Operação Acolhida recebe visita do Presidente do Supremo Tribunal Federal

Boa Vista e Pacaraima (RR), 24/07/2019 – O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, visitou, na terça-feira (23), as estruturas da Operação Acolhida nas cidades de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima. No início da manhã, o ministro do STF foi recebido com honras militares na Primeira Brigada de Infantaria de Selva, na capital do estado. Em seguida, ele passou em revista à guarda, presenciou desfile da tropa de militares dessa organização militar e acompanhou uma apresentação do coordenador da Operação Acolhida, General de Divisão Eduardo Pazuello, sobre a Força Tarefa Logística Humanitária em Roraima.

Chefe de Logística e Mobilização do Ministério da Defesa, General de Exército Laerte de Souza Santos, e ministro Dias Tofolli
Chefe de Logística e Mobilização do Ministério da Defesa, General de Exército Laerte de Souza Santos, e ministro Dias Tofolli

 

“É uma alegria estar aqui. Em nome do Judiciário, eu queria agradecer às Forças Armadas. Essa é uma ajuda humanitária para que nós possamos fazer uma demonstração para todo o mundo do quanto é importante atender esse lado dos direitos humanos, lado humanitário. O sucesso da Operação Acolhida demonstra que a solidariedade e a fraternidade são essenciais para o enfrentamento dessa situação de vulnerabilidade e evitar que os efeitos nefastos que uma imigração desordenada pode produzir. Na verdade, a integração dos venezuelanos depende agora da interiorização pelo país e de oportunidades no mercado de trabalho”, disse o presidente do STF.

O coordenador da Operação Acolhida afirmou que houve uma revisão no conceito da missão. “Agora trabalhamos com o conceito de que, em resposta à crise da Venezuela, vamos assegurar a interiorização do fluxo migratório, prestando assistência emergencial, em especial quanto ao ordenamento da fronteira, abrigamento e apoio à vulnerabilidade, a fim de apoiar o retorno desta à situação de autonomia e integração socioeconômica no Brasil”, garantiu o General.

Posto de Interiorização e Triagem de Boa vista

O presidente do STF também conheceu o Posto de Interiorização e Triagem de Boa Vista. É lá que os venezuelanos solicitam os protocolos de refúgio ou de residência. Dão entrada nos pedidos de carteira de identidade e de trabalho, além de participarem da coleta de dados biométricos. Coube ao coordenador do local, Coronel José Ricardo de Oliveira, explicar como ocorre a regularização desses estrangeiros.

Venezuelanos obtêm carteira de trabalho no Posto de Interiorização e Triagem de Boa Vista
Venezuelanos obtêm carteira de trabalho no Posto de Interiorização e Triagem de Boa Vista

“Para retirar o protocolo de refúgio, só precisa ter uma foto. Esse documento tem validade de um ano. Nesse período, a pessoa tem que ser interiorizada ou conseguir emprego. Caso contrário, o venezuelano deve renovar o documento. Já o protocolo de residência exige a apresentação de carteira de identidade, certidão de nascimento ou de casamento, mas possui validade de dois a cinco anos. Por fim, eles vão para a Polícia Federal, onde são cadastrados, fotografados e são colhidas as digitais”, destacou o militar do Exército.

Coronel José Ricardo de Oliveira explica o passo a passo para a regularização dos estrangeiros
Coronel José Ricardo de Oliveira explica o passo a passo para a regularização dos estrangeiros

Atendimento médico e vacinação dos venezuelanos

Os venezuelanos também recebem atendimentos médicos no Posto de Interiorização e Triagem de Boa Vista. A Primeiro-Tenente médica Anne Fabíola, da Marinha, é quem realiza as consultas: “A gente atende cerca de 50 pessoas por dia que pedem os protocolos de refúgio ou residência, além de 100 venezuelanos que estão esperando a interiorização. São os mais variados casos, como: gripe, gastroenterite, febre e vômito”.

Primeiro-Tenente médica Anne Fabíola, da Marinha, está entre os profissionais que prestam atendimento aos imigrantes
Primeiro-Tenente médica Anne Fabíola, da Marinha, está entre os profissionais que prestam atendimento aos imigrantes

Já a Suboficial Eliane da Silva Rosa, técnica de enfermagem da Força Aérea Brasileira, é quem aplica as vacinas da febre amarela, tríplice viral e hepatite B. Elas são obrigatórias tanto para os venezuelanos que buscam vagas em um dos 13 abrigos de Roraima como aqueles que sonham ser interiorizados com a garantia de emprego em outros estados brasileiros.

Suboficial Eliane da Silva Rosa, técnica de enfermagem aplica as vacinas obrigatórias
Suboficial Eliane da Silva Rosa, técnica de enfermagem aplica as vacinas obrigatórias

Estruturas da Operação Acolhida em Pacaraima

Em Pacaraima, o ministro Dias Toffoli visitou os postos de recepção e identificação, de triagem, de atendimento avançado e o alojamento de passagem BV8. Ele reconheceu a importância da Operação Acolhida. Agradeceu o convite feito pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo, representado durante a visita pelo Chefe de Logística e Mobilização do Ministério, General de Exército Laerte, e elogiou a coordenação da missão. “Ao testemunhar a Operação Acolhida ao vivo e em cores, podemos afirmar que estamos seguindo no caminho certo, da construção da sociedade do país que sonhamos quando impera a dignidade da pessoa humana”, finalizou.

Por: Capitão-Tenente Fabrício Costa
Fotos: Keven Cobalchini/ MD

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)
Ministério da Defesa –
(61) 3312-4071

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