Problemas continuam sem respostas após reunião com presidência da Funai, dizem indígenas

Cerca de 200 lideranças indígenas da região do Médio Xingu, cujas aldeias estão na área de influência da hidrelétrica de Belo Monte, participaram nesta quarta, 25, de uma nova rodada de negociações com o governo e a empresa Norte Energia, sobre ações de mitigação de impactos da usina. A reunião havia sido marcada em 1 de dezembro do ano passado, após uma tumultuada discussão sobre problemas no cumprimento das medidas emergenciais em andamento, e que havia levantado uma série de questionamentos sobre o Plano Básico Ambiental (PBA), que definirá as ações compensatórias de longo prazo. Leia mais »

Mais uma vez indígenas do Alto Envira denunciam o descaso na área de saúde

O Conselho Indigenista Missionário – CIMI – está divulgando a denuncia dos índios da Região do Alto Envira, no Acre, sobre o abandono dessas populações. Integra da carta:

Terra indígena Ashaninka Isolados do Rio Envira

Sr. Antonio Alves.

Secretário Nacional da Saúde Indígena.

Nós Ashaninka e Madihá, do Alto Rio Envira, viemos publicamente denunciar com o descaso da saúde que vem acontecendo em nossa região.

 – Há muitas de nossas crianças vem sendo vítimas de epidemias de ataque de diarréia, vômito, febre e outros tipos de enfermidade.

 – Em nossas comunidades não existe saneamento básico. Só há um monte de material de construção estragado.

 – Há dois anos a equipe de saúde não sobe para fazer qualquer trabalho na área de saúde.

 – Quando conseguimos chegar com os pacientes até a cidade de Feijó, ficamos a mercê da sorte, não recebemos tratamento adequado, ficamos na beira do barranco, não recebemos combustível de volta e nem alimentação.

 – Choramos as mortes de nossas crianças que morrem a míngua. A última que morreu foi próximo do Natal, quando a gente vinha descendo a remo em busca de socorro até a cidade de Feijó. Tivemos que enterrar na beira do barranco nos seringais dos brancos.

 Senhor secretário por ocasião de sua visita ao pólo, entregamos em mão o nosso documento falando de nossos sofrimentos e buscamos alternativas.

 Feijó, 24 de janeiro de 2012.

FONTE: CIMI

Fotos raras de índios isolados na Amazônia peruana são divulgadas

Imagens mostram de perto família de indígenas da etnia Mashco-Piru. Registro foi feito durante expedição que buscava pássaros da Amazônia.

A organização ambiental Survival International divulgou nesta terça-feira (31) imagens inéditas que mostram, de perto, índios isolados da etnia Mashco-Piro que vivem no Parque Nacional de Manú, localizado dentro da Amazônia, no Peru. Leia mais »

Povos isolados localizados perto de obras no Rio Madeira

Índios isolados foram localizados pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em uma área próxima dos canteiros de obras das hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, na região Norte do país. O grupo vive na Terra Indígena Katauixi/Jacareúba, no Amazonas, entre os municípios de Lábrea e Canutama, perto da divisa com Rondônia. Leia mais »

Governo adquire café de índios Macuxi e Wapixana em Roraima

A Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Roraima participou da primeira entrega de café adquirido da Comunidade Indígena Mangueira e entregue para o Sesc/Mesa Brasil, no município de Alto Alegre. Leia mais »

Índios mantêm rodovia bloqueada há três dias no Pará

Os índios suruí, que bloquearam na última quarta (25) a rodovia BR-153, no sudeste do Pará, mantiveram o protesto ao longo desta sexta-feira (27). Eles decidiram cortar a estrada, que passa pela reserva indígena Sororó, onde vivem, para protestar contra o impacto que o tráfego de veículos tem causado, como incêndios e lixo. Leia mais »

Funai delimita terra indígena do povo Suruí/Aikewar, no Pará

Em despacho publicado ontem, 25 de janeiro, o presidente da Funai, Márcio Meira, aprovou Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena (TI) Tuwa Apekuokawera, do povo indígena Suruí/Aikewar. A área delimitada encontra-se nos municípios de Marabá e São Geraldo do Araguaia, no Estado do Pará, e tem 11.764 hectares. Leia mais »

Comitê Regional de Boa Vista constrói planejamento regional 2012 durante a 2ª Reunião Ordinária

Uma nova política de atendimento construída a partir da realidade de cada comunidade indígena, respeitando as diferenças culturais de cada povo e acima de tudo que contemple os anseios de um novo contexto social e econômico da população indígena, foram uma das principais discussões durante a 2ª Reunião Ordinária do Comitê Regional de Boa Vista/RR.

Leia mais »

Projeto no Senado pode colocar em xeque todas áreas indígenas do país

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado pode votar já na semana que vem uma proposta de emenda à Constituição que dificultará a criação de unidades de conservação e deixará sob ameaça todas as terras indígenas do país.

Leia mais »

Evo entre o desenvolvimentismo e a Pacha Mama

Evo Morales encontra-se em seu pior momento político desde que assumiu a presidência da Bolívia em 2005. O motivo: os protestos indígenas contra a construção de uma estrada que deveria atravessar a reserva natural do território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure e sua posterior repressão. A contradição que ele enfrenta é: optar por uma política desenvolvimentista ou sustentar os princípios eco-indigenistas que o levaram ao poder. O artigo é de Oscar Guisoni.

Leia mais »

Índios libertam funcionários da Funai na divisa do PA com MT

Sete funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) e da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) foram libertados pelos índios das etnias munduruki, kayabi e apiaká, que vivem entre os Estados do Mato Grosso e do Pará. Leia mais »

PF apreende armas de uso militar em aldeia indígena do Amazonas

PF investiga participação de índios no narcotráfico.
Um dos fuzis possui o símbolo do Exército peruano.

Do G1 AM

A Polícia Federal (PF) apreendeu grande quantidade de armamento em uma aldeia indígena do município de Tabatinga, a 1.106 km de Manaus, na região do Alto Solimões, interior do Amazonas.

No arsenal estão um lançador de granada, dois fuzis de fabricação belga com 18 carregadores, uma sub-metralhadora ponto quarenta, uma pistola calibre nove milímetros, além de munições intactas. Todas as armas estão com a numeração raspada. Um dos fuzis possui o símbolo do Exército peruano.

Segundo a Polícia Federal, as armas entraram no Brasil pelo Peru e pertenciam ao grupo de um traficante peruano conhecido como “Ravier”, preso em março deste ano pela PF. O peruano é acusado de liderar o tráfico internacional de drogas na fronteira entre o Brasil, Peru e Colômbia.

O delegado da PF, Alexandre Rabelo, disse que as pessoas responsáveis pelo armamento foram presas e encaminhados ao presídio de Tabatinga. A PF não descarta a participação de índios no esquema de narcotráfico. “Todos os indícios serão investigados. Vamos apurar todas as possibilidades”, disse.
Todo o armamento apreendido era vigiado por dois colombianos dentro da aldeia Ticuna do Umariaçú, a poucos metros do Município de Tabatinga.
Os colombianos presos devem responder pelos crimes de tráfico de armas de fogo de uso restrito e associação para o tráfico. A pena pode chegar até nove anos de prisão.

Índios Guarani-Kaiowá resistem à ordem de remoção em fazenda que consideram terra ancestral

Cerca de 40 famílias de índios Guarani-Kaiowá, aproximadamente 150 indígenas da comunidade Laranjeira Nhanderú, tentam desde fevereiro de 2008 ocupar uma reserva legal no fundo da Fazenda Santo Antônio da Nova Esperança, em Rio Brilhante, sul de Mato Grosso do Sul. Conforme o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), instituição ligada à Igreja Católica, os índios acreditam que ali é sua terra ancestral.

Um dos proprietários da fazenda, Júlio César Cerveira, disse à Agência Brasil que as terras pertencem à sua família desde o final da década de 1960 e que há, na região, títulos datados do século 19. “Nunca teve índio ali”, assegurou. Júlio César é um dos seis integrantes da família que alega ser proprietária da fazenda. Eles conseguiram na 2ª Vara da Justiça Federal em Dourados a reintegração de posse da área reivindicada pelos indígenas.

A ordem, do juiz federal substituto Márcio Cristiano Ebert, estabelecida no dia 27 de julho, é para que os índios desocupassem a área até o final de agosto. Segundo o juiz, cabe à Fundação Nacional do Índio (Funai) comunicar a decisão aos afetados pela medida, bem como providenciar o transporte dos índios para um terreno público, oferecido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Dois técnicos da Funai estiveram na última esta sexta-feira (23) na área ocupada.

Conforme o coordenador do Cimi em Mato Grosso do Sul, Flávio Vicente Machado, a área ofertada não serve para acolher os indígenas. “Não tem mata, não tem água. Ir para aquele lugar não é uma hipótese que os índios considerem”, avaliou. O terreno foi oferecido pelo Dnit, em setembro de 2009, quando os índios estavam acampados às margens da BR-163, após terem sido despejados pela primeira vez da Fazenda Santo Antônio da Nova Esperança. Os índios voltaram para a fazenda após o Dnit conseguir na Justiça que fossem removidos da beira da estrada.

Para o advogado do Cimi, Rogério Batalha Rocha, “o Judiciário não está ponderando a demora da Funai em concluir o processo de identificação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul”, disse referindo-se aos estudos de identificação e demarcação de seis terras indígenas nas bacias dos rios Apa, Dourados, Brilhante, Ivinhema, Iguatemi e Amambaí. Segundo ele, o processo de demarcação deveria ter sido concluído no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com a Procuradoria Regional da República da 3ª Região (Ministério Público Federal), os estudos em curso indicam que “a parte da Fazenda Santo Antônio da Nova Esperança é área de ocupação tradicional do grupo que ali se instalou pelo que os direitos daquela comunidade restam intactos, porquanto imprescritíveis e podem ser exercidos desde já”.

A fazenda está arrendada para terceiros que se dedicam à lavoura de arroz e à pecuária. A propriedade tem cerca de 450 hectares e a área reivindicada pelos índios tem uma área estimada em 30 hectares. Para Cerveira, um dos donos do imóvel, é impossível o convívio com os índios. “Eles incomodam.”

Em Mato Grosso do Sul, vivem cerca de 45 mil índios das etnias Guarani-Kaiowá e Guarani-Nhandéwa. Cerca de 3 mil índios vivem em 22 acampamentos de beira de estrada nas rodovias do estado.

 

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com