A ciência tem pressa para levar conhecimento a público

Revista do Museu Paraense Emílio Goeldi adota novo sistema de publicação de artigos científicos.

O regime de publicação contínua é a novidade da revista científica do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas (BMPEG. Ciências Humanas). Em 2020, a primeira edição do ano, já segue o sistema e está disponível nos diversos canais como a página do BMPEG. Ciências Humanas, SciELO e ISSUU. Revista A1 na avaliação do Qualis Capes, o número 1 do volume 15, correspondente aos meses de janeiro a abril de 2020, traz artigos sobre etnografia e arqueologia, antropologia, história, comunicação e políticas públicas, além de debate sobre a floresta amazônica e resenha sobre o papel do antropólogo como editor.

Esse sistema de publicação imprime agilidade e beneficia a todas as partes. Com ele, “Não será necessário aguardar para concluir (‘fechar”, na linguagem editorial) uma edição para que ela seja publicada”, explica a editora do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas (BMPEG. Ciências Humanas), a jornalista Jimena Felipe Beltrão. A vantagem é que “o artigo pronto não terá que aguardar os demais para ser publicado. A agilidade beneficia a todos e a ciência e a sociedade agradecem”, argumenta.

A publicação científica está no cerne da produção de conhecimento. É através da divulgação de pesquisas – dentro de um dado padrão de qualidade que conta com a análise e o julgamento pelos seus pares – que cientistas legitimam seu trabalho diante do mundo acadêmico e da sociedade.

De acordo com a editora da revista, “A publicação de um artigo científico pode ser um processo mais ou menos demorado: na atualidade o tempo entre submissão e aprovação no BMPEG. Ciências Humanas pode chegar a cinco meses”. Mas já foi muito mais demorado. As submissões, hoje, são feitas através de plataformas digitais a exemplo da que o BMPEG. Ciências Humanas utiliza: plataforma ScholarOne. “Em muito se ganhou com a implementação da plataforma eletrônica, ao se eliminar o papel dos processos físicos, por exemplo. Além disso os registros ficam acessíveis e são recuperados no sistema com rapidez”, explica Jimena. Não sem dificuldades foi o início o uso da ferramenta, já que autores e editores viveram uma fase de aprendizado. Passados quatro anos, porém, é difícil pensar o gerenciamento de uma média de 150 processos ao ano de outra forma que não a plataforma disponível na página da revista. O recurso foi implementado ao tempo de Hein van der Voort, como editor da revista e hoje coordenador de Ciências Humanas do Museu

Processamento e tratamento editorial – A submissão de um artigo é só o início do processo que requer a avaliação do conteúdo por especialistas em uma análise “cega” para proteger as identidades de autoria e de pareceristas na busca de um julgamento equilibrado. Só depois de avaliado e recomendado – o que ainda pode implicar em correções e ajustes por parte dos autores – é que um artigo (ou contribuição de outra natureza como resenha, memória, e debate, no caso da revista do Goeldi) é aprovado.

A fase de produção editorial pela qual o artigo aprovado deve passar antes da publicação final inclui verificação e normalização bibliográfica, revisão ortográfica e formatação. Na normalização, além da padronização das referências na norma adotada pela revista – uma exigência, aliás, para os autores -, se verifica a informação que consta de cada uma delas para que o leitor possa buscar e encontrar o livro, o artigo, entre outros tipos de fontes bibliográficas. A revisão ortográfica também é de responsabilidade de ambas: da autoria e da revista. Já a formatação, diagramação (na linguagem editorial), que faz a disposição física do texto e das imagens de acordo com o projeto gráfico do periódico, é de total responsabilidade da revista.

A divulgação dos conteúdos publicados é feito também pelas redes sociais e pode ser visto em http://www.facebook.com/boletimgoeldiCH

Para conhecer melhor os trâmites e um pouco da história editorial mais recente do BMPEG. Ciências Humanas, é possível consultar produção acadêmica realizada no próprio Núcleo Editorial – Boletim, do Museu, que se dedica a refletir sobre o contexto editorial da revista e prepara um guia sobre o processamento editorial:

BELTRÃO, Jimena Felipe; SILVA, Taíse da Cruz. Trajetória e novos rumos das políticas editoriais do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas. Ponto de Acesso, Salvador, v. 12, n. 3, p. 28-50, dez. 2018. http://dx.doi.org/10.9771/rpa.v12i3.26920.

BELTRÃO, Jimena Felipe; SILVA, Taíse da Cruz; ALENCAR, Daniele Alves; LOPES, Arlene Cristina Borges. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas: uma análise bibliométrica no Período de 2006 a 2015. Revista ACB, Florianópolis, v. 24, n. 1, p. 177-198, dez./mar. 2019. Disponível em: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1532. Acesso em: 7 maio 2019.

BELTRÃO, Jimena Felipe; SILVA, Taíse da Cruz. De um sistema nacional à adoção de padrões internacionais: por uma nova norma bibliográfica. Biblionline, Paraíba, v. 15, n. 1, p. 136-147, jun. 2019. DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.1809-4775.2019v15n1.43743

Jimena Felipe Beltrão
Editora Científica
Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas

 

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