Mais 6 línguas podem se tornar Referência Cultural Brasileira

Sociedade tem até 04 de agosto para se manifestar sobre as propostas de reconhecimento de línguas como Referência Cultural Brasileira.

Assembleia do povo Sakurabiat na Terra Indígena Mequéns. 2017 -Postada em: IPHAN

Por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU), nesta terça-feira (05), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, comunicou sobre a proposta de inclusão de mais seis línguas no Inventário Nacional de Diversidade Linguística (INDL) e seu reconhecimento como “Referência Cultural Brasileira”. São elas: o Iorubá, o Hunsrückisch, e as línguas indígenas Sakurabiat, Wari’, Salamãi e Kwazá.

A sociedade pode se manifestar sobre a proposta de inclusão das línguas no INDL até 04 de agosto. As manifestações devem ser enviadas por meio de formulário digital. Finalizado o prazo para manifestação da sociedade, os processos de reconhecimento de cada uma destas línguas serão submetidos à Comissão Técnica do Inventário Nacional de Diversidade Linguística (CTINL). A CTINDL é a instância interministerial responsável pela análise e deliberação sobre o reconhecimento de línguas como Referência Cultural Brasileira, conforme Decreto 11.119/2022.

Línguas

A língua Sakurabiat é uma das cinco línguas indígenas que compõem a família linguística Tupari, a segunda maior família do tronco Tupi. O idioma apresenta três variedades linguísticas (Guaratira, Siokweriat e Sakurabiat) e sua população étnica está distribuída em cinco aldeias da Terra Indígena Mequens, no estado de Rondônia.

Já os Wari’ possuem uma população estimada em 4.408 indivíduos, dos quais 4.248 mantêm residência em aldeias. É um dos únicos povos cuja língua pertence ao tronco/família linguística Txapakura. Também são conhecidos como Pacaás-Novos, Pakaa-Nova ou Orowari’ e estão distribuídos em terras indígenas também localizadas no estado de Rondônia.

Sobre a língua Salamãi, o estudo do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) concluiu que seus poucos descendentes moram nas cidades de Porto Velho e de Guajará-Mirim. O referido estudo sobre a língua subsidiou a emissão de parecer favorável (ao final da matéria) à inclusão da língua Salamãi no Inventário Nacional da Diversidade Linguística – INDL.

A língua Kwazá foi classificada como genealogicamente isolada, ou seja, trata-se de uma língua que não tem parentesco comprovado com outras línguas ou famílias linguísticas conhecidas. No território onde estão as comunidades Kwazá há uma grande diversidade étnica, caracterizando-o como um território multilíngue.

O Iorubá é uma língua afro-brasileira, falada sobretudo nas Casas Tradicionais de Matrizes Africanas de origem nagô/iorubá, onde os rituais e liturgias ainda são processados nesta língua. Em relação à escrita e à leitura, a língua iorubá possui grafia própria, elaborada no século XIX, sendo utilizada pelos membros da comunidade de referência, havendo tradição de textos escritos em diferentes gêneros discursivos, bem como extenso cancioneiro ritualístico.

Por fim, o Hunsrückisch, ou hunsriqueano, é uma língua desenvolvida a partir de uma base dialetal germânica, e se estabeleceu no Brasil com a vinda de imigrantes da Alemanha para os estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo, a partir do ano de 1824. No Brasil é falado principalmente em pequenos municípios e em áreas rurais. Trata-se de uma língua de herança falada e entendida por contingente numeroso de cidadãos brasileiros.

Formulários digitais para manifestação da sociedade e parecer técnico na íntegra

Sakurabiat – Parecer Técnico      /    Wari’ – Parecer Técnico

Salamãi – Parecer Técnico        /      Kwazá – Parecer Técnico

Iorubá – Parecer Técnico         /      Hunsrückisch – Parecer Técnico

Assessoria de Comunicação Iphan – PUBLICADO POR:   IPHAN

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