Artigo na Perspectives in Ecology and Conservation aborda os impactos ambientais e sociais da possível pavimentação da BR-319

Os pesquisadores de pós-doutorado Guilherme Mataveli e Michel Chaves e o pesquisador Luiz Aragão, da DIOTG/INPE, em parceria com Nathaniell Brunsell, da University of Kansas, avaliaram os potenciais impactos ambientais e sociais associados à intenção de pavimentar a rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) à Porto Velho (RO), no artigo intitulado The emergence of a new deforestation hotspot in Amazonia”, publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation.

Figura: Localização geográfica da rodovia BR-319, destacando sua zona de influência direta e as áreas protegidas e terras indígenas em seu entorno. – Publicada em: INPE

O Artigo está disponível em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S253006442100002X

Os pesquisadores abordaram o anúncio recente de editais para a pavimentação de trechos da BR-319 sem a realização de estudos prévios de impacto ambiental e consulta prévia às populações tradicionais, o que pode fazer emergir uma nova frente de desmatamento na Amazônia, visto que 90% da zona de influência direta desta rodovia é composta por vegetação intocada. De julho a setembro de 2020, período após a publicação dos editais, os alertas de desmatamento emitidos pelo DETER e os focos de calor estimados pelo BDQueimadas do INPE aumentaram significativamente na zona de influência direta da rodovia.

O artigo debate a necessidade da adoção de estratégias claras para o desenvolvimento sustentável na região de entorno da rodovia, bem como em toda a Amazônia, a fim de evitar o surgimento de novas frentes de desmatamento. Os autores propõem a retomada e o fortalecimento das ações que já demonstraram capacidade para a redução do desmatamento no passado, como o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), e esforços para a regularização e proteção de terras indígenas e públicas aliados à pressão nacional e internacional para fomentar ações civis públicas contra atores que se opõem às obrigações ambientais na Amazônia.

PUBLICADO EM Coordenação-Geral de Observação da Terra:   OBT INPE 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*