Senadores vão ao Vale do Javari para investigar criminalidade na Região Norte

A Comissão Temporária Externa para investigar as causas do aumento da criminalidade e de atentados na Região Norte faz sua primeira diligência em viagem a Atalaia do Norte (AM). Acompanhamento da apuração das mortes do indigenista Bruno Araújo e do jornalista Dom Phillips e oitiva de indígenas sobre denúncias de violência foram algumas das ações dos senadores durante a diligência.

Postada em: Senado Federal

UMA DILIGÊNCIA DE SENADORES E DEPUTADOS EM ATALAIA DO NORTE, NO AMAZONAS, ACOMPANHOU A APURAÇÃO DO ASSASSINATO DE INDIGENISTA E DE JORNALISTA, ALÉM DE INVESTIGAR A VIOLÊNCIA CONTRA INDÍGENAS. REPÓRTER JANAÍNA ARAÚJO.

Senadores e deputados viajaram nesta quinta-feira para Atalaia do Norte, no Amazonas, para acompanhar as investigações sobre o assassinato do indigenista Bruno Araújo e do jornalista Dom Phillips. Os parlamentares também buscam informações sobre o aumento da violência contra os povos indígenas nas áreas de reserva.  Comissões externas temporárias foram criadas no Senado e na Câmara. Deputados vão monitorar a investigação no Vale do Javari e senadores querem também investigar as causas do aumento da criminalidade e de atentados na Região Norte. Presidente do colegiado, o senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá, enumerou alguns questionamentos que precisam de respostas:

RANDOLFE Por que uma base da Polícia Federal nas proximidades foi desativada? Quem está acompanhando e investigando este caso? Por que o trabalho da Funai foi desarticulado? Por que a ação do Ibama foi desarticulada? Essas são algumas das perguntas que a gente quer obter as respostas. Não é somente quem matou Dom e Bruno, é saber as causas por que Dom e Bruno vieram a ser assassinados.

Vice-presidente da comissão externa, o senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, ressaltou a importância do acompanhamento das investigações pelos parlamentares para garantir que o poder público tenha uma rápida atuação na apuração do crime.

CONTARATO A Justiça atrasada não é justiça. É necessário que o Estado se faça presente pra que essa apuração ocorra da forma mais célere, responsável, serena, pra que a população tenha uma resposta, as famílias dessas vítimas. Se o Estado não dá uma resposta eficiente e rápida, isso estimula a criminalidade. E isso nós não podemos permitir.

Atuando na viagem como relator substituto do senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, Fabiano Contarato afirmou que os parlamentares devem cobrar a atuação das autoridades conforme o Código de Processo Penal.

A comitiva em Atalaia do Norte é formada também pela senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, pelo senador Eduardo Velloso, do União do Acre, além de seis deputados federais.

Da Rádio Senado, Janaína Araújo. (transcrição) 

PUBLICADO POR:  SENADO FEDERAL

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