Pesquisadores avaliam áreas suscetíveis a desastres em Xambioá, no Tocantins

O Governo Federal, por meio do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), iniciou nesta semana o trabalho de campo que resultará na Carta de Suscetibilidade da cidade de Xambioá, no estado do Tocantins. Pesquisadores do SGB-CPRM permanecerão na cidade até o dia 30 de outubro para coletar as informações que devem subsidiar a elaboração da Carta, documento cartográfico que apontará a possibilidade de ocorrência de movimentos gravitacionais de massa (deslizamentos) e de processos hidrológicos (inundações e enxurradas) para toda a extensão do município, ocupada ou não.

Trabalho identificará áreas suscetíveis a desastres na cidade de Xambioá. Foto: SGB-CPRM


O trabalho está sendo realizado pelos pesquisadores em geociências Lenilson Queiroz e Deyna Pinho, que, em campo, estão validando a modelagem matemática feita em escritório para verificar se as informações condizem com a realidade local. Após a conclusão dessa fase, serão feitas as modificações necessárias, ajustando o modelo digital gerado de acordo com o que foi observado no campo. A partir dessas alterações, a Carta de Suscetibilidade de Xambioá indicará a os locais mais suscetíveis a ocorrências de desastres naturais, classificando as áreas classificadas em alta, média e baixa suscetibilidade a movimentos de massa e inundações.

A partir da análise validada em campo pelos pesquisadores, é possível nortear o crescimento urbano de forma adequada e segura, evitando vítimas, perdas e danos nos setores sociais, econômicos e de infraestrutura, como habitação, energia, saneamento, comércio, agricultura e serviços. O documento também apresenta informações sobre a elevação do terreno analisado, precipitações médias anuais e mensais da chuva, declividade, padrões de relevo e, ocasionalmente, a descrição dos tipos de rochas presentes na região.

Além de Xambioá, também foram estudadas pelo SGB-CPRM a capital Palmas e as cidades de Araguaína, Barrolândia, Lagoa da Confusão, Miracema do Tocantins, Peixe, Porto Nacional e Santa Tereza. Os estudos estão disponíveis para consulta pública aqui

Lucas Alcântara
Gustavo Vieira
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil – PUBLICADO POR:   CPRM
asscom@cprm.gov.br

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