Descarbonizar energia poupará US$ 12 trilhões até 2050, diz Oxford

Além de ganhos econômicos e ambientais, substituir combustíveis fósseis amplia o acesso à energia limpa em todo o mundo

A transição global para um sistema de energia descarbonizado até 2050 permitirá ao mundo economizar 12 trilhões de dólares em comparação com a continuação dos níveis atuais de uso de combustíveis fósseis. Esta é a principal conclusão de um estudo revisado por pesquisadores da Universidade de Oxford e publicado nesta terça-feira, dia 13 de setembro, na revista Joule.

A pesquisa mostra um cenário vantajoso para todos: a rápida transição para a energia limpa resultaria em custos mais baixos dos sistemas energéticos, ao mesmo tempo em que forneceria mais energia para a economia global, expandindo o acesso para mais pessoas em mais partes do mundo.

Para chegar a esta conclusão, os estudiosos analisaram milhares de cenários de custos de transição produzidos pelos principais modelos do setor energético e utilizaram dados sobre 45 anos de custos de energia solar, 37 anos de custos de energia eólica e 25 anos para armazenamento de baterias.

Eles descobriram que o custo real da energia solar caiu duas vezes mais rápido do que as projeções mais ambiciosas desses modelos, revelando que nos últimos 20 anos os modelos anteriores sobrestimaram muito os custos futuros da energia limpa.

“Modelos anteriores que estimavam custos elevados para a transição dissuadiram as empresas a investir e deixaram os governos cautelosos para cortar a dependência de combustíveis fósseis”, diz o autor principal da pesquisa, Rupert Way, pós-doutorando da Universidade de Oxford. “Mas os custos da energia limpa caíram acentuadamente na última década, muito mais rapidamente do que esses modelos previam.”

Desde a guerra russa contra a Ucrânia, os custos da energia fóssil dispararam, causando inflação em todo o mundo. Este estudo, realizado antes da crise atual, leva em conta tais flutuações, utilizando dados de mais de um século de preços de combustíveis fósseis. A atual crise energética ressalta as conclusões do estudo, demonstra os riscos de continuar a depender de combustíveis fósseis caros e inseguros e confirma que a resposta à crise está na aceleração da transição para energia limpa.

“O mundo está enfrentando uma crise de inflação simultânea, crise de segurança nacional e crise climática, todas causadas por nossa dependência de combustíveis fósseis de alto custo, inseguros, poluentes e com preços voláteis”, avalia Doyne Farmer, professor de Oxford e líder da equipe que conduziu o estudo. “Há um equívoco generalizado de que mudar para energia limpa e verde será doloroso, caro e significará sacrifícios para todos nós – mas isso é simplesmente errado.”

Mais rápido, mais barato

O cenário de “Transição Rápida” do estudo mostra um futuro realista possível para um sistema de energia livre de fósseis por volta de 2050, fornecendo 55% mais serviços de energia globalmente do que hoje, aumentando a energia solar, eólica, baterias, veículos elétricos e combustíveis limpos como o hidrogênio verde (feito de eletricidade renovável).

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