Biólogo orienta o que fazer em caso de picadas de cobra

Entrevistado explica que o principal é estar atento ao que não fazer, além de ter cuidado com as crendices

Foto postada em: EBC Rádios

Hoje é o Dia Internacional de Atenção aos Acidentes Ofídicos. E para saber como devemos proceder quando alguém é picado por uma cobra, o Tarde Nacional conversou com o biólogo e diretor de Desenvolvimento Cultural do Butantan, Giuseppe Puorto.

“É importante tomar cuidado com mitos e crendices populares e manter a calma. Depois, tentar lavar o local com água e sabão para evitar possíveis infecções e procurar o serviço médico mais próximo, e, se a pessoa puder, deixar o membro atingido um pouco mais elevado.

O mais importante, observa o biólogo, é o que não se deve fazer de forma alguma em caso deste tipo de acidente. “Não se deve amarrar ou fazer torniquete no local. Quando uma pessoa é envenenada, o organismo dela deve brigar com duas coisas: a falta de circulação, caso seja feito o torniquete, e a concentração do veneno naquele espaço que ficou delimitado”.

Outra orientação de Puorto é não furar ou cortar o local, na intenção de que isso faça sair o veneno. “Isso não funciona. O veneno é injetado sob pressão dentro do corpo da pessoa”.

Em alguns lugares do país, acredita-se que colocar terra ou borra de café no local da picada ajuda de alguma forma, mas o biólogo rechaça que esta medida seja efetiva.

Ouça a entrevista completa no player acima.

Tarde Nacional Amazônia vai ao ar de segunda a sexta, no horário das 15hs às 17h, pela Rádio Nacional da Amazônia.

PUBLICADO POR: EBC RÁDIOS

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