Após mortes, ONU faz apelo ao Brasil para prevenir ações ilegais em territórios indígenas

Escritório de Direitos Humanos lamenta profundamente assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philipps; porta-voz Ravina Shamdasani pede garantias de investigações imparciais e transparentes.

Porta-voz do Escritório da ONU, Ravina Shamdasani – UN Multimedia

O Escritório de Direitos Humanos da ONU lamentou profundamente os assassinatos do jornalista britânico Dom Philipps e do indigenista brasileiro Bruno Pereira, na Amazônia brasileira.

Dom Philipps e Bruno Pereira desapareceram na floresta amazônica no dia 5 de junho, quando seguiam em um barco para um contato com grupos indígenas. Um dos suspeitos teria confessado o assassinato e indicado à polícia o local dos corpos. Os restos mortais foram encontrados no dia 15 e encaminhados para Brasília, onde passam por perícia.

Uma nota divulgada pela porta-voz Ravina Shamdasani condena o “terrível e brutal ato de violência” e pede “às autoridades do Estado para garantir que as investigações sejam imparciais e transparentes”, além de garantir que as famílias das vítimas sejam reparadas.

Funai e Ibama  

O Escritório de Direitos Humanos da ONU lembra que “ataques e ameaças contra defensores de direitos humanos e povos indígenas, inclusive os que vivem em isolamento voluntário, continuam persistentes”.

As Nações Unidas fazem um apelo às autoridades brasileiras para que “aumentem os esforços para garantir que defensores de direitos humanos e indígenas estejam protegidos de todas as formas de violência e de discriminação por parte do Estado e de atores não-estatais”.

Outro pedido é para que o Brasil “tome medidas para prevenir e proteger territórios indígenas de ações ilegais, por meio do reforço de órgãos governamentais responsáveis pela proteção dos povos indígenas e do meio ambiente: Funai e Ibama”.

PUBLICADO POR:   ONU – NAÇÕES UNIDAS

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