Agência da ONU coopera com Brasil e outros países amazônicos para COP-30

Em entrevista à ONU News, chefe do Unops aponta desafios como acesso à energia, combate à pobreza e à descarbonização; caminho a seguir envolve mais fundos, políticas e concretização, segundo o diretor-executivo Jorge Moreira da Silva.

Brasil se prepara para receber o mundo inteiro num evento que dependerá de fundos e outros componentes de logística e infraestrutura – Opas/WHO//Karen González Abril – Postada em: ONU NEWS

O Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos, Unops, está interessado em apoiar a agenda do Brasil e dos demais países amazônicos para que estes possam atingir suas metas gerindo o território.

As afirmações são do diretor-executivo da agência, Jorge Moreira da Silva, dois meses após a ONU anunciar que a Cúpula do Clima, COP-30, será em Belém do Pará. O evento está previsto para novembro de 2025.

 Mobilizar a comunidade internacional  

“Em relação ao Brasil, há neste momento, uma grande expectativa com a preparação da COP (30) das Alterações Climáticas, no Brasil. O presidente Lula está a mobilizar a comunidade internacional, e em especial, os Estados da Amazônia para a preparação desta COP. E, portanto, é evidente que na agenda climática e de energia, e biodiversidade, a Unops tem o maior interesse em contribuir para essa agenda. Por exemplo, na área da energia, parece-me evidente que vai ter que haver um reforço, de grande escala, do investimento de energia.”

Para Jorge Moreira da Silva, o Brasil se prepara para receber o mundo inteiro num evento que dependerá de fundos e outros componentes de logística e infraestrutura.

“Há uma situação paradoxal: nós temos quase 1 mil milhões de pessoas no mundo (ou 1 bilhão) sem acesso à eletricidade, na mesma altura, em que precisamos que os países em desenvolvimento recebam US$ 1 trilhão de dólares por ano para a descarbonização no setor da energia. Portanto, há um duplo desafio na energia que é o acesso à energia e o combate à pobreza e à descarbonização. Ora, parece-me evidente que quando olhamos para esses desafios, é preciso mais financiamento, é preciso mais política, mas como disse há pouco, também é preciso também capacidade de concretização.”

Concentração de gases de efeito estufa 

De volta ao Brasil 33 anos depois, o maior evento global que aborda a situação das mudanças climáticas deverá fazer eco da Cúpula do Clima, ECO-92, organizada pelas Nações Unidas no Rio de Janeiro, em 1992.

Foi nesse evento em que representantes de todas as regiões do mundo concordaram com o tratado para estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera.

Em 2012, o Rio de Janeiro voltou a abrigar a Conferência sobre Clima para marcar o aniversário do primeiro evento na cidade.

Na próxima conferência anual, em 2025, o encontro deverá debater financiamento para proteção ambiental, desmatamento da Amazônia e outros tópicos com a presença de líderes internacionais, governos, sociedade civil e setor privado.

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