Ibama treina brigada indígena para prevenir e combater incêndios florestais em Roraima

A mais nova brigada comunitária de combate a incêndios florestais no Brasil chama-se Turuka (Turucá) e é composta por indígenas da etnia macuxi, do extremo norte do estado de Roraima. Seu treinamento ocorreu na semana passada, ministrado por especialistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama. O nome da brigada é uma homenagem a uma montanha vizinha criada pelo deus Macunaíma, segundo o lendário local.

Brigada Indígena

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Faculdade brasileira só para indígenas.

Marcondes Nambla, 30 anos, morava até o ano passado em Curitiba (PR), para onde havia partido para estudar Ciências Sociais dois anos antes. Como muitos estudantes pelo País, deixou a sua família e amigos para mudar de cidade e conseguir uma melhor qualificação profissional.

Nambla poderia ser um típico universitário, mas ele é um cacique. Do povo Xokléng, de Santa Catarina, o índio conta que deixar a aldeia não foi fácil. “De repente você está em uma capital e não conhece ninguém, não tem amigo nenhum, é todo mundo competindo. Acaba se sentindo muito sozinho”, recorda.

Porém, desde 2011, Nambla vive uma realidade bem diferente. Ele faz parte da primeira turma de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), cujas aulas começaram em fevereiro. “Aqui é muito diferente, ficamos próximos. Só da minha terra indígena vieram 40 pessoas”, afirma o professor que ensiou o idioma xokléng para a sua tribo de 2000 a 2008. “A nossa língua estava se perdendo, na década de 90 apenas 30% do grupo Xokléng era bilíngue”, lamenta. Agora, frequentando o curso da UFSC, Nambla vai ter muito mais subsídios para ensinar a sua aldeia sobre a língua e a cultura indígena.

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Amazônia terá menos chuva e ficará mais seca no século 21, diz relatório do INCT

Diminuição de chuvas na Amazônia e no Nordeste do Brasil é um dos cenários projetados pelo relatório de atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), realizadas entre 2009 e 2010.

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Agricultores terão que desocupar floresta

As famílias que ocupam a Floresta Nacional de Roraima, localizada na região do Paredão, Município de Alto Alegre, terão que deixar a área por se tratar de reserva ambiental protegida pelo Ibama, segundo informou a superintendente do órgão, Nilva Baraúna.

Nilva Baraúna: “Essas pessoas podem inclusive ser penalizadas por crime ambiental”

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UFRR seleciona artigos para publicação de obras sobre a Amazônia

A Universidade Federal de Roraima (UFRR) está com inscrições abertas para seleção de 40 artigos científicos que irão compor uma coletânea de quatro livros a ser publicada pela editora da instituição. As inscrições devem ser feitas até o dia 8 de abril, das 9h às 11h30 e das 14h30 às 17h30, na editora da UFRR, anexa ao bloco IV do Campus Paricarana, ou pelos Correios. Os temas nos quais os artigos devem estar inseridos são: “Governabilidade e Fronteira: os desafios amazônicos”; “Amazônia: Terra e Água – degradação e desenvolvimento sustentável”; “Arte e Cultura na Amazônia: os novos caminhos”; e “Universidade, Ciência e Tecnologia na Amazônia – os desafios da produção intelectual”.

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Índios da Amazônia buscam apoio em Londres para luta contra Belo Monte

Três líderes indígenas denunciaram nesta terça-feira, em Londres, o grave impacto para suas comunidades e o meio ambiente das gigantescas hidrelétricas projetadas na bacia do Amazonas, que segundo eles provocarão destruição, inundações e o deslocamento de milhares de pessoas.

“Estamos aqui para mostra à comunidade internacional que não nos escutam e que o governo brasileiro está violando seriamente nossos direitos”, declarou Sheyla Yakarepi Juruna, representante da tribo Juruna no rio Xingu, no estado do Pará, onde está prevista a construção da hidrelétrica de Belo Monte, que seria a terceira maior do mundo.

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Funai faz recomendações para capacitadores nos temas mudanças climáticas e REDD

As instituições que oferecem formação para grupos indígenas começaram a receber, em fevereiro, a publicação “Diálogos Interculturais – povos indígenas, mudanças climáticas e REDD”. O material apresenta propostas de conteúdos e métodos a serem aplicados em capacitações que abordem esses assuntos.  

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Mais duas TIs são declaradas de posse permanente dos povos indígenas

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinou em 23 de fevereiro, duas portarias, declarando as terras indígenas (TI) Rio Negro-Ocaia, em Rondônia, e Lagoa Encantada, no Ceará, como de posse permanente dos povos indígenas Pakaanova e Jenipapo-Kanindé, respectivamente. As TIs passarão agora pelo processo de demarcação física, para posterior homologação pela Presidência da República.
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Hidrelétrica Bem-Querer é incluída no PAC

O Governo Federal incluiu no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a construção da Usina Hidrelétrica Bem-Querer, no rio Branco. A usina deverá ser construída nas proximidades da cidade de Caracaraí e terá potência instalada de 708 Megawatts, com investimento de R$ 3,8 bilhões. Estudos de viabilidade energético-econômica e socioambiental recomendam ainda a construção de mais três barragens menores em Paredão, no rio Mucajaí.

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2 mil Waimiri-Atroari desaparecidos na Ditadura

É justo e necessário o país se mobilizar pelos desaparecidos políticos da Ditadura no Brasil (1964-1984). Entretanto, por que não há o mesmo interesse na busca dos índios desaparecidos durante a Ditadura Militar por se oporem a política do governo sobre seus territórios? Em 1968, o Governo Militar invadiu com a rodovia BR-174, Manaus – Boa-Vista, o território Kiña (Waimiri-Atroari). Em 1975, pelo menos 2000 pessoas já haviam desaparecido, todos pertencentes ao povo Kiña. Isso porque se opunham ao processo de invasão de seu território imposto pelos militares.

Waimiri-Atroari na BR174 em 1985

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ONU apresenta plano econômico para desenvolvimento sustentável

As Nações Unidas apresentaram nesta segunda-feira (21) um estudo estratégico que, se colocado em prática, garantiria um futuro sustentável para o planeta através de investimentos no valor de US$ 1,3 trilhão por ano – ou 2% da riqueza gerada pela economia global – em dez setores-chave.

Esta mudança de paradigma em prol de uma “economia verde” também ajudaria a aliviar a miséria crônica, afirma o Programa Ambiental da ONU (UNEP, na sigla em inglês) em seu relatório, apresentado em uma reunião com mais de 100 ministros do Meio Ambiente em Nairóbi.

Achim Steiner, Diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente: "Desenvolvimento não pode vir às custas dos próprios sistemas que sustentam a vida"

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Agricultores se esforçam para recuperar cabeceiras do Rio Xingu

O Parque Indígena do Xingu é a maior reserva de floresta contínua de Mato Grosso. Mas seu equilíbrio está ameaçado pelo desmatamento das áreas que ficam em volta dele. Agricultores e ambientalistas trabalham para recuperar as cabeceiras do Xingu, o principal rio do parque indígena.

Mata ciliar desmatada perto da BR-080, limite norte do Parque Indígena do Xingu

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Sentencia a la Chevron-Texaco, un triunfo de la Humanidad

“La sentencia más esperada de los últimos 17 años acaba de hacerse pública”. Con esas palabras se difundió la noticia. Nicolás Zambrano, juez de la Corte de Nueva Loja, reconoció que la compañía norteamericana Chevron-Texaco es culpable de la destrucción ambiental y social que provocó en la Amazonía ecuatoriana, durante sus 26 años de operación.  El dañó que ocasionó la compañía Chevron-Texaco supera largamente la destrucción que ocasionó la BP en el Golfo de México. El Juez dictaminó que la Chevron-Texaco debe pagar al menos 8 mil millones de dólares por los daños causados. En la sentencia se dictamina también que la transnacional norteamericana debe pedir disculpas públicas en Ecuador y los EEUU a las víctimas por el crimen cometido. Si no lo hace en 15 días, el monto económico a pagar se duplicaría a más de 16 mil millones de dólares. Esta es, a no dudarlo, otra señal poderosa de la sentencia… el dinero no es todo !!!

La historia de este caso es larga…

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Cientistas criticam novo Código Florestal

 As duas principais organizações científicas do país publicam nos próximos dias um aguardado relatório sobre a nova versão do Código Florestal Brasileiro. O texto deve esquentar mais ainda o debate sobre a lei no Congresso.

No documento, a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) dirão que as áreas de preservação permanente, como matas em margens de rio, não podem ser alteradas.

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