secundárias e sua importância para a conservação da biodiversidade. Contribuiu também na produção do Sumário para Tomadores de Decisão, documento da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, que sintetiza as conclusões de décadas de pesquisa sobre a biodiversidade nacional, tornando-se um elemento importante para o diálogo entre gestores brasileiros.

Por sua trajetória e relevantes serviços prestados à Ciência e à Amazônia, em março deste ano, a pesquisadora recebeu a Comenda Mulher Cientista, na categoria Cientista Master, pelo Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet).

Sínodo –  O Vaticano destaca em seu documento preparatório que a assembleia de bispos estará reunida sob o tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral” e que suas reflexões sobre justiça social e os direitos dos povos dos oitos países da Pan-Amazônia dizem respeito ao futuro do planeta. “Partimos de um território específico, do qual se quer fazer uma ponte para outros biomas essenciais do nosso mundo: Bacia Fluvial do Congo, corredor biológico mesoamericano, florestas tropicais da Ásia Pacífica e Aquífero Guarani, entre outros”.

As taxas de desmatamento e queimadas na região têm gerado intenso interesse nacional e internacional sobre as causas, consequências e possíveis saídas para a crise e foram tema da agenda do Museu Goeldi no Dia da Amazônia, que contou com a participação da pesquisadora durante a realização do evento.

Texto: Erika Morhy

FONTE: Agência Museu GoeldiNotícias

 

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