ICMBio garante uso de castanhais por quilombolas

Os quilombolas da Reserva Biológica do Rio Trombetas, em Oriximiná, no oeste do Pará, vão poder continuar explorando os castanhais da área. A decisão foi tomada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que acatou recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e prorrogou um termo de compromisso que ordena o uso dos castanhais pelas comunidades quilombolas.  

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“Precisamos tornar mais interessante produzir com a floresta”

Que a Amazônia é rica, todo mundo sabe. Que ela é melhor com as árvores na vertical e todas as suas espécies coexistindo também. O grande pulo do gato é fazer isso acontecer de verdade. Para o economista e consultor em sustentabilidade João Tezza Neto, isso passa obrigatoriamente por fazer com que seu valor econômico fique interessante e rentável para as empresas que pensem em explorá-la. Especialista em elaboração e análise de projetos de desenvolvimento econômico e socioambiental na Amazônia, Tezza Neto foi diretor de Mercado da Secretaria de Floresta e Extrativismo do Estado do Acre e de Negócios Florestais da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Estado da Amazônia, além de superintendente técnico-científico da Fundação Amazônia Sustentável. Hoje presta consultoria para diversas empresas e associações e conversou com ÉPOCA sobre a situação atual e os rumos da economia florestal no Brasil.

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Projetos do MMA em terras indígenas iniciam fase de execução

Os projetos dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) de Terras Indígenas que foram contemplados com financiamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) começam a ser executados. “A contratação das entidades que propuseram os projetos está sendo concluída esta semana”, explica o analista ambiental e assessor técnico do Departamento de Extrativismo do MMA, Jânio Coutinho. A chamada pública para envio dos projetos se encerrou em 14 de junho de 2013.    Leia mais »

Brasil completa 10 anos de apoio à preservação com desenvolvimento

As políticas dedicadas aos extrativistas estão aumentando e recebendo acréscimo de investimento nos últimos dez anos. Povos e comunidades tradicionais, como ribeirinhos, quilombolas, seringueiros, quebradeiras de coco de babaçu, povos indígenas, ciganos e de terreiro, entre outros, cresceram em importância e estiveram na pauta do Ministério do Meio Ambiente e do governo federal.   Leia mais »

Uso das reservas extrativistas divide opiniões de acrianos

Vinte e cinco anos depois do assassinato de Chico Mendes, as reservas extrativistas idealizadas por ele são um diferencial de áreas preservadas em meio a desmatamentos e longos pastos para a criação de gado. O modo de vida nesses locais não mudou muito: a simplicidade é a característica mais marcante. Leia mais »

Relator ONU: Se requieren “nuevos modelos extractivos” compatibles con derechos de PP.II.

Luego de un largo proceso de examinar la actividad de las industrias extractivas y su impacto en los pueblos indígenas en diversas partes del mundo y escuchar las opiniones de gobiernos, empresas y representantes indígenas el Relator Especial James Anaya hizo público su informe sobre el tema con importantes conclusiones. Se trata del informe: Las industrias extractivas y los pueblos indígenas que presentará el Relator Especial sobre los derechos de los pueblos indígenas ante el Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas en septiembre de 2013. Leia mais »

Pauta extrativista é fortalecida

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) unificará propostas para o Plano de Ação Nacional para o Fortalecimento do Extrativismo. Nesta sexta-feira (15/03), foi publicada, no Diário Oficial da União, portaria que cria o Núcleo de Articulação e Monitoramento da Pauta Extrativista. O grupo será formado por representantes do MMA e órgãos vinculados e tem o objetivo de alinhar o posicionamento que será defendido durante o desenvolvimento do plano, previsto para ser lançado em junho de 2013 com alternativas para questões como infraestrutura e inclusão social dessas comunidades. Leia mais »

PA – Instituto Chico Mendes aprova acordos de gestão para duas reservas extrativistas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou hoje (25) as regras de acordo de gestão para duas reserva extrativista (Resex) no Pará. Foram beneficiadas a Resex Terra Grande-Pracuúba, na Ilha de Marajó, nos municípios de Curralinho e São João da Boa Vista, e a Resex Arióca Pruanã, localizada no município de Oeiras. As portarias que aprovam os acordos foram publicadas no Diário Oficial da União.    Leia mais »

Amazônia – Aproveitamento ecológico do pau-rosa impede extinção da espécie

A Floresta Amazônica é um mundo verde, com paisagens deslumbrantes. Bichos e plantas variados. Recursos e riquezas de todo tipo. Só que nessa região exuberante, grande parte dos moradores ainda têm renda e nível de vida bem abaixo da média nacional. Em outras palavras: floresta rica e povo pobre. Como vencer essa contradição?

Para o professor Lauro Barata, um químico renomado, uma parte da saída está na produção de óleos, elaborados com plantas nativas. “Estamos em cima da maior biodiversidade do planeta e ainda pouco utilizada. Temos milhares de plantas que podem ser aproveitadas e elas podem ser fonte de renda para pequenos produtores. É um potencial fantástico que está em nossas mãos e nós estamos fazendo o que é preciso fazer para transformar essa biodiversidade em produtos.”  Leia mais »

PA – Reserva extravista tem apoio

Representantes do governo federal anunciam, nesta segunda-feira (21/01), pacote de medidas de apoio à Reserva Extrativista Verde para Sempre, localizada no município paraense de Porto de Moz (569 km da capital Belém). Dentre as ações, estão previstas atividades de melhoria nas áreas de energia elétrica, infraestrutura (habitação, abastecimento e saneamento), apoio à assistência técnica e regularização ambiental. A reserva, criada em 2004, é uma unidade de conservação federal sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Hoje cerca de 2 mil famílias vivem na região, que está inserida em área de 1,2 milhão de hectares do bioma Amazônia. Leia mais »

MT – Investimentos garantem melhorias na produção de castanha de reserva extrativista

A Associação dos Moradores Agroextrativistas da Resex Guariba Roosevelt Rio Guariba – AMORARR, no extremo noroeste de Mato Grosso, firmou este mês contrato de empréstimo de 117 mil reais com a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab. O empréstimo foi concedido no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e servirá para pagar a castanha do Brasil coletada pelos moradores. A Associação tem um ano para pagar o empréstimo com juros de 3%. Leia mais »

Amazônia – Fórum discute relação entre empresas e comunidades extrativistas

Os números deveriam encher os olhos de qualquer economista. O valor econômico das florestas do mundo contribui com uma cifra equivalente a US$ 4,7 trilhões, segundo os cálculos divulgados pelo gerente executivo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Caio Magri. Ele alerta, no entanto, que a incapacidade dos governos de proteger, conservar e promover o uso sustentável dos recursos da floresta quase elimina as oportunidades de lucro. Leia mais »

MT – Extrativistas da Reserva Guariba-Roosevelt resgatam qualidade de vida

Os moradores da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, a única de Mato Grosso, localizada entre os municípios de Aripuanã e Colniza, na região Noroeste, vivem um importante momento de retomada e fortalecimento de suas atividades econômicas e culturais. Com o apoio do projeto Pacto das Águas, desenvolvido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aripuanã e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental, os extrativistas adotaram boas práticas de manejo na coleta e armazenamento da castanha-do-Brasil e na extração do látex das seringueiras. Como resultado dessas práticas, estão comercializando mais produtos, com mais qualidade e a um preço mais justo, que já reflete uma melhoria significativa na qualidade de vida dentro da reserva. Leia mais »

Governo quer usar extrativismo na Amazônia contra pobreza extrema

Com um laptop sempre à mão, o ex-seringueiro Manoel Cunha não tem dúvida sobre se é possível viver da floresta sem derrubá-la. “Dá sim, as famílias vivem bem e aprendem que não podem sair daqui”, diz, sem hesitar, o presidente do Conselho Nacional de Populações Extrativistas da Amazônia. Ele é um dos moradores da reserva do Médio Juruá, que explora sobretudo produtos não madeireiros, como a castanha do Pará, o açaí e o óleo da andiroba.

Oportunidade. Funcionários recebem fibras de juta no atracadouro da Companhia Têxtil Castanhal, em Manacapuru (AM)

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