Dá pra entender?

Por Moacir Rodrigues *

As autoridades brasileiras que tratam sobre o meio ambiente jogam ao ar imagens via satélite sobre desmatamentos criminosos em vários pontos do território e, vez por outra, fazem incursões, com utilização da Polícia Federal e do Exército, para multar madeireiras que atuam de maneira ilegal e, em outras, para destruir grandes plantações de maconha e laboratórios de drogas construídos clandestinamente, no meio do mato.

Um trabalho árduo, sem dúvida, e que exige esforço e muita coragem, considerando que as forças-tarefa deslocadas para o meio da selva vão encontrar resistência e, inclusive, de homens bem armados.

O que não se pode entender, no entanto, é que são mostrados mapas televisivos apontando as irregularidades, através de grandes áreas desmatadas ou de grandes plantações de maconha, provando que o crime continua ativo, muito embora o esforço dos pequenos contingentes ser deslocado, vez por outra, para as áreas de conflitos.

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Sedam flagra novo golpe de madeireiros

Alguns madeireiros de Rondônia estão utilizando um novo golpe para driblar a fiscalização dos órgãos de proteção ambiental. É a utilização das placas de identificação da cadeia de custódia dos planos de manejo. Desta forma é possível transportar árvores extraídas ilegalmente sem chamar muita atenção. A fraude foi descoberta no final de semana, quando dois carregamentos de madeira foram apreendidos em operação de combate ao desmatamento no município de Cujubim.

A fraude consistia em colocar as plaquetas da cadeia de custódia em árvores que foram retiradas ilegalmente de áreas de reserva legal de propriedades particulares ou de florestas públicas – através da cadeia de custódia é possível saber a localização exata e a essência florestal de cada árvore de um plano de manejo legalizado.

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Estado do Amazonas e Funai iniciam execução integrada da política indigenista

O comitê gestor do Plano de Atuação Integrada entre o Estado do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai) foi instalado em 06 de Julho, em Manaus (AM), com a primeira reunião de trabalho. A nova instância, com representação de 30 instituições governamentais e não governamentais que trabalham com a questão indígena no estado, vai gerir e acompanhar a execução das ações de etnodesenvolvimento nas áreas de saúde, educação, esporte, cultura, pesquisa, meio ambiente, manejo de recursos naturais, infra-estrutura, fomento e desenvolvimento regional, previstas no Plano.

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Amazônia: a menina dos olhos do mundo

Símbolo de biodiversidade: antes ameaçado pela caça, o peixe boi amazônico encontra-se agora protegido em muitas reservas

Já foi dito que a Floresta Amazônica é um universo de vida tão vasto e influente que a própria vida na Terra está intimamente ligada a ela. Não é à toa, portanto, que nos últimos anos a maior extensão de floresta tropical do planeta se tornou palco de atenção e preocupação mundiais. Em tempos de mudanças climáticas, o território antes chamado de “pulmão do mundo” agora é visto como “o grande ar-condicionado”, que ameniza o clima planetário enquanto os países desenvolvidos emitem toneladas de gases de efeito estufa. Isso porque a vegetação da Amazônia guarda um estoque inimaginável de carbono. Se liberado na atmosfera pelas queimadas e pelo desmatamento, o gás resultante desse elemento químico paradoxalmente essencial à vida – o dióxido de carbono (ou CO₂) – pode alterar de forma perigosa o clima da floresta e do planeta a níveis insuportáveis para todos os seres vivos.

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Governo faz mutirão contra impacto socioambiental em Belo Monte

O governo começou ontem (18) na região da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), uma força-tarefa para tentar reduzir os impactos socioambientais da obra. Onze municípios deverão ser atendidos pelo mutirão, que inclui medidas de regularização ambiental e fundiária e ações de saúde.

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Governo quer aumentar produção de grãos em MT sem derrubar árvores

Apesar das intensas campanhas contra o desmatamento em Mato Grosso, o governador Silval Barbosa (PMDB) defendeu que o estado se mantenha no ranking de maiores produtores de grãos do país e, ainda, aumente a produtividade.

Ministra de Meio Ambiente diz não ser contrária ao desmatamento.

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Secretários de estado da Amazônia Legal debatem mudanças no Código Florestal

A possibilidade de aumentar o desmatamento em municípios onde existem Unidades de Conservação e Reserva Legal trazida pelo polêmico texto do novo Código Florestal brasileiro é uma preocupação apontada pela secretária Nádia Ferreira, titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS).

Secretária Nádia Ferreira alerta para ampliação da área que ficará vulnerável

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Energia no Brasil é limpa, mas cara e desperdiçada, diz físico da UFRJ

Apesar de mais limpa, a energia no Brasil é muito mais cara e desperdiçada que em outros países, disse nesta sexta-feira (15) o físico Luiz Pinguelli Rosa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante a 63ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia.

Professor Luiz Pinguelli Rosa, da UFRJ, fala sobre energia e hidrelétricas durante a SBPC

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Boletim Risco de Desmatamento Agosto de 2011 a Julho de 2012

Estudo feito pelo instituto Imazon sobre risco de desmatamento em municípios, Áreas Protegidas, Assentamentos e áreas privadas, devolutas ou sob conflitos por posse, para o período de agosto de 2011 a julho de 2012, estimado pelo modelo de risco de desmatamento desenvolvido pelo próprio instituto. O resultado do modelo é um mapa de probabilidade de desmatamento na Amazônia em células de 1 quilômetro quadrado.

Boletim Risco de Desmatamento Agosto de 2011 a Julho de 2012

 

 

Estudo do Imazon prevê aumento do desmate na Amazônia até julho de 2012

Um estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que o desmatamento do bioma deve subir no período de agosto deste ano a julho de 2012. A maior parte das florestas sob risco está no Pará.

O boletim, estima para o período analisado uma taxa de desmatamento anual de 7.134 km² – um aumento de 10,5% em relação ao observado em 2009/2010, quando foram destruídos 6.451 km² de floresta.

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Estudo mostra que floresta absorve 1/3 do CO2 emitido no ar

As florestas do mundo absorvem um terço de dióxido de carbono (CO2) que é oriundo da queima de combustíveis fósseis na atmosfera, segundo um estudo internacional que alerta paralelamente para as consequências dramáticas do desmatamento no contexto do aquecimento global.

“Se amanhã suspendermos o desmatamento, as florestas existentes e aquelas em estado de reconstituição absorverão a metade das emissões de combustíveis fósseis”, ressaltou Pep Canadell, coautor do estudo divulgado pela revista americana “Science”.

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Ibama identifica comércio virtual de madeira ilegal em Rondônia

Ações de inteligência da fiscalização do Ibama em Rondônia, executadas pela Operação Portal, identifica comércio virtual de crédito de madeiras oriundo de Brasília-DF. A investigação detectou que uma única madeireira recebeu 20 Documentos de Origem Florestal – DOF, que totalizam cerca de 750 m3 de madeira serrada, o volume equivalente a 30 carretas bi-trem, de essências nobres como Ipê, Cumaru, Jatobá, Maracatiara, dentre outras, apenas virtualmente.

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Emissões de Gases de Efeito Estufa dos Reservatórios de Hidrelétricas – Implicações de uma Lei de Potência

Documento de autoria Salvador Pueyo e Philip M. Fearnside, pesquisadore do IC3 e do Inpa, respectivamente, a respeito das conseqüências das Usinas Hidrelétricas para o efeito estufa. Fato subestimado em quase 80% do valor real.  

Emissões de Gases de Efeito Estufa dos Reservatórios de Hidrelétricas – Implicações de uma Lei de Potência

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As hidrelétricas poluem quatro vezes mais que o estimado, segundo um estudo do IC3 e INPA

A emissão de gases que contribuem para o “efeito estufa” de hidrelétricas é quatro vezes maior do que se pensava, segundo um estudo do Instituto Catalão de Ciências do Clima (IC3) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), do Brasil.

UHE Tucuruí

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Inpa realiza ”Feira de Ciências Indígena” em Roraima

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) realiza hoje (14), em Roraima (RR), a apresentação das atividades que complementam o projeto “Feira de Ciências Indígena”, coordenado pela pesquisadora Sonia Alfaia, da Coordenação de Pesquisas em Ciências Agronômicas (CPCA) do Instituto, que apóia atividades escolares e comunitárias relacionadas ao ambiente e cultura regional. A engenheira florestal Rachel Pinho, bolsista do INPA, é a coordenadora de campo e organiza as atividades do projeto.

Os viveiros comunitários construídos no âmbito do projeto, produziram mais de 20 espécies fruteiras e madeireiras, que foram plantadas junto com espécies agrícolas em sistemas agroflorestais.

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