Deputada pedirá investigação sobre a venda de sangue de índios da Amazônia por empresa dos EUA

Pelo Twitter, a deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) garantiu hoje, antes de embarcar para o Acre, que atuará na Câmara para esclarecer a venda de sangue de índios brasileiros pela empresa norte-americana Coriel Cell Repositories. Em seu site, a Coriel colocou à venda por US$ 85 (R$ 134, 98, na cotação do dia) amostras de células e de DNA de sangue das etnias Karitiana, Suruí e Ianomâmi. Também é possível encomendar sangue de indígenas do Peru, Equador, México, Venezuela e de diversos outros países. A prática foi denunciada esta semana em reportagem da Agência Amazônia.  Em seguida, o caso foi destaque na primeira página do jornal norte-americano The New York Times.

Dep Perpétua Almeida

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Se exploradas corretamente, Unidades de Conservação podem render R$ 6 bi ao ano

  O aproveitamento do potencial econômico das Unidades de Conservação (UCs), que cobrem 15% do território brasileiro, pode gerar pelo menos R$ 5,77 bilhões por ano, considerando um cenário conservador.  A conclusão é do estudo “Contribuições das Unidades de Conservação (UCs) para a Economia Nacional”, divulgado ontem (8).

Realizado com coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o documento tem como objetivo combater o mito de que as Ucs são espaços protegidos “intocáveis”, apartados de qualquer atividade humana. Leia mais »

Índios temem conflitos por terras na área de Belo Monte

A violência que tem atingido o Estado do Pará nas últimas semanas começa a se aproximar das aldeias indígenas do complexo do Xingu, região onde será construída a usina hidrelétrica de Belo Monte.  A crescente pressão sobre as aldeias é feita por grileiros de terras e fazendeiros da região.  As terras indígenas Juruna do Km 17, Apyterewa, Arara da Volta Grande do Xingu e Paquiçamba, todas localizadas na área de influência da hidrelétrica de Belo Monte, são os principais alvos dos possíveis conflitos.As informações foram relatadas ao Valor pelo presidente da Associação dos Índios Moradores de Altamira (Aima) e líder do Conselho Indígena do município paraense, Luiz Xiporia.  “Há um clima de tensão muito forte em toda a região, os índios que vivem no entorno de Belo Monte passaram a ser constantemente ameaçados de morte”, conta Xiporia, que pertence à aldeia Apyterewa.  “Nós precisamos dialogar e agir.  Se nada for feito, poderá haver uma catástrofe na região”, diz ele. Leia mais »

Ibama multa desmates dentro do Praialta-Piranheira em Nova Ipixuna

O Ibama identificou até agora 23 lotes onde ocorreram desmatamentos e exploração irregular de madeira no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Essas áreas, juntas, somam 340 hectares de florestas degradadas que começaram a ser alvos das autuações e embargos do instituto. As multas apenas por desmatamento poderão chegar a R$ 1,7 milhão, após a responsabilização de todos os envolvidos.

Proposta agroextrativista cede lugar ao pasto e ao carvao

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Alteração do Código Florestal terá impactos significativos, diz estudo do Ipea

Um comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicado nesta quarta-feira, 8, informa que a alteração do Código Florestal Brasileiro, aprovada na Câmara, terá impactos significativos “sobre a área com vegetação natural existente nos biomas brasileiros e sobre os compromissos assumidos pelo Brasil para a redução de emissões de carbono”. Por conta disso, o estudo indica a importância de serem buscadas alternativas para viabilizar a aplicação efetiva das leis ambientais, com o objetivo de “conciliar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental”.

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Ibama desarticula tráfico de fauna no sudoeste de Minas Gerais

Na última quarta-feira (01/06), apreenderam 36 pássaros da fauna silvestre brasileira, conhecidos como trinca-ferro, além diversas gaiolas, transportadores de pássaros e uma armadilha para captura e 224 caixinhas vazias de leite longa vida. A apreensão ocorreu no distrito de Aparecida do Oeste, zona rural do município de Santo Antônio do Amparo/MG . Os infratores foram multados R$ 54 mil; os pássaros e demais petrechos apreendidos foram depositados no Escritório Regional do IBAMA em Lavras.

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Justiça determina demarcação de terra indígena no Pará

A Justiça Federal em Santarém determinou à FUNAI que publique em trinta dias o relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Maró, localizada no rio Arapiuns. A Terra Indígena Maró fica dentro da Gleba Nova Olinda I, próxima à Santarém, local de intensos conflitos entre indígenas, comunidades tradicionais e madeireiros. A decisão determina ainda o pagamento de multa diária caso haja descumprimento por parte da FUNAI.

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INPE sobrevoa áreas de desmatamento no MT

De 1º a 3 de junho, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoaram o norte do Mato Grosso para verificar alertas de desmatamento indicados pelo DETER. Nesta região, de grande incidência de desmatamento, foram vistoriados cerca de 90 pontos de alerta que, somados, chegam a 200 km².

Foto de área identificada como desmatamento por corte raso pelo DETER, no município de Porto dos Gaúchos (MT)

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Procuradoria entra com ação contra Belo Monte

A representação do Ministério Público Federal (MPF) no Pará ajuizou ontem uma ação civil pública com a qual questiona o licenciamento da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. Na semana passada, após meses de polêmica, o Ibama concedeu autorização para a construção da usina ao consórcio Norte Energia. Segundo o MPF, trata-se da 11ª ação submetida à Justiça com o objetivo de impedir a obra.

Também ontem, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou em público pela primeira vez desde que a autorização para a instalação da usina foi concedida. Ela chamou a licença de “robusta”e disse que técnicos do Ibama vão monitorar o cumprimento das exigências impostas ao consórcio. Leia mais »

Questão da água na Amazônia exige medidas urgentes

Esteve sempre implícita uma velha pauta permanente aos 100 jornalistas da Amazônia Legal que debateram o tema “Amazônia, comunidade e tecnologia social: Iteração e sustentabilidade” no II Encontro de Jornalistas do Norte, realizado de 29 a 31 de maio pela Fundação Banco do Brasil: a água. Até porque a assembléia foi instalada em Porto Velho, situada na margem direita do rio Madeira, maior afluente também da margem direita do Amazonas, no qual deságua a leste de Manaus. Como se vê, trata-se, aqui, do Mundo das Águas, o subcontinente amazônico.

Navios-tanque traficam água de rios da Amazônia

O especialista em recursos hídricos Flávio Carvalho, da Agência Nacional de Águas (ANA), fez uma exposição aos jornalistas, informando-os sobre alguns dados básicos. A água doce representa 2,5% da massa líquida do planeta; desses 2,5%, somente 0,3% são fluviais – quase toda a água doce encontra-se em geleiras e aqüíferos. O Brasil detém 12% da água doce do mundo e 73% disso estão na Amazônia. A vazão do rio Amazonas, segundo Flávio Carvalho, é de 130 mil metros cúbicos por segundo. Leia mais »

Proteção contra o efeito estufa

Pesquisa da Unesp aponta que a manutenção da palha da cana-de-açúcar no solo após a colheita ajuda a reduzir as emissões de gases que contribuem para o aquecimento global. Estratégia serve também para prevenir erosões no terreno

Boa parte do gás carbônico emitido para a atmosfera pode vir da respiração do solo. Pelo menos é o que apontam estudos realizados na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no Campus de Jaboticabal. A comprovação veio após dois anos de coleta de dados e análises realizadas durante o preparo da terra e colheita de cana-de-açúcar. Segundo os cientistas, a manutenção da palha da cana na superfície de plantações que adotam o sistema de colheita mecanizada contribui significativamente para a redução das emissões.

Extração de cana-de-açucar

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Mapa analisa 540 casos de conflitos ambientais

Extração ilegal de madeira da região amazônica, obras de infraestrutura, agropecuária e até a definição de áreas de proteção resultam, muitas vezes, em violência física e morte, prejudicando uma ou várias comunidades. Em Minas, 540 desses casos foram analisados e agora compõem o Mapa de Conflitos Ambientais.

O trabalho, que está disponível desde ontem no endereço www.conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br, é resultado de uma pesquisa desenvolvida por professores e alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Universidade Federal de São João Del Rei e a Universidade Estadual de Montes Claros. Leia mais »

Empreendimentos hidrelétricos podem causar estragos no Pantanal, afirmam MPF e MPE

Ministério Público Federal e Ministério Público de Mato Grosso do Sul recomendaram ao Ministério do Meio Ambiente a realização de Avaliação Ambiental Estratégica na Bacia do Alto Paraguai, com o objetivo de mensurar os impactos ambientais decorrentes da exploração intensiva do potencial hidrelétrico no planalto que circunda a planície pantaneira.

A suspensão dos licenciamentos ambientais em Mato Grosso do Sul e Mato grosso justifica-se pela necessidade de interromper a expansão dos empreendimentos antes que danos mais graves sejam causados ao pantanal.

Bacia Hidrográfica do Paraná

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Desmate cai após gabinete de crise

Pouco mais de duas semanas após a criação do gabinete de crise para combater o aumento do desmatamento na Amazônia, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o ritmo das motosserras diminuiu a ponto de afastar a expectativa de que o abate de árvores em 2011 fosse maior do que o dos dois anos anteriores.

No auge da crise, quando os satélites apontaram que o desmatamento havia quintuplicado em março e abril, o governo chegou a estimar que a taxa anual poderia alcançar 8,8 mil quilômetros quadrados em 2011.

Area desmatada em Nova Ipixuna

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Demanda por alimento continua a pressionar florestas, diz estudo.

O desmatamento mais lento e a maior consciência sobre o valor das árvores podem chegar tarde demais para salvar as maiores florestas tropicais do planeta, de acordo com um estudo mundial publicado nesta terça-feira.

As florestas tropicais estão sob ameaça pela pressão para produção de alimentos e biocombustíveis, bem como para o plantio de árvores de crescimento rápido, destinadas à fabricação de madeira, combustível ou papel.

A consciência sobre a proteção florestal está crescendo nos países tropicais, onde está havendo maior interesse por colheitas sustentáveis, especialmente no Ocidente, mas talvez não com a rapidez suficiente para conter o crescimento da demanda mundial por alimentos, disse Duncan Poore, coautor do estudo e ex-diretor da União Mundial para a Conservação da Natureza.

Duncan Poore

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