Nas imagens de Sebastião Salgado, a esperança de salvar a Amazônia

A exposição no Sesc Pompeia atrai os paulistanos que buscam a floresta viva. Reúne 205 fotos e vídeos com depoimentos de representantes indígenas

Xamã yanomami em ritual durante a subida para o Pico da Neblina, Estado do Amazonas, Brasil, 2014 – Foto: Sebastião Salgado – Postada em: Jornal da USP

Acreditar que é possível salvar a Amazônia com os seus rios, florestas e, especialmente, com a preservação do brio e cultura da vida indígena tem levado cerca de 150 mil pessoas até o Sesc Pompeia, em São Paulo. Nas 205 fotos em preto-e-branco de Sebastião Salgado, o público vê brotar o verde da floresta, a sombra das nuvens, o impacto das chuvas, o curso dos rios e o cotidiano de 12 comunidades indígenas. Imagens muito diferentes das que foram exibidas na mídia no decorrer de junho, quando o indigenista brasileiro Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados. A ameaça de morte aos defensores da Amazônia repercute e destrói.

Diante dessa realidade trágica, a exposição Amazônia, prorrogada para o dia 31 de julho, tem nova dimensão. Apresenta uma realidade que foi massacrada nos últimos anos e, ao mesmo tempo, sugere a importância de mudanças urgentes.

“São mais de 40 anos pesquisando a Amazônia. Nesta exposição há fotos de 1998, do início do ano 2000, em um total de 48 viagens”, conta Sebastião Salgado. “Eu aprendi o que são as chuvas na Amazônia, o que são os rios aéreos. Eu aprendi sobre a importância da integração do ser humano e com a biodiversidade, descobri que nós somos a biodiversidade.”

Sebastião Salgado, mineiro de Aymorés, nasceu em 8 de fevereiro de 1944. Formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo, fez mestrado na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP, concluído em 1967. E o doutorado, na Universidade de Paris, na França, em 1971. Mas, dois anos depois, decidiu ser fotógrafo. Uma carreira que começou manuseando a máquina fotográfica de sua então namorada e atual curadora e cenógrafa de Amazônia.

Sebastião e Lélia Wanick Salgado lembram que as imagens revelam “uma Amazônia desconhecida que surpreende com a cultura e a engenhosidade de seus povos, seus mistérios, sua força e sua incomparável beleza”. Reconhecem que “graças à impenetrabilidade da selva os povos puderam preservar seus modos de vida tradicionais por séculos. Mas hoje a sobrevivência dessa população e da floresta está seriamente ameaçada”.

ÍNTEGRA DISPONÍVEL EM:  Nas imagens de Sebastião Salgado, a esperança de salvar a Amazônia – #Jornal da USP

PUBLICADO POR:  JORNAL DA USP

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