Equipe integrada contribui para redução dos índices de desmatamento e queimadas

Brasília (DF), 12/09/2020 – Os avisos de desmatamento na Amazônia Legal tiveram redução de 21% e os focos de calor caíram 6%, comparados ao mês de agosto de 2019. Em julho, o desmatamento já havia registrado queda de 26,5% em relação ao ano passado.

Esse bom resultado tem a contribuição de equipe de dez especialistas que realizam a integração de dados visando otimizar o trabalho das equipes de campo, durante a Operação Verde Brasil 2.

Reunidos no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), os técnicos fazem a fusão e a verificação das informações disponíveis nos bancos de dados de agências de proteção ambiental e de órgãos policiais. O grupo elabora relatórios que trazem detalhes sobre os crimes ambientais e direcionam o planejamento das ações das Forças Armadas e das equipes de fiscalização durante a Verde Brasil.

Nos quatro meses de operação, foram elaborados 21 relatórios, que apontaram as áreas prioritárias para atuação das equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de outros órgãos participantes da operação.

“Com os relatórios do Grupo de Integração para Proteção da Amazônia (Gipam), as equipes de campo têm informações sobre locais prioritários de atuação e, assim, conseguem combater o desmatamento ainda no início”, disse o diretor-geral do Censipam, Rafael Pinto Costa.

A metodologia dos analistas sediados no Censipam aplica, por exemplo, o cruzamento de alertas de desmatamento com registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e com o banco de dados dos estados. Com isso, é possível verificar se as áreas tiveram autorização para realizar o desmatamento.

Além de servidores do Censipam, a equipe conta com representantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Agência Nacional de Mineração (ANM), da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ibama, do ICMBio, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Crédito: INPE/Queimadas

Queimadas
“Segundo os nossos meteorologistas, que são especialistas no clima da Amazônia, este ano o ‘verão amazônico’ tem sido o mais quente desde 2010. Com temperaturas acima da média, os focos de calor tornam-se mais frequentes. Os meses de agosto a novembro são críticos e concentram, em média, 80% dos focos de calor na região”, explica o diretor-geral do Censipam.

O Censipam também tem realizado um trabalho especial para apoiar o combate às queimadas. Sediados em Manaus, no Amazonas, Porto Velho, em Rondônia, e Belém, no Pará, meteorologistas e especialistas em sensoriamento remoto analisam informações sobre os focos de calor e fazem o cruzamento com dados meteorológicos e imagens de satélites para emitir relatórios diários que apontam os locais de atuação.

Os analistas têm aperfeiçoado a metodologia para indicar áreas prioritárias, de modo a aumentar a eficiência das equipes de campo. Para indicação dos alvos, são levados em consideração a persistência dos focos de calor, o número de dias sem chuva na região e a previsão de chuva para as próximas 24 horas.

Por Willian Cavalcanti Foto: divulgação Censipam
Foto: divulgação Censipam

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