Cheias atingem a região Norte do país

Fortes chuvas vêm afetando diversos municípios da região desde o início do mês e capitais já começam a sofrer com as enchentes

O rio Envira, que banha a cidade de Feijó, foi um dos que apresentou nível de água acima do esperado – SGB CPRM

Uma série de rios que passam por municípios nos estados do Acre e Amazonas entraram, ao longo das últimas semanas, em situação de cheia. No Acre, o rio Branco ultrapassou a cota de inundação na capital do estado durante a madrugada de hoje (25) e o rápido aumento no nível do rio Negro pode causar enchentes em Manaus (AM). Além disso, seis municípios no interior do Acre e quatro no Amazonas decretaram situação de emergência por conta das cheias que atingiram a região ao longo do mês de março.

De acordo com os dados emitidos pelo Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) através do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), plataforma desenvolvida pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), o rio Branco, que já estava em estado de alerta desde a última quarta-feira (23), ultrapassou a cota de inundação na capital acreana às 3h45 de hoje. Depois de atingir a cota de 14 metros, o rio ainda subiu mais 63 centímetros ao longo da manhã antes de começar, às 12h45, a ter seu nível reduzido.

O governador do estado do Acre, Gladson Cameli, decretou situação de emergência nas cidades de Feijó, Tarauacá, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Jordão e Cruzeiro do Sul, que sofreram com inundações ao longo da última semana. Todos os municípios, com exceção de Sena Madureira, que continua enchendo, já estão apresentando vazante.

No estado do Amazonas, o município de Boca do Acre também decretou situação de emergência, na última quinta-feira (24). De acordo com a prefeitura da cidade, mais de 1600 famílias estão sendo atingidas pelo aumento no nível dos rios Acre e Purus. Segundo as últimas informações, a medição do nível da água apontava sete centímetros acima da cota de inundação, estipulada em 19 metros para o local. Os municípios de Guajará, Ipixuna, Envira e Eirunepé também decretaram estado de emergência por conta da subida das águas ao longo do último mês.

Rodrigo Fernandez
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil – CPRM
Ministério de Minas e Energia

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