Faces indígenas no Museu Goeldi

Lives nos dias 28 e 30 de abril, pelo Canal do Museu Goeldi no Youtube, apresentam experiências institucionais com o envolvimento de profissional e artista indígenas na conservação da Coleção Etnográfica e na busca de identidade visual amazônica na divulgação da ciência

Museu Goeldi

Agência Museu Goeldi – O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) realiza nos dias 28 e 30 de abril, sempre às 16h, duas lives em referência ao mês dos povos indígenas. Ambas as agendas serão protagonizadas por mulheres indígenas que colaboram diretamente com projetos da instituição nas áreas de antropologia e comunicação da ciência, respectivamente.

Transmitida pelo canal do Museu Goeldi no Youtube, às 16h, a primeira conversa será realizada na quarta-feira, 28, com a socióloga Suzana Karipuna, que contará sua experiência de três décadas como técnica que atua na organização da Reserva Etnográfica Mário Simões. Suzana enriqueceu o ambiente de trabalho na etnografia do Goeldi com seu pioneirismo e conhecimento. A conversa será aberta pelo coordenador das Ciências Humanas, o linguista Hein van der Voort, e a mediação é da museóloga Bianca Vicente, pesquisadora da Coordenação de Museologia, ligada ao Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Museu Goeldi.

Na live do dia 30 de abril, transmitida pelo mesmo canal também às 16h, será a vez do público conhecer a artista indígena Yaka (Edilene) Huni Kuin e a sua participação no trabalho de ilustrar o projeto A Floresta Sensível, coordenado pelo antropólogo Glenn Shepard Jr., do MPEG, e patrocinado pelo Instituto Serrapilheira. A ideia do projeto, cujo teaser foi veiculado no dia 19 nas mídias do MPEG, é oferecer uma experiência de visita interativa e imersiva que facilite o acesso a aspectos do conhecimento acumulado pelos povos originários sobre as plantas da Floresta Amazônica.

Yaka, que tem 22 anos e é da aldeia Chico Curumim, também falará sobre a sua experiência na criação do Kayatibu, coletivo de jovens indígenas Huni Kuin que fortalecem a cultura de seu povo na música, pintura e com palestras de conscientização.

A conversa com Yaka terá a participação de Glenn Shepard e a mediação da designer Sâmia Batista, professora da Faculdade de Arte Visuais da Universidade Federal do Pará e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e a Drª Jamille Pinheiro Dias, pesquisadora associada da Universidade de Manchester, especialista em arte e culturas ameríndias.

“No mês de abril, o Museu Goeldi procura trazer para o debate junto ao seu público questões relacionadas aos povos indígenas e trabalhos institucionais desenvolvidos em parceria com diversas etnias. Este ano, como em 2020, em função da pandemia do novo coronavírus, os eventos que oferecemos são virtuais”, explica a chefe do Serviço de Comunicação Social, Joice Santos, que coordena a programação.

“Serão dois momentos informais em que, mais uma vez, o MPEG será o local de encontro para troca de experiências, visões e saberes, reunindo protagonistas indígenas, pesquisadores convidados e da instituição”, destaca Joice.

Serviço:

Dia 28, às 16h, Depoimento Suzana Primo – uma socióloga Karipuna na Reserva Etnográfica do Museu Goeldi, com a participação do linguista Hein Van der Voort e da museóloga Bianca Vicente.

Dia 30, às 16h, Live Ilustrando o Sagrado – a floresta sensível da artista Yaka Huni Kuin, com a participação do antropólogo Glenn Shepard Jr, da professora Sâmia Batista e da especialista em arte ameríndia, Jamille Pinheiro Dias.

Ambas as programações serão transmitidas pelo Canal do Museu no Youtube.

POSTADO EM:     MUSEU GOELDI

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