Rio+20 – Encontro define termos da Carta da Amazônia

Na manhã desta quarta feira (30) teve início o Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Brasileira, no hotel Tropical, na cidade de Manaus (AM). Representantes dos noves estados da Amazônia Legal, do governo federal e da sociedade civil organizada estão reunidos para os debates e a finalização da “Carta da Amazônia para a Rio+20”, documento que será defendido na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável pelos governadores da região. O evento segue até amanhã.

Para participar dos debates o Governo de Roraima disponibilizou ônibus para a comitiva com 45 membros da sociedade civil organizada composta por organizações não governamentais, associações, setor produtivo e rural, técnicos do poder púbico, organizações indígenas, movimentos sociais e órgãos ligados ao meio ambiente. A escolha desses participantes foi definida no seminário “Roraima na Rio+20” realizado pelo governo estadual  nos dias 17 e 18 de maio, no auditório da Universidade Estadual de Roraima (UERR).

De acordo com dados da organização, mais de 400 pessoas tiveram inscrições confirmadas e participam das discussões. Segundo o governador do Amazonas, Omar Aziz, anfitrião do evento, esse é o “maior encontro já realizado que se tem notícias para se discutir os problemas e soluções da Amazônia”, disse.

O governador José de Anchieta estará reunido em Manaus com os demais governadores amanhã, no Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que receberá dos grupos majoritários a Carta da Amazônia e a referendará para encaminhar ao governo Federal a posição dos estados amazônicos na Rio+20.

Durante o Encontro, os grupos majoritários reconhecidos pela ONU discutirão todas as propostas para a Carta. Os trabalhos serão divididos por temas como iniciativa privada, trabalhadores e sindicatos, mulheres, crianças e juventude, agricultores, povos indígenas e comunidades tradicionais, autoridades locais, Ongs e comunidade científica. A versão preliminar do documento começou a ser construída após o Fórum de Governadores, realizado em Belém (PA), em abril deste ano.  Os chefes dos Executivos dos nove estados que compõem a Amazônia Legal decidiram selar um pacto e fortalecer os interesses da região.

Representando o segmento indígena, o tuxaua da comunidade do Contão da terra indígena Raposa Serra do Sol, Jonas Marcolino, destacou que serão reforçados alguns itens que já compõem a Agenda 21. “Vamos defender alguns complementos daquilo que está proposto na Agenda 21 e reforçar que algumas políticas públicas devem ser implementadas para garantir a qualidade de vida do índio, como por exemplo, a segurança alimentar”, destacou.

Ao falar pelo grupo majoritário indígena, Jonas foi aplaudido pela plateia ao afirmar que “ainda não sabe qual o posicionamento da ONU para os povos indígenas, pois se é dignidade, eles não estão garantindo”, frisou.

Já o agrônomo, Daniel Gianlupi, defendeu o emprego de ferramentas da Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. “A Amazônia só irá sofrer as transformações que o povo anseia com o emprego do conhecimento cientifico e tecnológico, pois sem isso não vejo saída para mudanças”, destacou ao afirmar que a proposta de Roraima será baseada no aumento da qualificação humana com intensificação de cursos de pós-graduação para a construção de um conhecimento sustentável e o diagnostico mais preciso das potencialidades naturais.

FONTE : Folha de Boa Vista

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