Entidades lançam carta de repúdio a ‘retrocessos’ na política ambiental

Grupo avalia que governo Dilma interrompeu avanços na agenda verde. Código Florestal e ausência de novas áreas de conservação são criticados.

Um grupo de organizações não governamentais lançou uma carta em repúdio aos “retrocessos do governo Dilma na agenda socioambiental”, nesta terça-feira (6), data em que poderia ocorrer a votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados.

Além do Código Florestal, o documento aponta como retrocesso pontos como a interrupção da criação de unidades de conservação,  o licenciamento de obras “com problemas ambientais e sociais” e a redução do poder de fiscalização do Ibama.

“O primeiro ano do governo Dilma foi marcado pelo maior retrocesso da agenda socioambiental desde o final da ditadura militar, invertendo uma tendência de aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo implementado ao longo de todos os governos desde 1988, cujo ápice foi a queda do ritmo de desmatamento na Amazônia no Governo Lula”, diz a carta.

A ex-ministra Marina Silva participou do lançamento do documento e demonstrou insatisfação com a política para o meio ambiente do governo atual. WWF, Fundação SOS Mata Atlântica e outras dez entidades assinam a carta.

Código Florestal
Segundo a carta, o Código Florestal é “o ponto paradigmático desse processo de degradação da agenda socioambiental”. Ele concederia “anistia ampla para desmatamentos irregulares cometidos até julho de 2008”, além de “afrontar estudos técnicos de muitos dos melhores cientistas brasileiros”.

O grupo avalia que os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva resistiram à redução de mecanismos de proteção ambiental. Já o governo Dilma “se mostra inerte e insensível à opinião pública” e deixa “sua base parlamentar fazer o que bem entender”, critica o documento.

Também foram criticados “atropelos” no licenciamento, “paralisia” na agenda de mudanças climáticas, “lentidão” na mobilidade urbana, no saneamento e na regularização fundiária, “inércia” do Ministério do Meio Ambiente.

FONTE: G1

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