3º Alerta de Cheias do Amazonas aponta aumento na frequência de eventos extremos em Manaus

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) apresentou, nesta terça-feira (31), a terceira edição do Alerta de Cheias do Amazonas de 2022. O evento que prevê a magnitude das cheias para Manaus, Itacoatiara e Manacapuru, divulgou que nos três municípios, os rios já superaram as respectivas cotas de inundação severa.

Postada em: SGB CPRM

A pesquisadora, Luna Gripp, afirmou que na capital amazonense, o rio Negro registra hoje a cota de 29,47 m, apresentando apenas uma pequena probabilidade, da ordem de 8%, de alcançar o evento máximo histórico observado no ano passado (30,02 m). A previsão é de que o rio atinja uma cota máxima de aproximadamente 29,65 m, podendo variar entre 29,47 m e 30,00 m. Ainda de acordo com a responsável pelo Sistema de Alerta Hidrológico do Amazonas (SAH Amazonas), houve um aumento nítido na frequência com que os eventos extremos atingem a capital amazonense, desde o princípio do monitoramento até os dias de hoje. Os dados apontam que seis das 10 maiores cheias de toda a série de Manaus aconteceram na última década. “A cheia de 2022, já está entre as oito maiores da série histórica, mesmo ainda não tendo chegado no fim do seu processo”, afirmou.

Manacapuru e Itacoatiara seguem a previsão para a capital. No município de Manacapuru, a previsão é de que o rio Solimões atinja um valor de aproximadamente 20,15 m, com um intervalo provável variando entre 19,90 e 20,50 m. A probabilidade de que o rio venha atingir a cota máxima histórica – de 20,86 m, registrada em 2021 – é de 2%. Em Itacoatiara, a previsão é de que o rio Amazonas atinja um valor aproximado de 14,85m, com variação entre 14,76 e 15,00 m. A probabilidade de que o rio venha superar a cota máxima (15,20 m em 2021) é também de 2%.

Ação das chuvas sobre os rios

O meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Renato Senna, explicou que para os primeiros meses de 2022, o fenômeno de resfriamento das águas do pacífico, conhecido como La Ninã, modificou os regimes de chuva trazendo um grande volume de chuvas para a região. Segundo a analista Deydila Bonfim, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a previsão para os três próximos meses é ainda de chuvas acima do normal nas bacias do rio Negro e Branco. O órgão, por meio de boletins trimestrais, avalia a situação climatológica de precipitação da região Amazônica, bem como os riscos para a população.

Estiveram presentes, também, na transmissão, o superintendente regional substituto de Manaus do SGB-CPRM, Nelisson Leão; o coronel da Defesa Civil Estadual do Amazonas, Clóvis Araújo Júnior; e, em vídeo, o coronel da Defesa Civil de Manaus, Fernando Paiva Pires.

Eduarda Vasconcelos
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Ministério de Minas e Energia

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