Projeto favorece famílias que vivem em regiões com escassez de água. (AL/MT)

22 de junho de 2011  - Eduardo Dantas

Estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) garante que maioria dos municípios brasileiros poderá ter problemas no setor, até 2015 Sobre o assunto, um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) avaliou a oferta e o crescimento da necessidade de água em 5.565 cidades brasileiras e o resultado foi preocupante.

Diversas regiões de Mato Grosso que convivem com situações de escassez de água doce correm o risco de entrar em alerta nos próximos anos. Em um desses exemplos atuais, durante a estiagem todos os açudes, poços, rios e riachos do distrito de União do Norte (Peixoto de Azevedo) ficam secos e a população local amarga situações de sofrimento e angustia. É o estado de emergência.

Sobre o assunto, um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) avaliou a oferta e o crescimento da necessidade de água em 5.565 cidades brasileiras e o resultado foi preocupante. O Atlas Brasil revela que o país precisará investir, pelo menos, R$ 70 bilhões para garantir a oferta de água de boa qualidade aos municípios até 2025, quando a população deverá alcançar cerca de 196 milhões de habitantes. Pior ainda: que a maioria deles poderá ter problemas no abastecimento de água até 2015.

Para prevenir esse cenário em Mato Grosso, o governo será autorizado a criar a Política de Inclusão Hídrica em regiões que convivem com escassez temporária ou permanente de água doce para o consumo humano, produção de alimentos e para animais. A autorização está no Projeto de Lei nº 246/2011, da deputada Luciane Bezerra (PSB).
A parlamentar assegura que várias comunidades rurais de Mato Grosso se tornaram improdutivas por conta da falta de água. “Essa situação vem castigando o homem do campo, seus animais e suas plantações, e promovendo em massa o êxodo rural que, em conseqüência, gera o desemprego urbano e a fome”.

Em sua justificativa, o projeto diz que a implantação de poços artesianos, a construção de cisternas para captação de água da chuva e – em alguns casos – a transposição de rios são ações imediatas que, em curto prazo, podem socorrer milhares de famílias que “estão vivendo em condições desumanas, em decorrência da falta de recursos hídricos”. Luciane Bezerra atribui a situação ao desmatamento e à destruição do solo e das reservas hídricas.

O Atlas Brasil mostra ainda que quase 70% dos R$ 70 bilhões necessários para investimento (R$ 47,8 milhões) teriam de ser investidos na coleta e no tratamento de esgotos, apenas para evitar ou resolver a poluição nas fontes de abastecimento de água, já que o dinheiro não seria suficiente para universalizar o acesso ao esgoto, o maior problema da área de saneamento.

Fonte: ExpressoMT


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