Alcântara: o custo do Centro Espacial para as comunidades quilombolas

Novos projetos da base de lançamentos ameaçam 400 moradores de comunidades próximas à Alcântara, no Maranhão. 

O Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, mudou a vida de dezenas de famílias quilombolas. Se antes moravam ao lado do mar e sobreviviam da pesca, a nova morada, nas chamadas agrovilas, está a 40 quilômetros da antiga residência. Hoje, compram o peixe – que chega na garupa de motos.

A comunidade Mamuna fica a 35 km da cidade de Alcântara, no Maranhão. Foto: Ana Mendes / RepórterBrasil

“Qual foi a divisa positiva que esse projeto trouxe para o Brasil?”, pergunta Sérvulo Borges, um dos moradores afetados.

O segundo maior Centro Especial de Foguetes do mundo nunca mandou um só satélite ao espaço. Este ano, o governo Temer retomou negociações para que os Estados Unidos usem a base.

Novos projetos ameaçam 400 pessoas das comunidades de Boa Vista e Manuma. Nessa última comunidade, vivem 71 famílias de remanescentes de escravos. Há 30 anos vivem um conflito territorial com o Centro de Lançamento de Alcântara.

Igarapé do Puca, localizado em Alcântara, Maranhão. Foto: Ana Mendes / Repórter Brasil

Por Ana Mendes

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http://reporterbrasil.org.br/2017/12/alcantara-o-custo-do-centro-espacial-para-as-comunidades-quilombolas/

 

Alcântara: o custo do Centro Espacial para as comunidades quilombolas

 

 

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