Tráfico humano na Amazônia: exploração sem dó

11 de Fevereiro de 2017  - Jaime de Agostinho

Crime vergonhoso e intolerável: assim o Papa definiu o tráfico humano, principalmente quando se trata de crianças e adolescentes.

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1.100 meninas são exploradas sexualmente em campos de mineração peruanos

22 de setembro de 2011  - Adriana Buci

Mais de 1.100 adolescentes têm sido exploradas sexualmente em campos de mineração ilegais nas selvas do sudeste peruano.

A exploração ilegal de ouro ocorre a todo vapor no deparamento de Madre de Dios, e campos de mineração instalados em vários trechos da rodovia interoceânica têm atraído outras atividades econômicas ilícitas, como os chamados “prostibar”, onde a polícia local encontrou 20 garotas numa batida recente.

Bares que promovem a prostituição de menores, na sua maioria trazidas das regiões de Cuzco e Puno, operam como franquias, onde as cafetinas e os administradores são, quase sempre, vinculados, segundo o chefe de polícia de Madre de Dios Mighel Navarrete.

Garotas são normalmente recrutadas perto de casa por mulheres que chegam a suas comunidades e as aliciam com promessas de trabalho em lojas ou como domésticas. Mas elas acabam sendo forçadas a trabalhar como prostitutas em bares nos distritos de Inambari e Huepetuhe.

A diretora da ONG Save the Children no Peru, Teresa Carpio, visitou alguns desses campos de mineração e ficou surpresa em descobrir que os administradores, alguns dos quais são procurados por sequestro e tráfico de seres humanos, consideram totalmente normal esse tipo de trabalho para menores.

Apenas 32 casos de tráfico de seres humanos foram levados a juízo em Mazuco, capital do distrito de Inambari, e localidade mais próxima dos campos de mineração. Apenas três pessoas foram condenadas por esse tipo de crime em toda o Departamento de Madre de Dios.