O mistério da Little Holanda de 4 mil km² na floresta do Amazonas

Com a CPI das ONGs da Amazônia ganhando força no Senado – o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) já deu aval para a instalação – sumiu do ar o site da ONG Opção Verde, entidade criada por holandeses, que desde 2008 compra terras nas florestas na região da rica Coari (AM), onde há grandes reservas de gás no subsolo.

Para citar um caso, uma ativista holandesa tem em seu nome escrituras de área de 26 km x 86 km (estupendos 1.200 km²) de mata fechada. Outro ‘ongeiro’ holandês é do setor de energia. Seus nomes e fichas estão nas mãos do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que há anos vem citando casos concretos de compras de muitas terras na região da amazônica por estrangeiros.

Os dados oficiais – são os oficiais, registrados em cartórios de cidades do Amazonas – indicam que, só estes holandeses já compraram cerca de 4 mil km² de terras na região.

Há curiosidades nos informes do grupo para ambientalistas, que chegaram em dossiê ao Senado. A ONG Opção Verde, na justificativa para compras das terras, sugeria que o seu objetivo é preservar a floresta, criar um “sistema de monitoramento tropical”, capacitar e “controlar” os nativos, segundo narra o parlamentar.

A Opção Verde não está sozinha nisso. Há outras ONGs que têm estrangeiros residindo e comprando terras na região da Amazônia brasileira, em especial no Amazonas. Informações sigilosas também apontam que um dos bilionários fundos internacionais para preservação da floresta, com dinheiro repassado a ONGs, vem em parte de uma multinacional de exploração de alumínio em terras do Pará.

A CPI das ONGs da Amazônia já conta com assinaturas suficientes para ser aberta, os partidos já indicaram seus integrantes e foi lida em plenário. Falta instalar. Mas a agenda intensa de fim de ano pode empurrar a abertura da Comissão para 2022.

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