A Terceira Margem – Parte CCCII

Expedição Centenária Roosevelt‒Rondon 3ª Parte – X

Navaité Ponte Ten Marques

Navaité – P. Ten Marques (KM 100) 

A Cachoeira

(Castro Alves)  

Mas súbito da noite no arrepio
Um mugido soturno rompe as trevas…
Titubantes ‒ no álveo do Rio ‒
Tremem as lapas dos titãs coevas!
Que grito é este sepulcral, bravio,
Que espanta as sombras ululantes, sevas?
É o brado atroador da catadupa
Do penhasco batendo na garupa! […]  

Então doido de dor, sânie babando,
Com a serpente no dorso parte o touro…
Aos bramidos os vales vão clamando,
Fogem as aves em sentido choro…
Mas súbito ela às águas o arrastando
Contrai-se para o negro sorvedouro…
E enrolando-lhe o corpo quente, exangue,
Quebra‒o nas roscas, donde jorra o sangue. 

Assim dir‒se‒ia que a caudal gigante
‒ Larga sucuruiúba do infinito ‒
Com as escamas das ondas coruscante
Ferrara o negro touro de granito!
Hórrido, insano, triste, lacerante
Sobe do abismo um pavoroso grito…
E medonha a suar a rocha brava
As pontas negras na serpente crava! 

Dilacerado o Rio espadanando
Chama as águas da extrema do deserto…
Atropela‒se, empina, espuma o bando…
E em massa rui no precipício aberto…
Das grutas nas cavernas estourando
O coro dos trovões travam concerto…
E ao vê‒lo as águias tontas, eriçadas
Caem de horror no abismo estateladas… […]  

3° Sgt BM Douglas e o Cabo BM Hiuri

24.10.2014 (sexta‒feira) – AC03 – AC04 

Iniciamos logo cedo o extenuante transporte de todo o material para o acampamento a jusante do Salto Navaité. Existia uma trilha relativamente recente o que facilitou o transporte das embarcações, utilizando um carrinho que o Dr. Marc trouxera dos EUA para esta fina­lidade. Como o trajeto era muito longo, resolvi realizar o transporte em 3 etapas, assim recuperava o fôlego após cada carregamento retornando sem carga até a etapa anterior até chegar, por fim, ao local do acampamento. Levamos a manhã inteira para concluir a portagem.

Navaité – Ponte Ten Marques

Após o almoço, passamos a tarde reconhecendo e fotografando o complexo de Navaité. O maior estreito ou angustura, como diriam nossos avoengos, de todo o Roosevelt. Sua largura, que a montante, variava de 20 a 30 m, passava agora por uma estreita fenda de menos de 02 m de largura, e, como sua vazão permanece praticamente idêntica à de montante, isso indica que sua seção transversal é provavelmente a mesma, ou seja, a profundidade neste local é muito grande, em torno de 15 a 20 metros. Observando os grandes lajedos de arenito e conglomerados friáveis, eu identificava alguns deles, onde Rondon, Roosevelt e Cherrie tinham sido fotografados.

Cinta-Larga

A beleza agreste daquelas formações, o medonho fragor do caudal confinado, de repente, em uma angustura tão incomum e as águas tumultuárias e refulgentes, emocionavam‒me. Engarupado na anca da história, eu via ou sentia a presença daqueles ilustres personagens que há cem anos palmilharam aqueles sítios, gravando indelevelmente sua passagem em cada um deles.

Ponte Ten Marques

25.10.2014 (sábado) – AC04 – Ponte Ten Marques  

Ponte Ten Marques

Parti alguns minutos antes dos demais com o intuito de visitar a fazenda que aparecia nitidamente à margem esquerda do Rio. Seu Gerente era um mineiro sisudo, mas boa praça, que morava sozinho naqueles ermos sem fim. O Rio apresentava agora um traçado bastante suave, pleno de estirões e amplas curvas. Estávamos próximos à ponte que dá acesso à Aldeia Tenente Marques, chefiada pelo João “Brabo” ([1]) quando aproximou‒se numa voadeira, o 3° Sgt BM Douglas e um nativo. Cumprimentamos efusivamente o amigo, mas estranhamos o fato de ele estar tão próximo à primeira ponte (km 100) e não na ponte do Km 124, onde deveria estar e isso me inquietou. Logo adiante cruzou velozmente uma lancha com 7 índios armados e carrancudos: confirmando meu mau pressentimento. O 3° Sgt BM Douglas fora informado que o João “Brabo” ia impedir‒nos de prosseguir a partir da 1° ponte (Tenente Marques).

Ponte Ten Marques

Aportamos na margem esquerda, a montante da ponte (11°38’32,52” S / 60°27’13,79” O), depois de navegar 29 km, fora da Terra Indígena onde fomos informados pelo 3° Sgt BM Douglas e o Cabo BM Hiuri Marcel de Sousa Lopes que não poderíamos continuar a partir daquele ponto. Logo depois do Sgt BM Douglas ter explicado a situação, comecei a descarregar o caiaque, colocando as tralhas no reboque da camionete dos bombeiros enquanto meus parceiros ainda imaginavam que poderiam convencer o tal do João “Brabo” de nos deixar passar. Eu conhecia os antecedentes do fanfarrão e sabia que ele não voltaria atrás. De repente surge o tal João, na Ponte, vestindo apenas um calção e um cocar, seguido de dois de seus capangas e diversos adolescentes e crianças, entoando canções tribais. O Sgt BM Douglas nos informara que, quando adentrou na Aldeia dos Cinta‒Larga, o João e demais lideranças estavam participando, devidamente paramentados com roupas de grife e tudo mais, de uma reunião.

Tão logo ele se aproximou de nós, começou a falar, intercalando em voz alta o português com sua língua nativa, dizendo que estávamos invadindo sua Terra. A pantomima durou alguns minutos e o líder tribal fingia estar muito irritado com a nossa presença. Chegou a cogitar de que poderia nos manter como reféns na Aldeia até que lhe fosse assegurada a construção de uma nova ponte sobre o Roosevelt. Quando ele disse isso olhei acintosamente para a pistola que o Coronel Angonese trazia à cintura. Podíamos perceber, nitida­mente, que ao usar de palavras mais chulas ou ameaçadoras, ele optava pela língua nativa permitindo que seus seguidores admirassem sua pretensa “bravura” e nós ficássemos sem saber o que ele dizia.

Depois de encerrar sua engendrada e burlesca encenação, ele foi amainando a linguagem e permitiu que fotografássemos a ele e as crianças Cinta‒Larga. Terminamos o carregamento, embarcamos na viatura do Corpo de Bombeiros e nos deslocamos para Vilhena, onde teríamos de refazer nosso planejamento, descobrindo um novo ponto de partida a jusante do Rio Cardoso já no Estado do Mato Grosso e longe da TI Cinta‒Larga. Deixávamos para trás, portanto, o trecho mais preocupante de toda a jornada e onde a Expedição Original mais penou. Tínhamos percorrido, até então, apenas 100 km do Rio Roosevelt. Da atual Ponte Tenente Marques até a Foz do Rio Capitão Cardoso a Expedição Científica demorou quase um mês (07.03.1914 a 06.04.1914), para percorrer somente 110 km (uma média de 3,55 km/dia) e uma diferença de altitude de 133 metros (1,2m/km). Foi neste trecho onde ocorreram alguns dos reveses mais significativos de toda a jornada:

² 15.03.1914: Canoeiro Antônio Simplício da Silva (Afogado);

² 16.03.1914: Cachorro Lobo (Flechado);

² 30.03.1914: Presidente Theodore Roosevelt (Perna ferida);

² 03.04.1914: Cabo Manoel Vicente da Paixão (Assassinado);

² 03.04.1914: Júlio (Foragido);

² 07.03.1914 a 06.04.1914: Naufrágio de 4 canoas.

3° Sgt BM Douglas, Cabo BM Hiuri e João Brabo
Resgate
João Brabo e Hiram Reis

A repórter Juliana Arini, da Revista Época, também testemunhou a ridícula encenação de João Brabo – momento e cenários diferentes mas um idêntico roteiro e as mesmas ameaças:

Diário: A Terra dos Canibais 

Revista Época, Juliana Arini, 24.02.2007  

Depois de cinco horas de voo e seiscentos quilômetros de estrada, finalmente conseguimos chegar a Cacoal, em Rondônia. A ideia era visitar o nordeste do estado para fazer uma matéria sobre os índios cintas‒largas, que vivem sobre a maior jazida de diamantes do Brasil. De tradição guerreira, os cintas‒largas são um dos povos mais temidos da Amazônia. Ficaram isolados durante séculos na região entre os rios Roosevelt e Aripuanã. Vivem em uma porção ainda intacta da Floresta Amazônia, onde mosquitos “porvinhas” e mutucas tiram sangue dos visitantes desavisados. Acusados de serem os responsáveis pela chacina de 29 garimpeiros, em 2004, os cintas‒largas já foram alvo de inúmeras matérias negativas. Por isso, e com toda razão, detestam jornalistas.

João Brabo (Revista Época).

Apesar da resistência de falaram com a imprensa, havia conseguido que alguns caciques aceitassem conversar sobre o assunto mais repelido na região, o garimpo ilegal de diamantes do igarapé Laje. Quando chegamos a Cacoal, descobri que meu contato, o cacique Pio, estava preso na aldeia, depois de um acidente com o carro da Fundação Nacional de Saúde – Funasa. Uma antropóloga que encontrei em Porto Velho me falou sobre outra liderança que eu deveria procurar, o índio João Bravo, um dos caciques mais influentes da região. A primeira sensação de estar entrando em outro mundo começou em Riozinho, cidade próxima a Cacoal, onde vários cintas‒largas compraram casas. O povoado é uma espécie de aldeia urbana, na qual os índios ficam quando precisam procurar tratamento médico, receber aposentadorias ou comprar roupas e mantimentos.

Os funcionários da Funai me contaram que o cacique João Bravo cinta‒larga possuía uma casa em Riozinho e tive a ingênua ideia de ir visitá‒lo para conversar. Como já tinha encontrado com seus funcionários ‒ uma cozinheira e um vigia ‒ resolvi dar dois passos além da porta de entrada da casa, para ver quem estava na varanda. Péssima ideia. O cacique estava sentado à mesa, de costas para nós, sem camisa e de cara fechada. Era corpulento e baixo, como a grande maioria dos cintas‒largas. Pelo seu semblante irritado, eu percebi que não éramos bem‒vindos.

Quando tentei iniciar algum tipo de conversa e contar que éramos jornalistas, ele levantou e começou a falar em voz alta que tínhamos invadido a casa. Discursou durante uma meia hora, sempre irritado com a nossa presença. Chegou a falar que poderia nos manter presos ali, para nos ensinar a respeitar a casa dos índios. Falou de histórias de canibalismo e dos ilustres ex‒prisioneiros dele, como o delegado da Polícia Federal, Mauro Spósito. Também pegou o arco‒e‒flecha para mostrar as pontas bem feitas de suas armas.

Permanecemos calados, eu e o fotógrafo Maurilo Clareto, apenas respondendo às perguntas do índio. Apesar do tom áspero, não existia brutalidade em seus gestos. João Bravo intercalava algumas risadas, tentando puxar conversa entre uma ameaça e uma reclamação. Percebi que ele também estava curioso em saber algo sobre nós. Em alguns momentos pensei que estávamos participando de algum tipo de encenação indígena. Depois entendi que os limites do território daquele índio iam bem além do que eu imaginava. Apesar do susto, acredito que consegui fazer algum tipo de amizade com o João Bravo, que me presenteou com um colar de tucum, um coquinho da Amazônia.

Como os índios estavam ilhados na aldeia, por causa da batida de carro, tínhamos que encontrar outra forma de entrar na reserva. Não havia funcionários da Funai em Cacoal para conceder a autorização que a Polícia Federal exige para entrar na terra indígena. A área está sobre forte fiscalização desde o massacre dos garimpeiros, em 2004. A única alternativa seria ir para a área apenas com os índios, sem nenhum tipo de ressalva oficial. Mas, apesar de todos os riscos, quando surgiu o convite do João Bravo para irmos conhecer seu território, não pensei duas vezes em aceitar a proposta. A viagem começou em um micro‒ônibus com mais de 50 índios, entre crianças, velhos e jovens cintas‒largas. Sacos de arroz, carne congelada, malas, redes e todo tipo de bagagem estavam espalhados pelo chão do veículo. João Bravo seguia na frente, acompanhado de uma das suas cinco esposas, em uma camionete Toyota. Foram 200 apertados quilômetros sacolejando no micro‒ônibus com os índios. Um jovem cinta‒larga se sentou ao meu lado e começou a contar sobre a vida deles na aldeia.

Paulina (Revista Época).

As crianças, curiosas com nossa presença, brincavam entre a bagunça que se espalhava pelos bancos. Por alguns momentos cheguei até a esquecer de todos os risco que corríamos ali. Até que tivemos que cruzar a barreira da Polícia Federal. “Tem branco aí?”, escutei a fiscal do posto policial perguntar. “Não, só índio”, bradou o motorista. Foi quando passamos pela barreira escondidos pela bagunça e dezenas de índios que riam muito de nossa situação. Quando chegamos na aldeia tive a sensação de estar em um pequeno povoado, e não em um território indígena. Na minha romântica concepção todas as aldeias tinham casas cobertas por palha. Mas, na área dos cintas‒largas só existiam casas de alvenaria e madeira, sem nenhuma maloca.

Apesar do visual urbano, os índios da Aldeia Tenente Marques quase não falam português. João Bravo nos deixou hospedados na casa de uma velha índia, que também só fala tupi mondé. A índia respondia sempre com um tímido sorriso às minhas tentativas de conversa. Um filhote de quati com uma coleira no pescoço e uma bomba de veneno mata‒mata completavam o cenário do quarto onde eu teria que armar a minha rede. Pela manhã, o cacique, bem mais amistoso e descontraído, decidiu mostrar todas as benfeitorias que fez para seu povo com o dinheiro dos diamantes. Construiu casas de madeira ‒ todas pintadas de verde e amarelo ‒, comprou mil cabeças de gado, fez uma pequena hidrelétrica para gerar energia e colocou postes de luz entre as ruelas.

As crianças passavam o dia tentando caçar passari­nhos e pequenos lagartos. Foi quando percebi o quanto era inimaginável existir aquele lugar cheio de antenas parabólicas em pleno coração da Amazônia. E o melhor, habitado apenas por índios. Apesar do ata­que das muriçocas, na aldeia foi mais fácil conversar sobre o garimpo de diamantes, assunto até então proibido. Os índios contavam como era a relação com os garimpeiros ‒ alguns até camaradas ‒, reclamavam da presença da Polícia Federal nos limites do território e das dificuldades de lidar com dinheiro. “Homem branco tem muita malícia e pouca palavra”, reclamava João Bravo. Ao falar sobre o massacre de 2004, um sentimento de reserva e tristeza tomava conta dos índios. “Foi legítima defesa. Tínhamos tirado os garimpeiros de lá e entregado para a polícia”, contou um dos cunhados do João Bravo. “Depois eles voltaram e começaram a zombar de nós”, afirmou o índio. Ao ser questionado sobre a história da chacina, João Bravo, um dos pouco que não está acusado de participar do crime, explicou de forma muito simples o que aconteceu. “Foi matar ou morrer”, disse.

Foi nesse momento que o índio decidiu contar todas as chacinas e mortes que aconteceram com seu povo bem antes de existir garimpo na região, durante os anos 60. Entre as histórias mais incríveis estavam a de canibalismo. A princípio não levei a sério, achei que havia um certo exagero do índio. Mas, quando cheguei a São Paulo e li uma tese de doutorado sobre os cintas‒largas, levei um enorme susto, ao ver descrito exatamente o mesmo episódio que o cacique me contou. Era a morte de um funcionário do posto telegráfico de Vilhena, durante os anos 60. De acordo com as descrições de João Bravo, e da tese de doutorado, a morte aconteceu após desentendimen­tos entre os índios e o Marechal Rondon, desbravador da Amazônia e criador dos postos telegráficos.

Ao colocar índios Nhambiquaras, históricos inimigos dos Cintas‒largas, para trabalhar no posto telegráfico, Rondon despertou a ira dos índios, que revidaram com a invasão e morte de um dos telegrafistas. No melhor estilo Cinta‒larga de demonstrar que não considera o inimigo como um igual, os índios devoraram o rapaz após a morte. Depois de algum tempo de conversa, João Bravo resolveu me interrogar sobre minha profissão e perguntou o quanto eu ganhava. Meio constrangida, respondi com sinceridade. “Só isso?”, exclamou o índio. “Mas não é nem um chimbilzinho”! Ao constatar que eu não ganhava nem o que seria um diamante do mais barato, o cacique resolveu tentar me ajudar. Me mostrou o posto de saúde fechado e perguntou se eu não gostaria de morar na aldeia e trabalhar como enfermeira para os Cintas‒largas. Além de ter conhecido um legítimo, e muito simpático, canibal. Durante a visita a Rondônia, também encon­trei uma família de índios que viveram por 24 anos isoladas na floresta. Foram quase três décadas sem contato algum com outro ser humano.

Durante todo esse período, a índia Paulínia e seus dois filhos Zico e Romário viveram da caça e de pequenas roças de mandioca. A índia ficou isolada depois que uma epidemia de gripe assolou sua aldeia e vitimou seu marido. Depois disso os índios decidiram matar seu filho mais novo, Romário, que ainda era um bebê, para que ela pudesse se casar novamente. Revoltada com a proposta de infanticídio, a índia fugiu para a floresta com as duas crianças. A família foi encontrada em 1998, quando um trator esteira entrou na terra indígena para saquear madeira. O índio Zico já era um homem e ficou irritado com o barulho do veículo. Pulou na frente do trator e começou a bradar frases em tupi mondé. O motorista assustado fugiu pela floresta. Os três índios voltaram ao convívio de seus familiares, mas continuam sem saber falar português. Um dos filhos ‒ Zico ‒ faleceu depois de uma gripe.

O outro filho, Romário, também está doente com uma grave alteração no pulmão. A mãe e o filho moram hoje em Riozinho, um distrito de Cacoal, e passam o dia fazendo artesanatos nos fundos de uma associação indígena abandonada. As únicas palavras que Romário pronunciou em uma tentativa de conversa foram: “Essa é minha mãe”. A índia não demonstrou grandes interesses na nossa presença. Ao encontrá-los, tive a nítida sensação de que viviam em um outro tempo. Quando ainda não existiam garimpos, diamantes e nem os homens brancos. (ÉPOCA, 24.02.2007)

Por Hiram Reis e Silva (*), Bagé, 15.09.2021 – um Canoeiro eternamente em busca da Terceira Margem.

Bibliografia 

ÉPOCA, 24.02.2007. Diário: A Terra dos Canibais – Brasil – Rio de Janeiro, RJ – Editora Globo – Revista Época, 24.02.2007. 

Filmete 

https://www.youtube.com/watch?v=tYkH5YO38IQ&list=UU49F5L3_hKG3sQKok5SYEeA&index=40 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;  

  • Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)
  • Ex‒Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) (2000 a 2012);
  • Ex‒Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);
  • Ex‒Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);
  • Ex‒Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)
  • Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);
  • Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);
  • Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);
  • Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)
  • Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);
  • Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)
  • Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).
  • Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).
  • E‒mail: hiramrsilva@gmail.com

[1]    João Brabo: alguns repórteres resolveram chamá-lo de “Bravo” ainda que na porteira de acesso à sua aldeia esteja escrito em letras garrafais ‒ João Brabo. O dicionário Michaelis afirma que “Bravo” é “quem não teme o perigo; denodado, intrépido, valente” e “Brabo”: “nocivo, prejudicial, irado, brigador”. Ora, não consta que esse malfa­dado João Cinta-Larga tenha se destacado por qualquer ato de bravura na sua famigerada existência, portanto, é Brabo mesmo.

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