Povo Xavante reivindica saída imediata de não índios da Terra Indígena Marãiwatséde

A tentativa do governo de Mato Grosso de transferir os Xavante da TI Marãiwatséde, sua terra tradicional, para o Parque Estadual do Araguaia foi fortemente rejeitada pelo cacique xavante Damião Paradzane. Ele afirma que sua comunidade espera a conclusão imediata do processo de desintrusão dos que ocuparam a terra ilegalmente.

Apesar de ter sido homologada em 1998 para usufruto exclusivo do povo Xavante, a Terra Indígena (TI) Marãiwatséde, no município de Alto Boa Vista, a 1.064 quilômetros de Cuiabá, Mato Grosso, ainda abriga mais de seis mil famílias de não-índios, entre fazendeiros e posseiros. Hoje, apenas 15% dos 165 mil hectares de Marãiwatséde são ocupados pelos Xavante, primeiros habitantes daquela área. Para o cacique Damião Paradzane, é chegada a hora de colocar fim no conflito que seu povo enfrenta há mais de quarenta anos, desde que foi retirado de sua terra em 1966.

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Desmatamento da Amazônia em maio dobra de 2010 para 2011

O desmatamento na Amazônia atingiu 268 quilômetros quadrados em maio deste ano, mais do que o dobro no mesmo mês de 2010, quando chegou a 109,6 quilômetros quadrados, informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Mato Grosso, principal produtor de soja e algodão do país e que abriga o maior rebanho bovino do Brasil, foi o Estado que mais sofreu desmatamento, com 93,7 quilômetros quadrados, de acordo com o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe.

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Troca de terra indígena proposta por MT é inconstitucional, aponta Funai

A Fundação Nacional do Índio (Funai) disse nesta quarta-feira (29) que “não há interesse nem constitucionalidade” na troca da Terra Indígena (TI) Marãiwatsede pelo Parque Estadual do Araguaia, em Mato Grosso, como vem propondo o governo daquele estado.

O Diário Oficial de Mato Grosso desta segunda-feira (27) traz uma lei que autoriza o governo do estado a fazer uma “permuta” com a Funai, trocando a TI Maraiwatsede pelo Parque Estadual do Araguaia. A troca, segundo diz o texto da lei, tem “como objetivo a inserção da Nação Indígena Marawaitsede no Parque Estadual do Araguaia e a regularização fundiária aos atuais ocupantes da área da reserva”.

Campo já sofre com queimadas

Equipe do Greenpeace registra queimada em Nova Ubiratã (MT)©Rodrigo Baleia/Greenpeace Mesmo antes da “temporada” das queimadas, que acontece normalmente entre julho e setembro, época da seca, as florestas – ou o que restam delas – já sofrem com as queimadas. No início de junho já havia a detecção de regiões afetadas pelo fogo. Em sobrevôo feito por uma equipe do Greenpeace, foi possível observar no estado do Mato Grosso focos de queimadas em grandes áreas recém-desmatadas.

O campaigner do Greenpeace Rafael Cruz relata que durante o sobrevôo foi possível ver focos de calor. “São queimadas provocadas, que tem como objetivo o plantio. Incêndio natural é muito pouco, residual. A grande maioria é provocado”. Leia mais »

Mato Grosso publica lei permitindo troca de terra indígena devastada

O Diário Oficial de Mato Grosso desta segunda-feira (27) traz uma lei que autoriza o governo do estado a fazer uma “permuta” com a Funai, trocando a Terra Indígena Maraiwatsede pelo Parque Estadual do Araguaia. A troca, segundo diz o texto da lei, tem “como objetivo a inserção da Nação Indígena Maraiwatsede no Parque Estadual do Araguaia e a regularização fundiária aos atuais ocupantes da área da reserva”.

Xavante de Marãiwatsédé

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Produtores realizam o primeiro corte do pau de balsa em seis municípios de MT

Para contribuir com o desenvolvimento sustentável surge o Pau de Balsa como uma atividade florestal produtiva para o Estado. Com uma área plantada de 3,7 mil hectares, produtores dos municípios de Mirassol D’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Rosário Oeste, Várzea Grande, Canabrava do Norte e Salto do Céu realizam o primeiro corte da árvore retirando entre 40 a 50 metros cúbicos por hectare. O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Décio Teruo Miyajima, ressalta que técnicos estão auxiliando os produtores no corte correto da madeira para garantir maior aproveitamento e rendimento por hectare.

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Projeto favorece famílias que vivem em regiões com escassez de água. (AL/MT)

Estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) garante que maioria dos municípios brasileiros poderá ter problemas no setor, até 2015 Sobre o assunto, um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) avaliou a oferta e o crescimento da necessidade de água em 5.565 cidades brasileiras e o resultado foi preocupante.

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‘Estancamos a hemorragia’, afirma chefe do Ibama sobre desmatamento

G1 – Curt Trennepohl diz que gabinete de crise para Amazônia deu resultado. Região perdeu 267,9 km² de floresta em maio, de acordo com o Inpe.

O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, disse nesta quarta-feira (22) que, apesar de o desmatamento em Mato Grosso ainda ser maior que em 2010, o gabinete de crise criado pelo governo contra a devastação na região amazônica está fazendo efeito. “Conseguimos estancar a hemorragia, mas ainda não podemos dizer que estamos em saúde perfeita”, observou. Leia mais »

Encontro entre agricultores e indígenas busca exploração sustentável da Amazônia

Em Juruena, no Mato Grosso, a a Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia (AMCA) e a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam) compram castanha-do-pará extraída pela comunidade de assentados ou pelos índios rikbaktsas, o que beneficia o produto, posteriormente vendido a empresas como a Natura Cosméticos.

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Florestas tropicais são o ar-condicionado do Planeta. Entrevista especial com Paulo Moutinho

O desmatamento é considerado a maior ameaça à sustentabilidade das florestas tropicais, isso porque, segundo Paulo Moutinho, as principais florestas estão localizadas em países em desenvolvimento, que priorizam a agricultura e investimentos em infraestrutura.  Apenas na Amazônia, nos últimos 30 anos, já foram “desmatadas mais de 50 milhões de hectares, o que corresponde a duas vezes ao tamanho do estado de São Paulo”, aponta.

No Brasil, 80% do desmatamento florestal está concentrado nos estados do Pará, Roraima e Mato Grosso, e “70% da remoção das florestas ocorre para o desenvolvimento de outras atividades como a pecuária extensiva de baixa rentabilidade”, informa.  Entre as causas indiretas que levam ao desmatamento, Moutinho assinala “as políticas de fomento ao crédito agrícola ou pecuário e as políticas que envolvem investimentos em grandes empreendimentos de infraestrutura”.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, o pesquisador explica que o desmatamento florestal aumenta os efeitos do aquecimento global e que a preservação das florestas é importante porque elas funcionam como um “amortecedor das mudanças impostas pela modificação do clima global.  Se destruirmos as florestas com a velocidade que estamos destruindo nos últimos 20 anos, provavelmente esse amortecedor acabará e teremos grandes secas e riscos de desertificação em áreas da Amazônia”, conclui.

Paulo Moutinho é doutor em Ecologia e atua como professor orientador de pós-graduação na Universidade Federal do Pará.

Confira a entrevista.

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Índios ainda ocupam hidrelétrica; situação está cada vez mais tensa

Mais de 70 índios das etnias Arara e Cinta-Larga ainda permanecem na Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) Dardanelos, localizada em Aripuanã, no extremo Noroeste de Mato Grosso. A situação é tensa e os índios querem a presença dos mesmos diretores que no ano passado durante a primeira invasão negociaram com as etnias. Alguns funcionários que estavam dentro da usina e impedidos de sair foram liberados.

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Recordes de degradação florestal em Mato Grosso: reflexo da expectativa na mudança do Código Florestal

O desmatamento no Estado do Mato Grosso chegou a 243 quilômetros quadrados no mês de abril, correspondendo a um aumento de 537% comparado a abril de 2010. Mais absurdo ainda são os dados relacionados a florestas degradadas, de 1.755 quilômetros quadrados, 13.500% maior do mesmo período do ano passado.

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INPE sobrevoa áreas de desmatamento no MT

De 1º a 3 de junho, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoaram o norte do Mato Grosso para verificar alertas de desmatamento indicados pelo DETER. Nesta região, de grande incidência de desmatamento, foram vistoriados cerca de 90 pontos de alerta que, somados, chegam a 200 km².

Foto de área identificada como desmatamento por corte raso pelo DETER, no município de Porto dos Gaúchos (MT)

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Deputados de Roraima visitam Câmara de Cuiabá para apresentar Parlamento Amazônico

Deputados estaduais de Roraima estiveram na manhã de hoje (02/06) em visita de cortesia na Câmara Municipal de Cuiabá. Recebidos pelo presidente da Casa, vereador Júlio Pinheiro (PTB) e demais vereadores, os parlamentares apontaram como tema do encontro a busca do apoio do Legislativo da Capital mato-grossense para fortalecer o laço entre os Estados que fazem parte da comunidade amazônica, além de articular ações para a retomada do Parlamento Amazônico (Parlamaz).

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Incluídos 7 municípios na lista prioritária contra desmatamento

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, incluiu sete municípios na lista prioritária para desenvolvimento de ações de combate ao desmatamento. A decisão está publicada, por meio de portaria, no Diário Oficial da União, que circulou ontem. Entre eles, estão os municípios  mato-grossenses de Tapurah, Claudia, Santa Carmem, e Alto Boa Vista; além de Moju (PA), Grajaú (MA) e Boca do Acre (AM).  Leia mais »