Transição energética depende do mapeamento dos minerais do futuro

Nesta terça-feira (19/10) aconteceu o primeiro seminário na Câmara dos Deputados para debater mineração, transição energética e clima. O evento levantou um tema fundamental às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2021 (COP 26), e contou com a participação presencial do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Seminário Mineração, Transição Energética e Clima reuniu, em formato híbrido, as principais lideranças e pesquisadores do setor mineral e energético. Foto: Gustavo Sales/Agência Câmara

O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), Esteves Colnago, falou do potencial brasileiro para os minerais do futuro, como são chamados aqueles que dão suporte ao uso de energias renováveis, e das ações em andamento na empresa ligada ao Ministério de Minas e Energia. Acesse a íntegra das discussões aqui

“Esse evento promove uma conexão virtuosa entre mineração e energia, especialmente quando o Brasil vem liderando as discussões sobre uma transição energética, inclusiva socialmente, que valoriza os potenciais regionais, com segurança jurídica, que já conta com uma renovabilidade da matriz energética de 45% e da matriz elétrica em torno de 85%”, abordou Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia.

Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, esteve presencialmente para assinalar avanços na renovação da matriz energética do país. Foto: Gustavo Sales/Agência Câmara

Para o deputado Edio Lopes, da Comissão de Minas e Energia, o tema é relevante para o futuro do país e do mundo, sob a responsabilidade do avanço no consumo de energia. Ele destacou o papel da mineração na garantia de um futuro estável e sustentável no setor energético, considerando que a indústria da mineração é uma das mais baixas poluentes entre os diversos setores da indústria relacionados à descarbonização. “A transição energética depende do mapeamento dos minerais do futuro”, citou, sublinhando a importância da ampliação do conhecimento geológico e do papel do Serviço Geológico do Brasil nesse contexto.

“O mundo está a exigir de nós mudanças na mineração, o setor mineral está investindo fortemente em novas tecnologias no sentido de ajudar a reduzir a poluição e o avanço das mudanças climáticas. Essa mudança se dá por novos minerais, seja o níquel, o cobre, o lítio, e para ampliarmos essa atuação no setor é necessário além de segurança jurídica pesquisa geológica. Eu costumo dizer sem medo de errar que o Brasil ainda conhece muito pouco o seu subsolo, e nós precisamos realmente dar muito apoio ao Serviço Geológico do Brasil, no sentido de buscarmos novas alternativas, nós temos ainda muitos minerais pouco explorados no Brasil”, afirmou Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Colnago relatou que o trabalho do SGB-CPRM está orientado segundo os objetivos estratégicos do Plano Nacional de Mineração, com metas até 2030. Dentre 11 objetivos, ele destacou o que trata de minerais estratégicos. “Nós temos uma relação preparada pela Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME dos minerais estratégicos que o país precisa conhecer e ter uma atenção especial sobre eles”, relatou.

Embora a lista de minérios importantes para a indústria energética inclua estanho, grupo de platina, nióbio, níquel e silício, Colnago informou que o SGB-CPRM vai concentrar mais esforços nas potencialidades de urânio, lítio, grafita, cobre, terras raras e cobalto. Ele apresentou os projetos concluídos, as regiões do país que estão com estudos em andamento e as próximas áreas a serem mapeadas.

“A importância da pesquisa desses minerais deve ser vista num contexto global, da crescente procura destes materiais, devido a crescente demanda da população, da industrialização, da descarbonização dos transportes, dos sistemas energéticos e de outros setores industriais e ao aumento da procura por parte dos países desenvolvidos. Novas aplicações tecnológicas evidenciam que a procura desses minerais deve crescer rapidamente para frear o processo de mudança climática. Estamos atentos e buscando ofertar conhecimento que permita o desenvolvimento dessas ações”, ressaltou o diretor-presidente do SGB-CPRM, Esteves Colnago.

O diretor-presidente, Esteves Colnago, apresentou os projetos concluídos, em andamento e quais as regiões do país serão estudadas nos próximos anos para identificar os minerais essenciais para a indústria de tecnologias limpas e energias renováveis. Reprodução SGB-CPRM.

Também participaram do primeiro painel Minerais do futuro: como garantir a participação brasileira no mercado de tecnologias de energia limpa baseadas em mineração, a diretora do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Silvia França; o presidente da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Eduardo Ribeiro.

Confira a apresentação completa do Presidente do SGB-CPRM, Esteves Conalgo aqui.   

Janis Morais
Thais Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil – PUBLICADO POR:   SGB CPRM
imprensa@cprm.gov.br

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