Exposição celebra relações entre Suíça e Brasil nos estudos sobre o bioma amazônico

Legado de pesquisadores suíços que investigaram a biodiversidade da região é destaque em mostra no Espaço Oscar Niemeyer, em Brasília, até 7 de novembro

Agência Museu Goeldi – Com 157 anos, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) se tornou uma referência para o estudo dos sistemas naturais e processos socioculturais da Amazônia. Uma trajetória que contou com a contribuição de diversos cientistas estrangeiros, como pesquisadores suíços que cumpriram papel essencial na consolidação do Museu Paraense. Um olhar sobre a cooperação entre os dois países no campo científico é oferecido pela exposição “O legado suíço-brasileiro na Amazônia: arte, ciência e sustentabilidade”, montada no Espaço Oscar Niemeyer, em Brasília (DF). O público pode visitar a mostra até 7 de novembro, que foi organizada em parceria pela Embaixada da Suíça, o Museu Goeldi e a Associação Cultural Oswaldo Goeldi.

A mostra é enriquecida com painéis que abordam o papel de pesquisadores suíços no desenvolvimento de estudos sobre a região, o legado dessas investigações, tendo como referência a atuação do MPEG e o envolvimento da instituição na produção de conhecimento sobre questões de interesse para o desenvolvimento da Amazônia, como a biodiversidade, a ocupação do território, as mudanças do clima e as relações com os povos tradicionais e originários.

Na parte histórica da exposição, os personagens suíços em evidência são: o próprio Emílio Goeldi, que dirigiu o MPEG entre 1893 e 1907 e estabeleceu a estrutura científica da instituição tornando-a um centro reconhecido sobre História Natural e Etnografia da Amazônia; o botânico Jacques Huber (1867-1914), pioneiro na consolidação dos estudos sobre a flora amazônica e autoridade mundial na Hevea brasiliensis (seringueira) e na  produção gomífera e de cacau, entre outras espécies; Louis Agassiz (1807-1873), chefe de uma expedição responsável pela coleta de mais de 34 mil espécies de peixes e descoberta de 500 espécies; e o ilustrador Jacques Burkhardt (1808-1867), que participou da mesma expedição e registrou mais de 2 mil animais em aquarelas e esboços de grande valor científico.

Na parte artística da mostra, o visitante tem a possibilidade de conhecer as aves da Amazônia pela parceria do naturalista Emílio Goeldi (1859-1917) com o litógrafo, fotógrafo e desenhista Ernst Lohse (1873-1933); e terá contato com a flora brasileira através da arte do desenhista e ilustrador Oswaldo Goeldi (1895-1961), conceituado artista brasileiro e um dos filhos de Emílio Goeldi. Um dos atrativos para o visitante é o caráter interativo e inclusivo, que permite ter acesso a recursos de realidade aumentada, como imagens em movimento, fotos, cantos dos animais e relatos dramatizados de Emílio e Oswaldo Goeldi e Ernest Lohse.

A abertura de “O legado suíço-brasileiro na Amazônia: arte, ciência e sustentabilidade” marcou a formalização do apoio da Suíça ao Fundo Amazônia, com a doação de R$ 30 milhões.

A exposição permanece até dia 7 de novembro, no horário das 9h às 17h, no Espaço Oscar Niemeyer, localizado na Praça dos Três Poderes Lote J – Brasília, DF.

Serviço:
Exposição “O legado suíço-brasileiro na Amazônia: arte, ciência e sustentabilidade”
Visitação de 05/10 a 07/11
Local: Espaço Oscar Niemeyer (Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios – Brasília-DF)
Horários: De terça a sexta, das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriado, das 9h às 17h

Texto: Fabrício Queiroz – Publicado por: Museu Goeldi – Exposição celebra relações entre Suíça e Brasil nos estudos sobre o bioma amazônico — Museu Paraense Emílio Goeldi (www.gov.br)

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