Seca no Acre: racionamento de água potável ameaça cidade de Rio Branco

Pesquisadora sugere o racionamento ou o rodízio na distribuição de água para evitar o colapso no abastecimento, o nível do rio Acre chegou ao volume mais baixo. Na imagem populares andam no leito do rio.  

Afluente da bacia do rio Purus, o rio Acre enfrenta sua pior seca dos últimos 45 anos. Seu nível mais baixo foi registrado no dia 05 de agosto com 1,38 metros, na estação de monitoramento em Rio Branco, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). A medição hidrológica do manancial começou em 1971. O menor índice tinha sido registrado em 2011, com 1,50 m. Na capital, dos 370.550 habitantes, 65% são atendidos pela rede de abastecimento público, mas dificuldades na captação das estações podem levar ao menos 241 mil pessoas a enfrentar o racionamento na distribuição de água potável. 

A captação do abastecimento é feito em duas Estações de Tratamento de Água (ETA 1 e 2) administradas pelo Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa) do governo estadual, mas em uma delas a captação por torres foi paralisada por o nível do rio estar baixo demais. Na outra foram instalados flutuantes com bombas para garantir alguma coleta.

Com a possibilidade crescente do racionamento no abastecimento de água potável, o governador Tião Viana (PT) decretou, em julho, a situação de emergência, que foi reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional nesta quinta-feira (04). Os municípios de Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Bujari, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco e Xapuri estão em situação de emergência por 180 dias.

O governo federal anunciou que enviará recursos para ações de assistência às pessoas afetadas nos municípios do Acre pelo desastre natural e assim restabelecer as atividades essenciais e recuperar os danos causados, principalmente os relacionados às infraestruturas públicas.  

O racionamento e o rodízio na distribuição de água potável em Rio Branco são defendidos por Liana O. Anderson, bióloga do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Nacionais (Cemaden). Ela diz que não se pode descartar a possibilidade de colapso no abastecimento de Rio Branco. Conforme a previsão dos meteorologistas, a estação seca (com chuva abaixo da média) vai até o mês de setembro e início de outubro. 

 “Não existe uma previsão de chuva, de uma chuva que consiga elevar um pouco mais o nível do rio. Acredito que o que eles vão fazer é trabalhar com a conscientização da população, racionamento de água porque o quadro não vai se reverter. A solução é conviver com essa situação da melhor maneira possível”, afirma a cientista.

Segundo o pesquisador Foster Brown, da Universidade Federal do Acre (Ufac), a seca do rio Acre também atingiu os poços artesianos instalados em residências, escolas, prédios públicos, empresas e comércios. “Estamos entrando num nível de água onde não temos experiência [de captação] nos últimos 45 anos, de quando começou a medição da hidrologia do rio. Estamos vivendo algo que parece ser fora de nossa experiência. Muitos poços estão secando, e isso aumenta a demanda pela água distribuída pelo sistema convencional, que já está comprometido”, disse Brown.

 

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Leia também: Seca no Acre: em bairro de Rio Branco moradores ficam sem água nos poços artesianos  

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