Após sete anos de diálogo, povos Jarawara e Apurinã definem plano de gestão ambiental e territorial de terra indígena

Um processo de diálogo e discussão entre os habitantes da Terra Indígena (TI) Jarawara/Jamamadi/Kanamati para a construção do Plano de Gestão Ambiental e Territorial (PGTA) Jarawara e Apurinã foi concluído no mês de outubro.

FOTO: FUNAI

Na aldeia Água Branca, município de Lábrea/AM, uma oficina apoiada e financiada pela Coordenação-Geral de Gestão Ambiental (CGGAM), Coordenação Regional Médio Purus e Coordenação Técnica Local em Lábrea arrematou os quase sete anos do processo de definição para o uso dos recursos naturais da TI.

Esse instrumento de gestão tem dentre seus objetivos a expressão da territorialidade do povo Jarawara das aldeias Água Branca, Canta Galo, Saubinha, Casa Nova e Nascente, e do povo Apurinã da aldeia Escondido.

Esses povos trazem nesse documento a sua história e seu jeito de viver, fazer e criar. Também, apresentam seus acordos internos e externos, pactuados em suas assembleias gerais, a respeito da pesca, extrativismo, roçado, caça, manejo dos resíduos sólidos, cultura, saúde, educação e pressões no entorno da TI.

Iniciado em 2012, o documento vem sendo construído, de forma participativa, pelos indígenas e pelos servidores da CR Médio Purus. Por isso, sua elaboração se notabiliza pelo empenho dos recursos orçamentários e de conhecimentos do quadro técnico da Funai.

A oficina consistiu em atividades de redação participativa, revisão dos etnomapas, escolha das fotografias e desenhos para comporem a publicação, apresentação do vídeo dos acordos internos gravado na língua Jarawara e entrevistas com os mais antigos para resgate de histórias e casos.

Os próximos passos, após a organização dessas informações, serão a editoração, diagramação e impressão do PGTA Jarawara e Apurinã ainda neste mês de novembro.

Coordenação-Geral de Gestão Ambiental e Assessoria de Comunicação

 

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